Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

O Blogue do Luís Morgado-Pintar por aí

O pintor e muralista da Moita, Luís Morgado tem um novo Blogue em que mostra um pouco da sua Arte.
Parabêns ao grande artista e amigo e como mensagem que seguramente será o lema da sua vida digo-te:

Camarada, a Luta Continua !

Veja o Blogue do Luís Morgado aqui: http://pintarporai.blogspot.com/

Os Videos dos murais do Luís Morgado, feitos por mim e publicado neste Blogue podem ser vistos aqui: Parte 1, Parte 2, Parte3.

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Painel do Moinho Embutido

Restauro Integral do Painel do Moinho na Moita.

O painel do séc. XIX com a Nª Sª da Conceição e Santo António estava num estado de deterioração que implicava uma reconstrução parcial, ou total, como também o precisam e muito, os azulejos da Capela da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros.
A C.M.M. através da Srª Maria Clara que representou o Departamento de Cultura da Câmara da Moita pediu-me a e elaboração desse mesmo painel policromado de 25 azulejos (5 x 5 azulejos de 14 x 14 cm), o que implicou todo um trabalho de desenho, estudo dos óxidos e reconstituição do mesmo painel, o resultado está aqui.


Nota Técnica:

As possibilidades de restauro de painéis dos séculos XVI a XIX, são possíveis parciais ou integrais, devido ao uso de vidrados e óxidos com as mesmas características dessas épocas já desde 1989 testadas na A.A.G.
Embora a homogeneidade de cozedura nos azulejos dos trabalhos feitos na Azulejaria Artística Guerreiro seja um factor de maior qualidade, porque são cozidos em forno elétrico o que faz com que o forno tenha práticamente todo a mesma temperatura, a heterogeneidade entre os azulejos dada pela diferença das temperaturas nas cozeduras em fornos a lenha é práticamente impossível de se conseguir, nem mesmo numa cozedura em fornos a gáz, devido ao avanço tecnológico.
Por isso para se conseguir uma cozedura tão diversa e ímpar como as eram nos séculos XVI a XIX só seria possível se se cozessem os azulejos em fornos a lenha, como na altura.

Se repararem com atenção nos azulejos antigos nas Capelas e Igrejas ou Casas Senhoriais e Palácios, cada azulejo tem uma pequena diferença de tonalidade nos vidrados ou óxidos, quanto mais antigos mais essas diferenças são acentuadas. Nos finais do séc. XIX e até meados do séc. XX, devido ao aperfeiçoamento dos fornos e da introdução do gaz como combustível, os azulejos atingem uma homonegeneidade quase perfeita a nível cromático e de vidrados. A Fábrica Aleluia de Aveiro é uma das mais evoluidas nessa perfeição, como se pode ver nos painéis das estações de caminhos de ferro antigas de que destaco a Estação de São Bento no Porto, feitos pelo Mestre Jorge Colaço, soberbos no detalhe, temática e cromância, além da superioridade de vidrados e cozedura já explanados encima.

Domingo, Janeiro 03, 2010

Segunda Sessão-O RIO DE JANO


Rio de Jano from Eduardo Souza Lima on Vimeo.

Zé José Carioca nos Arquivos Guerreiro-Alhos Vedros



Este é o documentário sobre a vinda de Zé José, o cineasta e editor da revista "Zé Pereira", Eduardo Souza Lima a Alhos Vedros e zonas envolventes.

O famoso carioca, esteve hospedado na casa da Tina, minha esposa, na Moita e no dia 18 de Dezembro de 2009 fez o favor de apresentar o seu filme de fição científica, "Pimentípoli" préviamente apresentado no Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira nos Arquivos Guerreiro, sitos na Rua Duarte Pacheco, nº4 em Alhos Vedros.

O cineasta foi muito aplaudido depois de apresentar a sua curta metragem, seguiram-se beberete e belisquetes para dar a possibilidade à multidão de gente convidada, (sim... eram mais de 15 pessoas, convidadas pessoalmente por mim, para esta sessão privada) de contactarem com o cineasta polivalente e multi-facetado, Zé José.

A segunda sessão apresentou depois o documentário, "O Rio de Jano" e depois continuou uma animada conversa bem regada com vinhos das melhores proveniências, (É de salientar o vinho artesanal que o Vitor Ribeiro trouxe e que é exclusivo da sua produção particular, uma mistura das melhores castas da região, o que criou uma "pomada" de alto teor alcoólico, mas suave como a brisa da manhã numa primavera) que nos fez acreditar em Deus e na espécie humana ao fim de algumas garrafas.

Tudo decorreu com tranquilidade exceptuando o facto de um dos convidados ter "subtraído" uma revista "Zé Pereira" da minha coleção e logo o nº1, o que depois me foi explicado pelo próprio que não teve outra possibilidade existencial porque era uma revista que tinha o seu nome, esse indivíduo, vítima das más leituras, (Jornal "A Bola") e possuidor duma péssima reputação devido a ser adepto do SLB, apenas foi desculpado porque o próprio Zé José me prometeu enviar o número da revista subtraído por esse tal de Zeca*, que ainda por cima tem pretensões artísticas !


Os dois filmes no formato DVD foram depois autografados e oferecidos pelo autor ao responsável pela programação cinéfila da "Casa Amarela de Alhos Vedros, rua 5 de Outubro nº 52 em Alhos Vedros" onde foi prometido que serão exibidos em sessão pública.


*foto em anexo

Sexta-feira, Dezembro 25, 2009

Feliz Natal e Próspero Ano Novo


São os desejos da Azulejaria Artística Guerreiro, para todos os seus clientes e amigos !

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Eduardo Souza Lima-o Zé José Carioca, está no Festival de Cinema de Stª Maria da Feira e também passa por Alhos Vedros !

O cineasta carioca, Eduardo Sousa Lima, vulgo Zé José, também editor da revista Zé Pereira, vai estar presente no 13º Festival Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira ,onde irá apresentar o Filme de Fição Ciêntifica: Pimentípoli e disse-me que gostaria de me visitar e à minha Oficina em Alhos Vedros, (aguardo mais informações, depois de dia 13 de Dezembro, quando acabar o Festival). Conhecemo-nos por via da mesma paixão pela História em Quadrinhos, cruzando o Oceano Atlântico virtualmente abraçados por essa paixão...

É com muito gosto que divulgo aos orgãos de comunicação locais e nacionais o multi facetado Zé José, também autor do documentário: O Rio de Jano, dedicado ao desenhador Francês que desenhou o Rio de Janeiro numa versão animalista, (faceta que eu também explorei recentemente na minha série em HQ, "O Deserto da Educação" ) muito ao seu estilo e que foi amplamente publicado durante a década de 1970/80/90 pela mítica revista francesa Metal Hurlant que começou em 1974 na edição de Histórias em Quadrinhos de Fição Ciêntifica e não só, continuando a ser publicada nos E.U.A. até hoje com o nome de Heavy Metal Magazine

Luís Cruz Guerreiro

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Compilação da Primeira Série das tiras do "Deserto da Educação"



































































































































































A primeira série das tiras publicadas no Blog de Paulo Guinote, "A Educação do Meu Umbigo".
Desenho de Luís Cruz Guerreiro, Argumento de Paulo Guinote.

Sábado, Agosto 08, 2009

Gente Que Trabalha 1 - Brasília 50 anos !



Delei, Junho-Julho 2009-Azulejaria Artística Guerreiro

Na Azulejaria Guerreiro, em Alhos Vedros, António Vanderlei Amorim, o conhecido pintor Delei, criou um painel em azulejo vidrado, pintado à mão, policromado, para ser colocado em Brasília,
comemorativo dos 50 anos da capital do Brasil.
O painel é composto por quatro módulos de 105x150 cm cada, (1.05 mt X 6 mt, no total) que reconstroem a saga da cidade, remetendo:
1. Ao primeiro momento que é o cerrado, a natureza pura e selvagem, do planalto daquela região central do país;
2. Aos três anos de construção da cidade, que é a saga, a luta dos candangos que vêm de todas as regiões do país, e trabalham num canteiro imenso em construção 24 horas por dia;
3. À cidade planejada – projecto do arquitecto Óscar Niemayer e do urbanista Lúcio Costa, inaugurada em 21 de Abril de 1960;
4. A Brasília nos anos 90, com uma população que excede já os 800 mil habitantes, comparados com os 500 mil com que a cidade foi planejada.
“Esta obra é a comemoração dos 50 anos de Brasília que eu pretendo assinalar com um painel representativo do que foi um sonho, a capital, a construção da cidade, e a posição de Brasília hoje no cenário nacional e da América do Sul”, diz Delei.



“É uma ideia que veio do Brasil que quis concretizar em azulejaria portuguesa, aqui na Azulejaria Guerreiro”, vincou.

Publicado por Brito Apolónia no Jornal "O RIO", em Julho de 2009.

Edição em PDF aqui.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

Notícias sobre a Exposição "Aventuras de Jerílio no séc.25"

Quinta-feira, Maio 21, 2009

Convite para Exposição de BD em Azulejos nos Arquivos Guerreiro


Depois da exposição no Posto de Turismo da Moita, que esteve fechada ao público durante uma semana, e para os visitantes que não tiveram oportunidade de ver, "As Aventuras de Jerílio no séc. 25", BD em Azulejos de Ficção Científica, estarão em exposição nos Arquivos Guerreiro, de forma permanente, na Galeria particular do autor.

As 17 tiras, já publicadas, do "Deserto da Educação" também estarão patentes nesta exposição.

A Vernissage, com belisquetes e beberete, terá início às 17h de sábado, 23 de Maio.

Os Arquivos Guerreiro ficam situados em Alhos Vedros, perto das Bombas da Gasolina e da Discoteca Kleópatra.

Rua Duarte Pacheco, nº4 e 6, Alhos Vedros, Portugal
Telf(s): 21 2048677 e 962309704


Apareçam!

Saudações,
--
Luís Cruz Guerreiro

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Convite Exposição BD em Azulejos no Posto de Turismo da Moita





É com prazer que convido todos, para visitarem a minha Exposição de BD em Azulejos, que tem inauguração dia 27 de Abril no Posto de Turismo e continuará até 9 de Maio de 2009.

A temática é a Ficção Ciêntifica, e apresenta o 1º episódio completo das "Aventuras de Jerílio no séc. 25".

Também algumas pranchas e projectos do 2º episódio, podem ser vistos ainda só na fase de desenho.Complementa a Exposição três pranchas de BD Humorística e três painéis da "Linha Clássica", com a temática dos Descobrimentos Portugueses.

Sobre a Exposição de BD em Azulejos de Luís Cruz Guerreiro no Posto de Turismo da Moita.

Infelizmente, e por motivos alheios à minha responsabilidade, a exposição dos meus trabalhos no Posto de Turismo da Moita, cuja abertura era a 27 de Abril, não tem estado aberta. Por isso, peço desculpas aos meus convidados e a todos os que para lá se dirigiram com esse objectivo e, conforme informação de última hora, "talvez" abra hoje.
Por favor, não desistam de tentar visitar a Exposição, porque "talvez" esteja aberta algum dia.

30 de Abril de 2009

A Exposição está finalmente aberta e até consegui resgatar a minha caixa de ferramentas, frotografei a exposição, deixei cartões, a funcionária pareceu-me estar de boa saúde e assim pelos vistos a exposição “talvez” se aguente aberta ao público até sábado, dia do seu encerramento.
Recordo que o horário do posto de turismo é das 9.30h até às 12.30m e das 14.00h até às 18h e no sábado se tudo correr bem estará aberta das 10h às 13h e das 15h às 18h, com “talvez” UMA SURPRESA.

4 de Maio de 2009

Apesar da minha exposição no Posto de Turismo da Moita ter sido "amputada" em mais de uma semana, das duas que deveria estar aberta ao público, quero aqui frisar a simpatia da Técnica de Turismo, Srª Ana Peixoto, que me convidou e de tudo tratou para que a exposição decorresse normalmente, mandando imprimir os Flyers da exposição e tendo sido publicado o evento no Maré Cheia de Maio, a dignidade dessa senhora deparou-se porém perante a contrariedade de todos os funcionários terem adoecido repentinamente e durante uma semana, coisa que o seu superior hierárquico, Luís Charneira não conseguiu colmatar e que me apanhou tanto de surpresa como a Srª Ana Peixoto, reservo-me ao direito da dúvida sobre os reais motivos deste súbito adoecimento de todos e mais algum funcionário que permitisse a abertura da minha exposição no Posto de Turismo da Moita, porque depois de ter acabado a minha exposição passei todos os dias pelo Posto de Turismo e reparei que estava sempre o espaço aberto, as melhorias de saúde dos funcionários foram por isso notórias e visíveis, mas reservo-me a salvaguardar as informações que possuo de fontes seguras e com provas de facto, para uma data posterior que eu decidirei qual será a mais adequada.
8 de Junho de 2009

Mas, mais tarde ou mais cedo tudo será esclarecido.
Saudações,
Luís Cruz Guerreiro

Segunda-feira, Abril 20, 2009

Painel Comemorativo do 115º Aniversário dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste


Os Bombeiros Voluntários Sul e Sueste, uma das mais antigas corporações de bombeiros do Distrito de Setúbal, criada em 1894 pelos Caminhos de Ferro, Sul e Sueste, através do Paulo Vasques, encomendou-me este painel para ser colocado na sua nova sede e para celebrar o seu 115º Aniversário, que será comemorado a 23 de Julho de 2009.
O Quadro Activo ofertou este painel de azulejos à sua corporação.
Que se cumpram pelo menos, mais 115 anos de bons serviços à população é o que desejo a esta corporação.
Luís Cruz Guerreiro

Sporting Clube Vinhense-Veteranos 6


O Pelourinho de Alhos vedros, símbolo da existência do Concelho de Alhos Vedros anterior à época de D. Manuel I, quando a 15 de Dezembro de 1514, lhe foi entregue Carta de
Este foi o sexto azulejo temático por encomenda do SCV-Veteranos.

Sporting Clube Vinhense-Veteranos 5


A Falua, barco típico do Tejo, foi o quinto azulejo temático, encomendado pelo SCV-Veteranos.

Sporting Clube Vinhense-Veteranos 4


O Catraio, barco típico do Tejo, foi o tema do quarto azulejo que o Sporting Clube Vinhense-Veteranos, me encomendou para ofertar.

Sexta-feira, Março 13, 2009

Expo-Venda da AAG no Posto de Turismo da Moita







Fui convidado pela Srª Ana Peixoto a expôr e vender no Posto de Turismo da Moita, alguns trabalhos da minha Linha Clássica. O azul cobalto e o branco, herança dos séculos XVII e XVIII, talvez os mais marcantes da história da Azulejaria Artística Portuguesa no Mundo Lusófono, embora para mim os azulejos arte Deco e o neo classicismo das décadas de 1930 e 1940, marquem o apogeu da azulejaria portuguesa, mais pela temática naturalista estilizada e rural/romântica, ao invês da temática religiosa, do que pela mestria dos artistas do século XVII essa sim insuperável.
Telhas, Anjos Barrocos de Ouro Preto, Florais e muitos outros formatos e temas, como azulejos-imâns, em azulejos individuais ou duplos, com preços desde os 6€ até 60€, estão à disposição de todos os que preferem a qualidade da Azulejaria Artística Guerreiro no Posto de Turismo da Moita.

Domingo, Fevereiro 15, 2009

Os Murais da Moita-Parte 3

Os Murais da moita-Parte 2

Os Murais da Moita-Parte 1



A História deste filme em 3 partes.

Foi antes das Festas da Moita de 2008 que Luís Morgado e António Carlos Dias começaram a fazer as pinturas murais que, como bons Moitenses teriam de estar prontas antes das Festas.
Eu assim que vi a parede do mural do Cais a ser pintado de branco fiquei logo assustado com a ideia de que se iria perder essa bela pintura, informei-me e disseram-me que não, que o Luís Morgado, que eu não conhecia pessoalmente, se propunha reconstruir a pintura de início, foi o Faim, presidente da junta de freguesia da Moita, que me informou.
Pensei em filmar o progresso da pintura e fazer um filme para publicar no AVP, coincidiu que o António Carlos Dias também estava reiniciando as suas pinturas com motivos taurinos, ali na casa logo ao lado.
Quase todos os dias filmava a evolução das pinturas e aproveitei para entrevistar os Mestres, a cassete em bruto estava preparada desde finais de Setembro, mas aí o Luís Morgado começou outro mural agora com a temática da Implantação da República e resolvi também integrar este novo mural no filme...
Acontece que a máquina de filmar, já antiga se estragou e não tive hipótese de guardar o filme ou passá-lo para o formato DVD, resolvi apelar para o Liberto, amigo meu que faz reportagens de casamento e que está ansioso para que seja legal o casamento Gay, porque tirando esse nicho, ninguém mais quer casar e o seu negócio anda em baixo devido a isso.
Lá me emprestou uma máquina que tinha, para passar o filme para DVD, mas a máquina não lia o formato HI8, só o Video 8.
Achei que o Vinhas um amigo meu que trabalha na Câmara me poderia safar, pois é um tipo com muito jeito para desenrascar os amigos, quando ia levar a cassete aos Amigos do Mar para ele a recolher depois, aparece-me o Faustino eletricista que já me consertou o forno elétrico com um truque que é de génio e me fez poupar uma pipa de massa, contei-lhe o meu compromisso moral com o Luís Morgado e o Carlos Dias, pois tinha prometido publicar o filme no AVP e gosto de cumprir as promessas, e ele lá me fez o favor de passar o filme para o formato DVD.
Quero agradecer ao Liberto ao Vinhas e ao Faustino pela disponibilidade e também ao AVP, por publicar este meu filme."

Saudações de

Luís Cruz Guerreiro

Sporting Clube Vinhense-Veteranos 3


O terceiro azulejo com motivos de Alhos Vedros, feito para o SCV-Veteranos.

A Igreja Matriz de Alhos Vedros.

Novos motivos serão feitos tendo por mote esta temática.

Sábado, Fevereiro 14, 2009

Sporting Clube Vinhense-Veteranos 2


O segundo dos azulejos temáticos sobre Alhos Vedros, que os amigos Veteranos do Sporting Clube Vinhense, me encomendaram, o tema foi o Poço Mourisco e toda a zona envolvente à antiga Estação de Comboios de Alhos Vedros, destruída pela Refer.

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

Sporting Clube Vinhense-Veteranos


O Sporting Clube Vinhense-Veteranos, encomendou-me uma série de azulejos com motivos Alhos Vedrenses, eis o primeiro.

Daniel Carriço no Sporting até 2013


O meu primo, lá assinou o contrato por quatro anos com a equipa que tudo fez para ele se tornar jogador profissional, o Sporting Clube de Portugal.

Parabéns ó, Daniel ! Haja alguém na família que siga a Arte do teu avó, o tio Flórido.

Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

Visita ao espólio de Rafael

Expresso TV

Faianças Bordalo-Recortes da Imprensa Nacional





Expresso, edição de 24.01.2009

Comprar nas Faianças Bordalo










Este fim de semana, eu e a minha esposa fomos fazer compras às Caldas da Rainha e fomos comprar Arte em Cerâmica, às Faianças Bordalo.
A fila de compradores era imensa e demorou mais de uma hora para que fossemos atendidos, as peças desapareciam a cada minuto, houve pessoas que levavam conjuntos de peças enormes que levavam muito tempo a embrulhar.
Todos os dias têm de as repôr, a empregada disse que nunca tal tinha acontecido.
Se a Fábrica fechar será apenas por gestão ruinosa, porque com uma estratégia comercial virada para o mercado nacional, mantendo a tradição e qualidade das Fainças Bordalo, não acredito que esta Fábrica tenha problemas de escoamento de produção e também não compreendo porque não pagam os salários em atraso aos trabalhadores.
Pelo que ouvi e li durante este fim de semana os salários elevados dos gestores e também uma dívida de 200 000 mil euros da Câmara das Caldas da Rainha à empresa podem estar na situação difícil em que esta se encontra.
As imagens que eu tirei falam por si

Quarta-feira, Janeiro 14, 2009

Vai-se Deixar Acabar um Simbolo Nacional ?

Estou-me a referir à Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, Lda., constituída em 1922, que é a sequência inequívoca da Fábrica de Caldas da Rainha, fundada em 1884 por Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905).


Esta fábrica está em risco de encerrar, mas esta fábrica não é uma fábrica qualquer, é um simbolo nacional, que representa o expoente máximo da liberdade criativa e da sátira mordaz à sociedade portuguesa do séc. XIX, e que continuou a ser atual durante todo o séc. XX

Rafael Bordalo Pinheiro foi pioneiro nas histórias em quadrinhos em Portugal e dos primeiros a utilizar esta Arte no mundo e fê-lo com uma mestria e um sentido de humor ímpares neste país soturno e cabisbaixo, por isso a sua Arte é imortal mantêm-se atual até hoje.

Figuras como o Zé Povinho, a Maria da Paciência fazem já parte da nossa história...

As peças produzidas pela Fábrica são um património nacional, pertencem à nossa memória coletiva e o encerrar desta produção é o encerrar de parte de Portugal.

É sintomático que seja durante a vigência de um governo que em tudo apoiou a empresa que produz os computadores Magalhães, agora nada se faça para salvar a empresa Faianças Bordalo. A Pátria e o seu património nada significam para estes tecnocratas europeístas insensíveis à Arte, mas a história há-de confinar estes "políticos" à sua verdadeira dimensão de mamadores da porca da política que todos teremos vergonha de referir no futuro e que marcarão pela negativa a milenar história de Portugal.

Terça-feira, Janeiro 13, 2009

O RIO divulga "O Deserto da Educação"


A História em Quadrinhos, "O Deserto da Educação", foi divulgado pelo jornal O RIO. obrigado ao seu diretor e meu amigo, Brito Apolónia.

Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

O Deserto da Educação-Tira 001.2009


Primeira tirinha semanal da História em Quadrinhos que o Blogue "A Educação do meu Umbigo", começou a publicar hoje, com desenho de Luís Cruz Guerreiro e argumento de Paulo Guinote.

Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

Colaboração com o Blog, "A Educação do Meu Umbigo"


O meu amigo Paulo Guinote, convidou-me para fazer uma tira em quadrinhos sobre educação, (O Deserto da Educação), para publicar no seu Blog e posteriormente utilizar algumas tirinhas (5), no seu novo livro, que é uma síntese do que publicou no Blog mais visto de Portugal, "A Educação do meu Umbigo".

As Histórias em Quadrinhos sobre Educação estão já a ser feitas e vão ser produzidas a um ritmo semanal, embora o formato de tirinha seja diário, isso porém seria impeditivo de continuar a produção de azulejos pintados.

Estão por isso a ser neste momento produzidas duas HQs na Azulejaria Guerreiro, as "Aventuras de Jerílio no séc. 25-2ºepisódio-Tudo Começou em Repto" e "O Deserto da Educação".

Podem ver aqui os primeiros esboços para este trabalho.

Sexta-feira, Dezembro 26, 2008

O RIO publica o Cartão de Natal da AAG


O Jornal O RIO, publicou o cartão de Natal que a AAG enviou a todos os clientes e amigos.
Obrigado ao Srº Brito pela referência.

Quinta-feira, Dezembro 25, 2008

Boas Festas- Merry Xmas !


Domingo, Dezembro 07, 2008

Aventuras de Jerílio no séc.25-2º episódio-Objetivo Asteróide Repto o Marmelo criador !



Nada como um marmelo para se poder esculpir o interior do Asteróide Repto, só por isso vou plantar um marmeleiro no meu jardim.

Aventuras de Jerílio no séc.25-2º episódio-Objetivo Asteróide Repto-Esboços




O segundo episódio é o mais complicado da saga, porque a história de vingança do Imperador Landu, em busca de Kron que lhe matou o filho e do reptilóide que lhe raptou a filha e a levou para o asteróide Repto fez com que tivesse de inventar um sistema de 10 planetas de regime monárquico em que o imperador é eleito...

São 10 planetas a planear, cada um com o seu clima, que vai do gélido ao tórrido e cada um com os seus habitantes que são totalmente diferentes uns dos outros.

A HQ por isso é muito mais elaborada a nível narrativo e de argumento, mas mais pela sua planificação do que pela sua arte final...tudo tem de ser inventado para ser plausível.

L+G

Sábado, Novembro 22, 2008

Adicionado um Tradutor de Português/Inglês - Added a Translator of Portuguese/English

Na continuação da renovação das páginas da Azulejaria Artística Guerreiro, mais uma ferramenta foi adicionada a este Blog, um tradutor de Português para Inglês.

In continuation of the renewal of pages of Warrior Artistic Tiles , one more tool was added to this Blog, a translator from English to Portuguese.

Quarta-feira, Novembro 19, 2008

Relógio de Sol em Azulejos


Segunda-feira, Novembro 17, 2008

Novidades de Brasília !







Os meus amigos de Brasília, continuam a editar, eis as novas produções da equipe do Bongolê Bongoró !

Montana
Vigilante
Telmo & Anselmo
Earl & Toe JamA Editora Pégasus Alado, empreendimento megalomaníaco de Melius Zapiranga Bongo (Bongolê Bongoró #1 e #2) investe agora em artistas em carreira solo e lança os zines Medíocre, de Biu (Bongolê Bongoró, Blue Note), e A Importante das Palavras Ordem É, de Stêvz (Bongolê Bongoró) em parceria com a Kingdom Comics:Medíocre é uma pequena coletânea de contos de Biu, com capa serigrafada, ilustrada por Stêvz, e com tiragem de 200 exemplares numerados. A produção é de Roberta AR. O livro vem com trilha sonora do selo Sirva-se Records. No CD, músicas compostas por Cúmulo do Absurdo (DF) + Zefirina Bomba (PB) + Lúcio Maia, da Nação Zumbi (PE) + André Pâncreas (DF).
A Importante das Palavras Ordem É, de Stêvz, é um livro destinado até ao público infantil, com frases ilustradas pelo autor. Em formato reduzido (9x9), também tem tiragem numerada de 200 exemplares. Venda de originais do livro na festa.

Domingo, Novembro 09, 2008

Renovação das Páginas da AAG

Todas as páginas da Azulejaria Artística Guerreiro, estão a ser renovadas, a começar por este Blog, que passou a ter um mapa interactivo do Google Maps, e um RSS que anuncia os novos posts do AAG NEWS.

Estas novas ferramentas são gratuítas e foram feitas a partir deste site: http://www.widgetbox.com/

Segunda-feira, Setembro 22, 2008

A Partida das Andorinhas



Foram-se embora para climas mais quentes, agora que o Inverno se aproxima, mas antes, passaram cá por casa para se despedir de nós e da Moita...

Até para o ano andorinhas, e boa viagem !

Segunda-feira, Agosto 25, 2008

Descubra as Diferenças...


A Dona Alda e o Sr. Alberto fizeram uma encomenda de dois painéis idênticos para colocar em duas entradas do Condomínio Milfontes.
Fazer dois painéis iguais é impossivel quando se pinta manualmente, por isso deixo aos leitores o passatempo de verem as diferenças.

Novas Cores


O Painel Milfontes necessitou de uma gama de novas cores que agora já foram adicionadas às cores da AAG.

Domingo, Agosto 03, 2008

Nova Página sobre Alhos Vedros


A página "Freguesia de Alhos Vedros" , do meu amigo Carlos Gonçalves, está muito profissional, a parte da história de AV está bem explícita e bem linkada !

A secção Artes e Ofícios está a começar e começa também comigo...obrigadinho.

Toda a estrutura é tipo um portal sobre Alhos Vedros, e merece uma abertura oficial nos Arquivos Guerreiro assim que estiver mais completo e assim que as obras dos Arquivos terminem, ainda só vão começar em finais de Agosto...talvez na reentré, em Setembro, Outubro...
De resto vou continuar a ser um visitante ocasional deste teu portal, que é uma forma criativa e cultural de mostrar também as tuas fotos e o teu conhecimento.

Este novo sítio, pode ser a face mais oficial de Alhos Vedros, concorrendo com o site da CMM em termos de informação e cultura.

Pode no futuro quiçá, alojar uma rádio online ! (é o meu desejo maior, uma rádio que transmita online, mas também em FM, ou OM, com uma componente grande de complementos video on-line, Rádio AV Tejo, que saudades.)

A publicidade também seria uma boa ideia para rentabilizar tanto trabalho de pesquisa e de atualização.

Parabéns então ao Carlos Gonçalves e continuação de sucesso.

Sábado, Julho 19, 2008

PETIÇÃO CONTRA A "DIRECTIVA DO RETORNO" E EM PROL DO "PASSAPORTE LUSÓFONO"


No passado dia 18 de Junho, o Parlamento Europeu aprovou, por larga maioria, a "Directiva do Retorno", relativa à deportação de imigrantes ilegais, lei que entrará em vigor apenas em 2010, mas que mereceu já o veemente protesto de muitos países, nomeadamente do Brasil e de todos os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOPs), nossos parceiros na CPLP.O MIL rejeita essa "Directiva", que permite ou suscita todo o tipo de atropelos aos direitos humanos, ofende o espírito de tolerância e contradiz o universalismo do melhor da cultura portuguesa e lusófona, bem como a própria ideia do "encontro de culturas" que a União Europeia retoricamente celebra.

Ao longo da nossa História, muitos portugueses, pelas mais variadas razões, emigraram e foram acolhidos em todos os cantos do mundo – o que aliás continua acontecendo, mesmo que em números mais reduzidos. Por outro lado, somos cada vez mais um país de imigração, acolhendo pessoas das mais diversas proveniências, facto que é a nosso ver positivo. O MIL compreende e aceita que os fenómenos migratórios tenham que ser regulados, mas essa regulação não pode ser ditada pela União Europeia, onde predominam os interesses de certas nações, sem atender às especificidades de cada país.

Nessa medida, o MIL exorta os deputados da Assembleia da República a repudiarem esta "Directiva" e a proporem uma outra, que respeite os valores fundamentais da ética, os direitos humanos e a realidade concreta de Portugal e do mundo lusófono.

Em prol de uma política de imigração mais de acordo com a nossa realidade, o MIL propõe que se tomem medidas que assegurem uma progressiva autonomia de Portugal no espaço europeu e se aposte, a médio prazo, na criação do "passaporte lusófono", uma das grandes aspirações de Agostinho da Silva, que venha a permitir a livre-circulação dos cidadãos em todos os estados da comunidade lusófona. Salientamos que a viabilidade desse passaporte foi já defendida por diversas personalidades com cargos de alta responsabilidade – nomeadamente pelo secretário-executivo da CPLP, o embaixador cabo-verdiano, Luís Fonseca (in Público, Lisboa, 16.07.06)

Para subscrever esta petição: http://www.gopetition.com/online/20337.htmlMIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projecto que conta já bem mais de meio milhar de adesões, de todos os países lusófonos. A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL). A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Quinta-feira, Junho 12, 2008

1ª Feira medieval de Alhos Vedros, participação da AAG















Foi com muito gosto que fiz esta Exposição, integrado na 1ª Feira Medieval de Alhos Vedros.
As centenas de visitantes que passaram pela feira e me agraciaram com uma visita ao Stand da AAG, viram-me trabalhar ao vivo, com muita jovialidade e até trajado à época, num dos dias desta grandiosa exposição que espero, seja anual e que continue para o ano que vem com a mesma força, ou redobrada força !

Parabéns à organização em geral e ao Vitor Cabral em particular, pelo convite e pelo toque de Midas, porque consegue tornar em sucesso os projetos a que se dedica, viu-se no Corso Carnavalesco de Alhos Vedros e vê-se agora nesta Feira Medieval.
L+G

Sábado, Maio 31, 2008

1º Feira Medieval de Alhos Vedros



A Azulejaria Artística Guerreiro está presente na 1ª Feira Medieval de Alhos Vedros, com muito gosto pois que está a ser um sucesso enorme, tanto em termos de qualidade nas participações e espetáculos, como na afluência de público.

Parabéns à organização.
Novas notícias, assim que tiver tempo, pois estou na Feira.

Terça-feira, Maio 27, 2008

Exposições-Salão Noivas e Noivos-Moita







A Cristina Calvário, organizadora do Salão Noivas e Noivos convidou-me a participar no evento, onde me foram cedidos três espaços de exposição, em troca de três azulejos pintados.

Toda a boa vontade da Cristina e da direção do Pavilhão de Exposições da Moita, são de louvar, pois é raro abrirem-se oportunidades para a divulgação do meu trabalho, aqui neste concelho, onde tive grande receptividade do poder local e apoio até 1997.
Luís Cruz Guerreiro

Sábado, Maio 24, 2008

O Fim da estação, o começo do apeadeiro


Tudo tem um começo e tudo tem um fim.

A estação de comboios de Alhos Vedros, tornou possível que a minha Vila nos anos 30 a 70 do século passado, tivesse mais de 100 Fábricas e "Fabricos", de Cortiça, onde se faziam toda a espécie de derivados da cortiça, rolhas especialmente.
Agora com o "progressio", quase todas fecharam e Alhos Vedros tornou-se uma Vila dormitório, depois da primeira sede do Concelho de Alhos Vedros, vulgo "Cadeia Velha", ter sido derrubada, chegou agora a vez da Estação de comboios de Alhos Vedros sê-lo também, mas resta-nos a consolação de ser transformada em apeadeiro...

Alhos Vedros que foi a sede do Concelho em que se concebeu toda a nossa Saga Marítima, quando D.João I, planeou a conquista de Ceuta, deixou de sê-la, esteve dezenas de anos no estatuto de aldeia e agora passa a ser um apeadeiro eletrificado.

Isto da eletrificação da linha do Sado, está a ser para nós, os AlhosVedrenses, um verdadeiro CHOQUE !

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Acordo Ortográfico, Finalmente a Ratificação !

Em todos os meus textos em Português, e em todas as minhas páginas na internet, serão a partir de agora observadas a norma escrita (ortográfica) do Português atualizado, devido à ratificação do acordo ortográfico, que tenho muito prazer em utilizar e que só lamento não ter sido implementado já há muito mais tempo!

Luís Cruz Guerreiro

Domingo, Maio 04, 2008

Slide Show-AAG Selecção

O Mestre das Cristalizações !

Tradução livre do Video do Kris Friedrich:

A Cerâmica de Cristalização foi introduzida na Europa em meados de 1800, mas só na década de 1960 começou a surgir nos EUA. É um processo difícil, com muitas quebras, para se atingir alguns resultados bem sucedidos, mas hoje em dia existem Mestres nos vidrados de cristalização, nos EUA.

Quando os resultados saiem bem sucedidos, como é o caso aqui do Kris Friedrich, os Vidrados são espectaculares !

Sem Dúvida !

L+G

Cencal-Vidrados Criativos-Turma de 2008

O Curso de vidrados Criativos, foi dado pelos formadores do CENCAL, Manuela Baroso e Paulo Óscar, durante o mês de Abril de 2008, em 3 módulos intensos que ocuparam três fins de semana. O resultado além de ter uma vertente teórica dada pela Formadora, Manuela Baroso, onde se aprendeu a composição de muitos tipos de vidrados, a partir dos seus componentes químicos, (o que será sempre uma mais valia, para quem como eu pretende fazer os vidrados autónomamente), teve também uma componente prática onde se experimentaram vidrados de Alta Temperatura, a mais de 1250 ºC e onde se conseguiram Cristalizações muito bonitas.

Esta vertente prática foi dada pelo Formador Paulo Óscar. A Turma seguiu atentamente todo o Curso e espero que a todos lhes tenha servido de incentivo para a experimentação.

Quanto a mim abriram-se portas na Cerâmica Criativa que servirão para me dedicar a cada vez mais à descoberta desta Arte da Terra e do Fogo, desta Alquimia a que se chama Cerâmica.

Parabéns aos Formadores pela excelência dos seus conhecimentos e pela sapiente transmissão dos mesmos a todos os formandos, e um grande abraço a todos os colegas que compartilharam este Curso, pela sua boa vontade, espírito de camaradagem e pela troca de conhecimentos que a todos enriqueceu, estou seguro.

Luís Cruz Guerreiro

Sexta-feira, Abril 25, 2008

Detergente Abril


Guterres fez a grande limpeza ao Socialismo, depois de Mário Soares o ter metido na gaveta...

Atualmente estamos na maior limpeza que o socialismo democrático e a social democracia sofrem desde o 25 de Abril, com a viragem à direita no PS e a sua aproximação ao modelo tecnocrático liberal que o PSD representou. O PS e o PSD fundiram-se num só partido e a democracia não ganhou com isso.

O Painel, "Detergente Abril" continua tão atual agora, como na época de Guterres, talvez ainda mais atual.

Apesar de tudo acredito que a Democracia conseguirá dar a volta a este estado de desânimo em que a maioria dos Portugueses se encontra.

Embora com uma convicção menor, e muito decepcionado, ainda gritarei:

Viva o 25 de Abril

Quinta-feira, Abril 10, 2008

De Volta ao Cencal

Vinte e Quatro anos depois, vou voltar ao CENCAL, o Centro Profissional que me permitiu até hoje estar a trabalhar na área da Cerâmica. Agora com o Curso de Vidrados Criativos, espero que me permita a possibilidade de fabricar o Vidrado, em qualquer parte do Mundo Lusófono.

Resumo do Programa:

1. Matérias-primas para os vidrados cerâmicos: -vidrados e fritas – óxidos – corantes - outros elementos químicos compostos - formulação e preparação

2. Fornos a gás: - características e tipos, elementos e materiais - funcionamento - programação e condução de cozeduras - controlo e pirometria - manutenção e segurança

3. Experiências práticas: - cerâmica negra - cristalizações de baixa temperatura (800°c) - cristalizações de alta temperatura - aventurinas - experiências práticas - noções teóricas sobre vidrados de sal

A ideia é azulejar o Mundo Português !
A A.A.G. está aí no seculo 21, a preparar-se para o Quinto Império !

Domingo, Março 23, 2008

Aventuras de Jerílio no séc. 25-Primeira Parte Concluída !

A primeira parte das Aventuras de Jerílio no séc. 25-"Kron o Mercenário", está completa em 19 painéis de azulejos policromados, a aplicação de ouro e prata, em segunda cozedura também foi efectuada.

O segundo episódio, "Objectivo Asteróide Repto", começou a ser desenhada.Um excerto da banda sonora deste primeiro episódio é de autoria de CRUZ.

Sábado, Março 22, 2008

Entrevista à equipe da Bongolê-Bongoró

Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

Fanzine Brasileiro-Bongolê-Bongoró



Como tinha prometido aqui fica a divulgação do Fanzine Brasiliense, Bongolê-Bongoró
Conheci o Estevão num encontro sobre Fanzines de BD, na FNAC de Brasília.


Durante esse Encontro entre vários Fanzines lá estava a Bongorê-Bongorá, que se destacava pela qualidade dos trabalhos e pela impressão de boa qualidade, passava para além do Fanzine e fez-me recordadr imediatamente a revista Paulista, Chiclete com Banana com um toque da mítica ANIMAL, foi amor à primeira vista, como não consegui um exemplar disponível, disseram-me para procurara numa loja especializada em BD de Brasília, lá fui, mas a loja estava fechada para obras e felizmente que tinha anotado o nº de telefone do Estevão.

Telefonei-lhe e disse-lhe que estava em Brasília a fazer uma Exposição de BD em Azulejo, no MAB e se ele não poderia passar lá pela casa de Delei, para eu ficar com uma edição do seu Fanzine. O Estevão fez o favor de ir lá e entregou-me este exemplar autografado e carimbado !

Muito Obrigado ao Estevão !
Agora o Estevão mais dois colaboradores do BB, estão cá em Portugal a convite da Chili com Carne, para participar num encontro Luso-Brasileiro de Fanzines e para mostrar o #2 desta Revista, que ainda não pus as mãos e avista encima.

Estarei no D'Alma Lounge, no dia 23 de Fevereiro, mas o programa começa dia 21, pelas 19 h. e prossegue até dia 24, pode consultar aqui o programa.

Estes Encontros eram para ser feitos no Grémio Lisbonense, mas como se sabe o senhorio despejou estes amigos desta centenária Associação.

Convidei também estes amigos para passarem aqui uma noite na Moita e vamos ver se poderão estar presentes.

Eis uma recolha de imagens do primeiro número do Bongolê-Bongoró:





L+G

Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Cencal 25 Anos

O CENCAL, faz 25 anos e comemora-os com uma exposição de obras cerâmicas, pertencentes ao espólio do CENCAL, da autoria dos ceramistas e outros artistas, resultado de processos, actividades e acções desenvolvidas no CENCAL, ao longo deste quarto de século.

Parabéns ao CENCAL, são os votos deste seu formando que frequentou o primeiro curso de pintura cerâmica desta Instituição, em 1985.
L+G

Sábado, Janeiro 19, 2008

Delei A.A.G. Dezembro de 2007




Delei esteve de novo na Azulejaria Artística Guerreiro, onde graças à sua aptidão natural para a experimentação aliada a uma genialidade artística natural, mas que é também fruto de dezenas de anos de entrega às Artes Plásticas e à pesquisa das suas possibilidades estéticas, não esquecendo a habilidade extraórdinária para o desenho livre, que faz com ambas as mãos, fizeram a este aprendiz (...em 1993) chegar ao 5º Grau de mestria na Arte ancestral do Azulejo.

Desde 1993 que Delei vem pintando em azulejos na AAG, mas só a partir de 2000 é que poderei convencionar que começou realmente a sua aprendizagem.

Anos sucessivos de elaboração e concepção de painéis em azulejo, com esboço prévio, selecção de cores e agora a utilização de tintas de 3º fogo a baixa temperatura (Ouro e Prata) proporcionaram-me o prazer de conferir a Delei o 5º Grau de mestria na arte da pintura em Azulejos. Este grau é excelente e relevante, pois eu próprio me considero mestre no Grau 15* da Azulejaria Artística. (*O recorte e vidragem dos azulejos, elaboração de cores personalizadas a partir de óxidos, concepção de painéis de grande formato com frisos trabalhados, são técnicas que a Delei faltam e representam 5 Graus em 20 possíveis, (...isto pelo que sei que me falta a mim próprio ainda aprender, pois faltam ainda o alto e o baixo relevo, a feitura do azulejo dos vidros e dos óxidos...) por isso se retirarmos estes cinco Graus exclusivamente técnicos, Delei está a um nível Artístico Excelente ou seja a 5 Graus Artísticos do seu Mestre, mas na Arte do Azulejo o Grau 20 será apenas o Grau Um dos estágios para a alquimia, agora já se pintou com Ouro e Prata, mas só atingirá a perfeição quem fizer da areia, Ouro e Prata, como Deus fez do Barro o Homem e a Mulher.

Esta ocasião também serviu para a criação de um Blogue para Delei, que em conjunto com a sua página, serve para mostrar as criações mais recentes deste Artista, mas também para publicar os Videos das diversas Exposições que Delei fez na Galeria dos Arquivos Guerreiro, e muitas imagens das obras de Delei, que os Arquivos Guerreiro possuem.

Este Novo Blogue "Arte Delei", tem pois um grande potencial de mostra das facetas ainda não conhecidas deste grande Artista Brasileiro, onde os livros de desenhos de viagem, são apenas uma das muitas preciosidades a apresentar futuramente.

Luís Cruz Guerreiro A.A.G.

Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

Video da elaboração dos Painéis do Forcas Bar-Primeira Parte



Este Video contem imagens raras da Cadeia Velha de Alhos Vedros, ainda existente em 1992 e que foi derrubada recentemente para a construção de apartamentos. A perca deste património ainda não foi e talvez nunca seja contabilizada, pois os possíveis e prováveis elementos arqueológicos do seu subsolo têm agora um edifício por cima. Perdeu-se um grande elemento para o conhecimento da nossa história local, quando Alhos Vedros era a sede de Concelho de toda uma região que abrangia os actuais Concelhos da Moita e Barreiro...perdeu-se é como quem diz, a estarem lá esses elementos arqueológicos, lá continuarão, e o tempo tudo se encarrega de pôr no seu lugar, o que hoje é novo brevemente se tornará em ruínas e num século futuro, outras gerações mais iluminadas do que as actuais, reporão a história no seu lugar.

A Realização dos painéis de azulejos do Forcas Bar teve como colaboradores, Diogénio dos Santos que me forneceu informações gerais de Alhos Vedros e sobre a Cadeia Velha, onde estiveram muito provávelmente situados os primeiros Paços do Concelho.
O Padre Carlos com o seu livro, na altura único, sobre a história de Alhos Vedros elucidou-me sobre muitos aspectos e também me forneceu informações preciosas na reconstituição histórica sobre os temas a tratar e Lídio Coelho tudo filmou na altura, com uma visão muito sensível e pessoal e sobre a temática em questão.

A todos o meu Bem Haja.

L+G

Video da elaboração dos Painéis do Forcas Bar-Segunda Parte



O esboço, o desenho prévio, o recorte, a vidragem e a pintura dos painéis do Forcas Bar.

Os Postais do Forcas Bar








Em 1992, foram feitos postais com os painéis do Forcas Bar, em edição de autor.
A A.A.G. ainda tem alguns, desta edição histórica, só para coleccionadores e amigos.

Uma nova edição será publicada durante este ano de 2007, para o público em geral.

Os Painéis do Forcas Bar


Os Painéis do Forcas Bar

1-A chegada do Rei D.João I a Alhos Vedros.


2-O julgamento dum condenado nos Paços do Concelho de Alhos Vedros


3-O enforcamento dum condenado no campo da forca de Alhos Vedros.
4-Painel Tríptico com três cenas do quotidiano rural Alhos Vedrense em 1415.

Revista Foral 2014 #1-O Artigo sobre os Painéis do Forcas Bar


Recriação Histórica em Painéis
Os Painéis do Forcas Bar
A Cristina e o Jorge, proprietários do espaço que seria designado como “Forcas Bar”, contactaram-me em 1992 para um projecto que desde logo me emocionou, encomendaram-me quatro painéis de reconstituição histórica sobre Alhos Vedros no séc. XV, painéis esses a serem colocados no “Forcas Bar” que, devido à sua localização no antigo campo da forca, inspirou os seus proprietários a regressar ao passado.

A partir do facto real do Rei D. João I se ter refugiado em Alhos Vedros para fugir à peste que grassava em Lisboa, criei uma ficção histórica, que me proporcionou uma
oportunidade de realizar a reconstituição história mais importante que fiz até hoje.

No trabalho de pesquisa foi necessário falar com pessoas que conheceram a Vila de Alhos Vedros noutros tempos e que sabiam estórias antigas sobre os locais a retratar, dos quais destaco o Cineasta amador Alhos Vedrense já falecido, o Sr Diogénio, que me forneceu valiosas informações neste projecto, e também o Padre Carlos, pároco de Alhos Vedros, que, através do seu livro “Contributos para a História de Alhos Vedros” (que já tem três edições) , contribuiu e muito para que a execução dos trabalhos em Azulejaria tivessem maior credibilidade, porque esse livro contém informações baseadas em documentos, o que tornou mais científica a pesquisa histórica que foi necessária para a execução destes trabalhos.

Os quatro painéis de Azulejos do “Forcas Bar” são:

1-A chegada do Rei D.João I a Alhos Vedros.

A praia e a orla costeira avançava desde o Cais de Alhos Vedros até Santo António (isto é uma mera especulação), por um esteiro que também passava defronte à Igreja Matriz de Alhos Vedros e e isso levou-me a crer que será essa uma das razões porque a Igreja está de costas viradas para a Vila, a outra, pelo que soube recentemente, será porque está voltada para Oriente como o seriam todas as Igrejas antigas ou Mesquitas, que foram depois transformadas em Igrejas Cristãs (Católicas), como leva a pensar que se tenha passado com a Igreja Matriz de Alhos Vedros, principalmente devido às cúpulas encontradas aquando do seu restauro de 1948, e que se encontravam cobertas por um telhado que as escondia.
Em conversa que tive na altura com o Padre Carlos, também ele amador da história de Alhos Vedros, contei-lhe sobre a vegetação tipicamente marinha que tinha encontrado no campo da Forca e também em frente da Igreja, quando o “Parque das Salinas” ainda não tinha sido construído, e também no espaço em frente da Igreja onde ficava uma antiga salina desactivada, que enchia e vasava ao sabor das marés. Pareceu ao Padre Carlos que o rio realmente deveria em épocas distantes como aquele ano de 1415 a que se reportam os painéis do “Forcas Bar”, avançar terra adentro e especulei se poderia esse esteiro ir até Stº António, mas o Padre Carlos não soube responder.
Este painel que retrata a chegada do Rei a Alhos Vedros, foi por mim localizado na praia junto à Igreja Matriz e não no cais, para dar assim uma relevância à própria Igreja.
As Caravelas são do tipo das Caravelas que descobriram a Madeira, ou seja, o tipo de Caravelas de Vela Latina que seriam muito parecidas com os Varinos de grandes dimensões, que antes navegavam no rio tejo e dos quais a Pombinha é hoje o último exemplar que o Concelho da Moita ainda possui.
Todo o ambiente é ficcionado, com personagens num ambiente festivo de recepção ao Rei e Comitiva.

2-O julgamento dum condenado nos Paços do Concelho de Alhos Vedros.

Este painel retrata um julgamento nos antigos Paços do Concelho de Alhos Vedros, vulgo Cadeia Velha.
Presumo terem sido os primeiros Paços do Concelho, devido à sua construção ser de dois pisos e presumo que também teria masmorras na cave, pelo que vi quando as ruínas da Cadeia Velha ainda estavam de pé e como poderão ver no meu Blogue; http://azulejariaartisticaguerreiro.blogspot.com/ em video que Lídio Coelho, meu grande amigo e colega de Teatro Amador na Velhinha, filmou na altura em que fiz os painéis do Forças Bar, 1992.
No Primeiro andar, que já tinha derrocado, mas que o Sr. Diógenio, meu colaborador para este trabalho, me disse existir e que me explicou detalhadamente como seria a sua construção, porque a tinha visto ainda de pé, fiz o desenho do que seria a Cadeia Velha reconstruindo a sua versão original.
A ficção criada a partir da reconstituição histórica dos Paços do Concelho foi a de o Rei D. João I fazer neste caso um julgamento público “especial” para mostrar à população de Alhos Vedros o exercício do seu Poder Régio.

3-O enforcamento dum condenado no campo da forca de Alhos Vedros.

O chamado campo da forca, agora designado “Bairro Gouveia” foi a maneira como sempre ouvi chamar a esse local, por isso imaginei que fosse aí que se enforcavam os condenados.
A ficção criada foi que uma execução tivesse sido efectuada quando o Rei D. João I esteve presente com a sua comitiva nesse ano de 1415.
Um palanque foi por isso montado para a Realeza observar este triste espectáculo.
O Rio Tejo serve de fundo, enquanto o desgraçado sobe ao patíbulo e a sua família chora desconsoladamente na areia do campo da forca. À direita um cavaleiro lê a sentença, enquando vários Alhos Vedrenses de então observam esta possível cena...

Note-se que nada desta reconstituição histórica tem base científica e histórica, tentei apenas tornar plausíveis estes acontecimentos.

4-Painel Tríptico com três cenas do quotidiano rural Alhos Vedrense em 1415.

A partir de fotos cedidas pelo “Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia” e de foto cedida pelo Sr. Diogénio sobre as Salinas reconstitui a ruralidade Alhos Vedrense de então. Trajei pois as personagens com vestes do séc.XV e coloquei-as nas Salinas, junto ao Poço “Mourisco” e perto do Pelourinho, numa composição romântica dum Alhos Vedros nostálgico e, esperemos, não muito desfazado da realidade, no ano da graça de 1415.

Espero que com este texto e as imagens dos painéis do “Forcas Bar” possa ter contribuído para esse projecto que é esta revista “Foral 2014”, prestigiante e oportuna iniciativa, nascida da “ALIUSVETUS” – Associação Cultural História e Património, fundada recentemente em Alhos Vedros e que vem enobrecer a nossa querida Vila.

Luís Cruz Guerreiro
As fotos e digitalizações dos painéis e desenhos foram feitas por, Carlos Gonçalves.

Revista Foral 2014

A A.A.G. foi convidada a participar no primeiro número da Revista Foral 2014, que atempadamente pretende assegurar as comemorações dos 500 anos de Foral Manuelino, que acontecerá no ano da graça de 2014.


Esta revista é sem dúvida uma boa iniciativa e além de ser toda colorida, está bem planificada em termos gráficos, inclusive o logotipo, que é bastante atraente e conseguiu apanhar o espírito Histórico desta iniciativa.

Foi pois com enorme prazer que dei a minha colaboração à Revista Foral 2014, e continuarei dando se tal me for solicitado, como já o foi para o segundo número a sair em meados de Abril, em que apresentarei outro trabalho de reconstituição histórica por mim efectuado em azulejos - "O Painel comemorativo dos 500 anos da fundação da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros", encomenda da Junta de Freguesia de Alhos Vedros para comemoração dos 500 anos dessa secular Instituição.

Neste primeiro número, apresentei a reconstituição histórica dos "Painéis do Forcas Bar", que retratam a chegada do Rei D. João I à Vila de Alhos Vedros no ano de 1415. Este facto histórico originou da parte de Cristina e Jorge, os propietários do "Forcas Bar", uma encomenda de painéis de azulejos que ficcionam esse acontecimento e retratam Alhos Vedros nessa época.

Infelizmente, o "Forcas Bar" está fechado actualmente e esses painéis não podem ser vistos pelo público em geral, o que é pena, mas tentarei aqui no meu Blogue dar uma visão o mais completa possível sobre estes painéis feitos em 1992, que até hoje estão considerados por mim o maior trabalho de reconstituição histórica já feito pela A.A.G.

Sábado, Dezembro 22, 2007

Boas Festas !

O Pai Natal sempre existe e eu encontrei-o !
Um 2008 cheio de Felicidades para todos os amigos e clientes da Azulejaria Artística Guerreiro.

Domingo, Dezembro 16, 2007

O RIO e a A.A.G.







Desde 1998 que O RIO entrou na minha vida, através de Brito Apolónia e Lourivaldo Guerreiro, que tiveram a delicadeza de me entrevistar para a edição #7 de 1 a 15 de Março de 1998.













Depois foi a primeira colecção de cromos, "Imagens do Concelho da Moita", que a partir do #10 de 15 de Abril de 1998 e durante um ano foi sendo publicada no RIO.























Nessa mesma edição a capa do RIO foi ilustrada pelo meu painel de azulejos dedicado aos 20 anos do 25 de Abril de 1974.
(O RIO então não tinha cores mas eu aqui optei por colocar a versão colorida do painel, que saiu a preto e branco na edição #10)

Desde essa altura O RIO sempre publicou notícias da Azulejaria Artística Guerreiro e também de eventos relacionados com a A.A.G. como o fez com a abertura dos Arquivos Guerreiro em 1 de Janeiro de 2001 onde Delei aparece também pela primeira vez e se torna também um amigo do RIO e de Brito Apolónia.

A contribuição que O RIO deu à A.A.G. é imensa e tem sido constante, a amizade entre eu e o Brito, fortaleceu-se durante estes 10 anos de publicação do jornal O RIO.


Delei tornou-se um cidadão Alhos Vedrense graças ao RIO e quase todos os anos tem vindo do Brasil para aqui, onde tem pintado azulejos e feito diversas exposições nos Arquivos Guerreiro, todas elas foram noticiadas no RIO e nunca houve uma troca monetária entre a A.A.G. e o RIO, nas colecções de cromos a troca de publicidade foi paga em azulejos pintados e as notícias da A.A.G e de Delei foram feitas pelo Brito por sua livre iniciativa e também pelo gosto e apreço que esse Senhor tem à Arte e à Arte que sai da Azulejaria Artística Guerreiro.


A minha estima pelo Brito e o meu amor pelo jornal O RIO, são por isso as mais elevadas e tudo fiz para que ele continuasse, quando ameaçou fechar pela primeira vez, inclusive angariar publicidade.


Felicito pois o Brito Apolónia e O RIO por estes dez anos de luta pelo jornalismo livre e independente dos poderes.
Recuso-me por isso a acreditar que O RIO venha de novo a encerrar e desde já me encontro disponível para tudo fazer de novo que impeça esse trágico acontecimento que seria o encerramento do ÚNICO meio de informação com sede no Concelho da Moita.
Eu e Delei estamos preparando um evento Artístico que brevemente noticiaremos, de apoio e solidariedade para com O RIO e para com Brito Apolónia.
Um grande Bem Haja a esse Homem e cá estaremos sempre solidários para com O RIO !
Disponha...
Luís Cruz Guerreiro e António Delei Amorim

Quarta-feira, Novembro 14, 2007

Página 161, 5ªLinha, frase completa...


O "Click Variações", lançou-me este desafio para uma nova corrente...

A ideia é pegar num livro, abri-lo na página 161 e, a partir da 5ª linha, transcrever-se a primeira frase completa.

Ora cá está o livro que eu peguei: "A Guerra dos Gibis", de Gonçalo Junior, que retrata a época de OURO das Histórias em Quadrinhos no Brasil.

Um livro que eu já vou na terceira leitura e que recomendo vivamente a todos os apreciadores da 9ª Arte !

"Por duas horas, o incêndio mobilizou bombeiros de três quartéis da cidade-central, Benfica e de Vila Isabel. O prejuízo estimado chegou a 3 000 000 de cruzeiros,
o triplo do valor segurado pelo editor."

...acerca do incêndio na EBAL, editora Brasil-América Lda. de 1952 a maior editora de quadrinhos da América do Sul de Adolf Aizen

E mesmo assim sobreviveu esta grande editora de Histórias em Quadrinhos Brasileira !

Agora chegou a vez de convidar alguns amigos das Artes a atreverem-se a continuar esta corrente, e os nomeados são:


http://kuentro.weblog.com.pt/


http://club.telepolis.com/raulocaceres/


http://revistazepereira.com.br/


http://www.delei.org/


http://www.correpe.blogspot.com/


Boa Sorte !

L+G

Sexta-feira, Novembro 09, 2007

Revitalização das Artes e Artesanato


Publicado no Jornal “O RIO” #199 de 18 a 31 de Julho de 2006

Mais do que uma mera mostra de Artes e Artesanato o que proponho seria um polo dinamizador económico através desses meios artísticos locais, que funcionariam em conjunto com os nacionais, que já existem como é o caso das Rotas da Cerâmica, e do PPART, Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais.

Dos espaços aventados por Vivina Nunes, para o projecto, Alhos Vedros Cultural, os mais capazes de integrar este meu projecto seriam o Moinho de Maré de Alhos Vedros que seria óptimo se desse para criar um espaço museológico, onde se mostrasse o artesanato tradicional, como os objectos que serviram nas actividades da salicultura da moagem da construção naval e da olaria, que em particular tinha um carácter funcional na empresa dos descobrimentos , só para citar um exemplo, os moldes que serviam para fazer o biscoito e o pão de açúcar, que eram alimento base das Naus e Caravelas nos séc. XV e XVI, eram fabricados na Mata da Machada, que era então parte integrante do Concelho de Alhos Vedros.

Seria muito importante a existência do Moinho de Maré de Alhos Vedros como um núcleo com uma exposição permanente de objectos ligados ao artesanato tradicional que pudesse funcionar como atracção para actividades com as escolas e ao mesmo tempo que pudesse ser regularmente dinamizado por exemplo com a moagem e também proporia à CMM a compra duma salina e a sua exploração didáctica, que poderia ser rentabilizada com a venda de sal marinho, que já tem um valor elevado no mercado, o Museu do Moinho de Maré, poderia efectuar a sua venda permanentemente.

O espaço do ainda Mercado de Alhos Vedros poderia ser aproveitado para a realização de "oficinas criativas" através do intercâmbio com artesãos de zonas com tradições similares, sendo de destacar o caso de concelhos do Alentejo onde se mantêm vivos diversos núcleos artesanais, como S. Pedro do Corval que é considerada a capital ibérica do barro e que está também nas Rotas da Cerâmica, basta endereçar um convite aos Artesãos dessa localidade, que pertence ao Concelho de Reguengos de Monsaraz, instalar um Forno Cerâmico, no espaço e realizar um grande Ateliê de Olaria, mas este é apenas um exemplo, a Cestaria ou a construção naval tradicional em madeira, através de fabricantes de miniaturas e mesmo com a participação de Artífices que ainda laboram no Concelho da Moita, no Gaio e em Sarilhos Pequenos e noutros concelhos ribeirinhos de Portugal Continental e Insular, poderiam também ser exemplos para outros Ateliês, que se integrariam na Feira de Artes e Ofícios.

As exposições temporárias de artesãos do concelho ou de fora dele, poderiam ter um carácter permanente, neste espaço de Ateliês que eu proponho para o Mercado de Alhos Vedros.

O Pavilhão de Exposições da Moita através da criação de uma iniciativa anual ligada a uma Feira do Artesanato, em moldes novos, poderia receber Artesãos e Artistas Nacionais qualificados e os parâmetros para a escolha desses Artistas e Artesãos deveriam ser na minha opinião, condicionados por factores económicos reais, ou seja dever-se-ia dar prioridade a quem faz do Artesanato a sua primeira forma de trabalho e só depois aceitar quem faz do Artesanato um segundo emprego ou um passatempo.

Um Artesão ou Artista, poderia ser homenageado anualmente sendo o seu trabalho exposto no Fórum Cultural da Baixa da Banheira, espaço que funcionaria em ligação com a Feira de Artes e Ofícios e durante o mesmo tempo em que ela decorresse no Pavilhão Municipal da Moita.
O espaço do Fórum Cultural da Baixa da Banheira, poderia também receber ciclos de conferências com pessoas de outras zonas que pudessem promover um intercâmbio de ideias e experiências com os artesãos locais e se fizesse o ponto da situação da acção nesta matéria em outras autarquias.
Como as Artes de Palco fazem também parte da Cultura o Fórum da Baixa da Banheira, poderia acolher performances e actuações de Artistas Locais nas áreas do Teatro, Dança e Música de carácter mais experimental e mais eruditas, a ideia de um encontro de poetas Populares e Eruditos, de que foi mentor o Professor, Evaristo Afonso, com a colaboração de Manuel Luís Beja.

A actuação de grupos folclóricos ou de Cante Alentejano, guardar-se-ia para o espaço de Tasquinhas junto ao Pavilhão de Exposições da Moita, isto não é menosprezar esses grupos mas sim adequá-los aos eventos.
Todo o espaço de Tasquinhas e actuações de grupos das colectividades, estou-me a lembrar do Rancho da Barra Cheia ou do Grupo Coral Alentejano da União Desportiva e Cultural Banheirense, deveriam ser entregues à organização das Colectividades do Concelho da Moita de que somos pródigos e ter um carácter autónomo, mas integrado na Feira de Artes e Ofícios.


Por último proponho a elaboração de um roteiro do artesanato local (há uma publicação com mais de 10-15 anos já desactualizada) e dos pontos de interesse locais para realização de visitas.

Luís Cruz Guerreiro

Terça-feira, Outubro 30, 2007

Delei Conquista o México !








A carreira artística do meu amigo Delei, vai de vento em popa no México, onde está tirando o Doutoramento em Artes e virou tradutor de Português / Espanhol...
As exposições; Hecho en México, Arte en papel, foi inaugurada no dia 28 de setembro de 2007, no Centro de Estudos Brasileiros da Cidade do México e a Exposição "Bicho-Lixo", foram um sucesso e agora prepara-se para participar numa instalação em que ele e outros artistas vão colocar 3000 crânios em gesso na Cidade do México, é muita cabeça amigo Delei !
L+G

Domingo, Setembro 30, 2007

Friso "Azulejaria"



O Friso da AAG, agora colocado no exterior da Oficina, conta a história de Luís Cruz Guerreiro, desde 1976 até agora, num Friso em que utilizou diversas técnicas cerâmicas de pintura em Azulejos. Começa com o lápis cerâmico, vidrado com vidro transparente e com colagem das letras a Alta Temperatura, vidradas com vidrado branco. A narrativa é a da BD/HQ.
*
The Frame of AAG (Artistic Tiles), now placed on the outside of the Workshop, tells the history of Luís Cruz Guerreiro since 1976 untill now, in a Frame that uses several ceramic techniques of artistic Tiles paintig. It begins with the Ceramic Crayon, after glazed with Transparent Glaze and the Letters are glued at Hihg Temperature Burn, glazed with White Glaze. The narrative is in Comics Style.

Pormenores:

1976 foi a grande época de troca de revistas em quadrinhos. A compra semanal do "Mundo de Aventuras" era religiosamente cumprida, às quintas de manhã lá estava eu na papelaria de Alhos Vedros para comprar o "MA", nessa altura também comprava o "Jornal do Cuto" e "O Grilo".

Em 1984 resolvi fazer as minhas próprias histórias em quadrinhos, organizei um horário e trabalhava diariamente, sabendo perfeitamente que no mercado editorial Português de B.D. era quase impossível viver da B.D., exceptuando dois ou três casos... foi uma forma de sobrevivência mental, devido a estar desempregado e deprimido.
O engraçado é que o Zepe, desenhador e argumentista de B.D. que estava nessa altura em França, achou que o meu desenho teria possibilidades para ser publicado na revista "Metal Hurland Aventure" e fez-me um argumento em francês, que até hoje não percebi bem, e que ficou inacabado, pois coincidentemente nessa altura tive a possibilidade de entrar num curso de pintura cerâmica nas Caldas da Rainha no Cencal.

Essa autogestão de trabalhar sempre, haja ou não encomendas, perdura até hoje na Azulejaria Artística Guerreiro. A maior luta é acreditar sempre no nosso projecto, mesmo que tenhamos de lutar contra todas as adversidades, nunca poderemos deixar de acreditar em nós próprios.
"Nadando contra a corrente, só para exercitar...(Rita Lee)"

1985/1989, Caldas da Rainha, primeiro foi o Curso de Pintura Cerâmica no CENCAL, acabadinho de nascer, tudo novo a estrear. Depois foi o estágio de profissionalização nas Faianças Belo.

O trabalho numa fábrica de cerâmica, herdeira da tradição de Bordallo Pinheiro, mas cuja vertente era a comercialização das ideias revolucionárias em faianças, ou seja, pratos e travessas inspirados na genialidade desse Mestre da B.D. e da Cerâmica, foi para mim uma experiência inolvidável, devido principalmente a estar na secção de pintura cerâmica em série que era exclusivamente feminina, eu era o único homem que alguma vez tinha estado nessa secção desde sempre, disse-me o Chefe de Produção e delegado da CGTP.

O nível de automatismo em pintura das minhas colegas, algumas com mais de 20 anos de experiência, deixava-me abismado, enquanto por exemplo pintavam por dia 60 "Travessas de Espargos", eu pintava 10... uma coisa que nunca consegui dominar era o chamado "Pincel de Pelo de Cabra", que terminava em círculo e dava efeitos extraordinários, só essa técnica disse-me uma colega, demorava cinco anos a aprender.
Outra coisa curiosa é que nenhuma dessas colegas sabia desenhar o que quer que fosse, por isso quando havia algum painel em azulejos por encomenda na Fábrica o Chefe pedia-me para o fazer, o que era para mim uma alegria.
Uma vez o Chefe disse-me para fazer um painel que ele me disse ser "Sol e Mar", fiquei felicíssimo por ter a oportunidade de expressar a minha capacidade de criação e pedi para vasculhar nos Arquivos da Fábrica que já era centenária, em postais, desenhos e gravuras...mais de quatro horas depois fui apresentar todo contente o espólio que tinha descoberto e que daria um painel que se tornaria um marco naquela Fábrica. O Chefe olhou para mim com pena e disse-me que o painel era toponímico, e o "Sol e Mar" seria o texto a inserir dentro dum friso, fiquei sem respiração enquanto as colegas riam perdidamente das minhas veleidades artísticas.

Enfim, a Fábrica fechou pouco tempo depois por má gestão, não sem antes um dos patrões ter tido vários ataques de "epilepsia", que sucediam sempre na altura do final do mês e na secção de empacotamento, que era tipo um palheiro, cheio de palha onde se empacotavam as faianças.
Estranhei o caso, pois como tinha tido um curso de primeiros-socorros achei curioso que o Patrão sempre caísse confortavelmente no meio das palhas e começasse a estrebuchar. Na primeira vez que vi tal coisa nada disse, mas à segunda pedi ao Chefe para o ajudar pois a língua poderia obstruir-lhe a respiração e lá ficávamos nós sem o Patrão... levantei-lhe o pescoço e coloquei-o para trás para evitar a obstrução, enquanto ele olhava de soslaio para mim estrebuchando.
Vi que aquilo não era epilepsia coisa nenhuma, mas sim o pseudo-ataque de histeria, tirei-lhe a mão do pescoço e o ataque acabou ali mesmo.
Os colegas agradeceram-me e o Patrão também, quanto umas horas depois recuperou.

A Fábrica não pagava a tempo aos operários e eu fui falar com o Chefe que, como estava a viver num quarto e tinha os almoços e jantares pagos ao mês numa taberna perto da linha fêrrea, não podia estar um mês sem receber. Nessa altura, em 1987, ganhava o ordenado mínimo( 28 000$00) que dava para pagar 16 000$00 de refeições e 8 000$00 de quarto, sobrava-me 2 000$00 para o tabaco, que nessa altura fumava e optei por comprar tabaco de enrolar, que rendia mais e dava até ao fim do mês. Pois o Chefe disse-me que compreendia a minha situação, mas nada podia fazer, eu disse-lhe que deveríamos entrar em greve até nos pagarem os ordenados!
Que não, a Fábrica estava numa situação difícil e todos tínhamos de ajudar e de fazer sacrifícios. Disse-lhe que não podia, o mês estava a acabar e precisava do dinheiro para pagar o quarto e as refeições, isto no horário de trabalho, o Chefe liberou-me e disse que era por minha conta, o Sindicato nada tinha a ver com o meu caso.
Pedi-lhe a morada do Patrão e fui para a porta dele, decidido a só de lá sair quando me pagasse o ordenado em atraso. O apartamento do patrão era num bairro antigo, mas chique, das Caldas e toquei à campainha, pouco depois apareceu-me uma empregada do Patrão que me disse que o Patrão estava doente e que não me iria receber nesse dia, para voltar noutro dia...disse-lhe que precisava do dinheiro para o quarto e para as refeições e ali ficaria sentado à sua porta até que ele me passasse o cheque.
Não sei se foram três ou quatro horas que lá fiquei esperando, de vez em quando via abrir-se o orífício ocular do apartamento para fiscalizarem se o maluco já se tinha ido embora...Não fui, sou teimoso e também já tinha um part-time no "Atelier Argila", que se dedicava apenas à pintura de painéis de azulejos, que tinha sido inaugurado em 1986 e cujo Patrão, Amílcar Marques, me tinha dado a chave para trabalhar em regime livre, recebendo pelas horas de trabalho, uma espécie de autogestão, em que havia um Chefe, mas num ambiente muito liberal e com o horário que mais nos agradasse.
Eramos quatro artífices, três pintores e um vidrador e todos eram mais novos que eu, que na altura tinha 25 anos.
Um ambiente muito bom, e totalmente livre, em comparação com o horário da Fábrica, que era das 8h às 18h e aos fins de semana quando havia grandes encomendas.
Enfim, resumindo, o Patrão lá apareceu em roupão, disse-me que estava despedido, mas deu-me o chequezinho com os 28 contos de réis!
Falei com o Amílcar e disse-lhe que queria trabalhar a tempo inteiro no Atelier Argila, ele disse-me que me daria o ordenado mínimo, 28 000$00, com horário à minha escolha.
Aceitei imediatamente e procurei um quarto com serventia de cozinha, para poder poupar algum dinheiro, mas isso são outras histórias...
Apenas concluo, dizendo que, de 1986 a 1989, passei por seis quartos nas Caldas da Rainha e que cada um era mais complicado do que o outro, o pior foi um quarto nas traseiras duma taberna, cujas dimensões eram de 3 metros por 2 metros e meio e que em pleno Julho a humidade pingava em gotas pelo tecto, porque estava colocado numa barreira, e a pequena portinhola (único contacto com a luz exterior) da porta tinha 30 cm. À noite jogavam à malha GRANDE, contra a porta até à meia-noite e de manhã, não havia água quente na casa de banho antes das 8h, requeria por isso uma certa preparação mental para o duche frio...
Tudo para aprender a Arte da Azulejaria!

1989, é a abertura oficial da Azulejaria Artística Guerreiro, (esta parte do painel é dedicado aos meus pais; O Srº Chico e a Dona Júlia, Serpenses migrantes, trabalhadores da Indústria Corticeira, agora reformados) devido a um conjunto de factores coincidentes:

-Os vizinhos já muito velhinhos que viviam na casa do lado, o nº6 esquerdo, morreram...(as casas da Rua Duarte Pacheco em Alhos Vedros, foram construídas com 2 quartos, uma cozinha e uma sala, com um corredor que levava ao quintal, que tinha o tamanho das casas, que por sua vez davam para um corredor interno, onde existia um poço, agora fechado, o WC, era no fundo do quintal um cubículo de metro e meio por dois metros, com uma fossa no chão.
Os muros tinham um metro de altura e nos quintais cultivava-se hortículas e havia as árvores de fruto, limoeiros, laranjeiras e também loureiros. Isto na década de 30, 40 e 50 do séc. 20.
Na década de 60 desse século, devido ao crescente número de migrantes que vinham trabalhar para a CUF, as casas foram divididas ao meio, tendo uma entrada comum e duas entradas laterais, lado esquerdo e lado direito, por isso o nº 6, que os meus pais alugaram em princípios de 1970, era o lado esquerdo, ou seja o nº6, esquerdo, que era composto de um quarto e uma cozinha, era lá que nós os três viviamos, três quer dizer, quatro com o cão, O Benfica, outra coisa que eu também nunca percebi, pois o meu pai era do Sporting...
Os meus pais construíram no espaço do quintal um anexo que foi tornado cozinha e ainda uma casa de banho pequena, todo este espaço habitacional, tinha portanto em 1971/1972 as dimensões de 3 mt X 12 mt e assim vivemos alegremente até eu migrar para as Caldas da Rainha em 1985, quando os velhotes do lado morreram, os meus pais, devido a muita pressão da minha parte, lá conseguiram alugar o lado direito do nº 6, retomando a casa a sua antiga configuração, foi lá nesse espaço que foi fundada a Azulejaria Artística Guerreiro!

Dezenas de painéis, foram produzidos na AAG, nas vertentes Clássica e Linha Livre, de 1989 a 1992...

Feiras, Exposições e Mostras de Artesanato, foram o que mais fiz desde 1988, mas em 1992 aconteceu uma coisa muito importante na minha vida e ela chama-se Tininha, a companheira que vive comigo até hoje. A Brasileira mais Portuguesa de todo o Mundo Lusófono e uma grande amiga. Porque o Amor não é nada sem a Amizade e a Amizade requer também Amor, para que continue.

Em 2000 aluguei a casa contígua, que se encontrava desocupada há sete anos e precisava desesperadamente de arranjos, pois estava em risco de derrocada. Com o resto das economias minhas e dos meus pais, lá fizemos um arranjo em 2000, que assegurou a sua estabilidade física, preservei ainda as árvores do seu jardim, um loureiro, duas laranjeiras e uma videira, que dá uma óptima sombra durante o Verão, plantei um marmeleiro, uma nespereira e uma magnólia que teima em não crescer. O meu pai, planta uns tomateiros, cebolas, pimentos, salsa, coentros e malaguetas, lá nesse espaçozinho de 3mt x 4mt, onde agora coloquei este painel exterior.

Ele até há pouco tempo, plantava numa horta urbana, mesmo em frente da Discoteca Kleópatra, que foi agora urbanizada e assim sempre mantém o contacto com a terra.

Em 2000, abri os Arquivos Guerreiro, uma forma pomposa de chamar a uma mini-Galeria onde fiz uma série de Exposições com Artistas do Concelho da Moita.

Foi Delei e Nanda que inauguraram os Arquivos Guerreiro e Delei fez mais três Exposições nos "AG", o Sr. Brito deu a todas as exposições uma divulgação excelente, no jornal "O RIO" e tornou-se além de meu amigo, amigo de Delei Amorim o grande Artista Brasileiro que agora está no México a tirar um Doutoramente em Arte e que já fez também muitos trabalhos em Azulejaria Artística, na "AAG".

1998 foi o ano em que "O ESCUDO", boletim oficial da "AAG", entrou no ciberespaço, por meio de uma mão amiga que lhe deu a linguagem binária adequada ao esboço gráfico que eu pretendi.
Escudo, por ser o escudo do Guerreiro e também porque queria preservar o nome da antiga moeda nacional, que em 2000 passou a ser o Euro.

O carácter bilingue (Português e Inglês) tem mais a ver com a possibilidade de dar à língua mais falada do Mundo, o Inglês, a hipótese de entendimento da língua mais expressiva do mundo, o Português. Em 2001 fiz já eu, toda a página e publiquei-a em HTML, no SAPO, onde está até hoje hospedada, junto com as suas duas irmãs, "ALBUNS" e "Arquivos Guerreiro", acrescentei-lhe um Blogue, "Notícias AAG News", para mostrar conteúdo multimédia, nomeadamente filmes que estão hospedados no YouTube e também para haver uma interacção com os leitores.

O ESCUDO é ainda a página mãe e boletim informativo da AAG, apesar dos seus suplementos temáticos e isto acontece desde 1998.

Em 2001 aconteceu a minha primeira exposição em Brasília, no foyeur do Teatro Nacional e em 2006 a segunda exposição no Museu de Arte de Brasília, inventei por isso um novo Super-Herói:

O Homem Azulejo, que por onde passa deixa um rasto de Ladrilhos!
Também é conhecido pelo Paineleiro Português e nunca um i foi tão importante para o entendimento duma palavra.
Paineleiro; pintor de painéis de Azulejos, paneleiro, é uma coisa completamente diferente...

...o Fado do Paineleiro, brevemente a ser gravado, marca os 20 anos de dedicação à Arte da Azulejaria Artística, ou seja 20 anos a "apaineleirar" Portugal e o Mundo.

Este Fado é a minha demonstração de "Orgulho Paineleiro", ou "Panel Pryde", em Inglês.
O video estará disponível no YouTube, logo que possível!


Rotas da Cerâmica, projecto que passa também pela possibilidade de Artistas de outras nacionalidades passarem pela AAG, para especialização na área cerâmica, neste caso a Azulejaria Artística e pela minha especialização noutras cerâmicas de outros Países, noutras vertentes cerâmicas. Delei já fez dois estágios na AAG em que aprendeu a técnica ancestral da Azulejaria tradicional Portuguesa e adicionou-lhe o seu génio criativo, estou receptivo a que por permuta de conhecimentos, esta experiência se repita com outros ceramistas, especialmente do Mundo Lusófono.
O PPART – Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais é uma iniciativa governamental aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 136/97, de 14 de Agosto, cuja finalidade é valorizar, expandir e renovar as artes e ofícios em Portugal.
Luís Cruz Guerreiro, é artesão reconhecido por este instituto, nº 110694, na área 02.06 - Pintura Cerâmica.
A Azulejaria Artística Guerreiro é uma Unidade Produtiva Artesanal, reconhecida por este instituto, carta nº 120611.

Friso "Artística"



Esta é a segunda parte do friso exterior, a palavra ARTÍSTICA, foi aqui aproveitada para mostrar a vertente Clássica da AAG, que mostra toda a possibilidade de utilização de frisos de centenas de tipos diferentes na decoração interior e exterior dos edifícios dos séculos XVII e XVIII e que com algumas modificações continuam até hoje a ser uma das mais importantes componentes estéticas desta forma de Arte típicamente portuguesa, a Azulejaria Artística.
Alguns exemplos de temas em frisos, foram por isso aqui utilizados, neste friso exterior da AAG, para dar uma ideia das possibilidades do revestimento azulejar decorativo.














Friso "Guerreiro"


Esta parte do friso exterior da AAG, representa a "Linha Livre", que incluí também a cerâmica experimental e colagens com vidro a alta temperatura, este é apenas um exemplo desta vertente que pode ser vista mais detalhadamente aqui.
















Domingo, Setembro 16, 2007

Friso Azulejaria Artística Guerreiro




O Friso começa com a técnica do lápis cerâmico, que dá uma forma de esboço, com muita liberdade criativa, vidrado depois com vidro transparente...
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The Frame begins withthe Ceramic Crayon technique, which allows to make a very creative sketch, glazed after, with transparent glazed...
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As letras em relevo, foram recortadas de Azulejos e coladas a Alta Temperatura com o próprio vidro...
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The Letters in relief, have been cut fromTiles e glued in high temperature burn, with is own glazed...

Vista geral da Oficina




Os Frisos da AAG, que retratam a história de Luís Cruz Guerreiro e da história da Azulejaria Portuguesa, foram colocados em Setembro de 2007 .

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The AAG Ceramic Frames, tell the History of Luís Cruz Guerreiro, so far, but also the Brief History of Portuguese Tiles.
L+G

Logotipo da AAG


Ao Logo da AAG, que está à entrada da Oficina, foram acrescentados os Logos;

-Data da Fundação: 1989,

-20 anos de Azulejaria,

-Rotas de Cerâmica,

-Artesão e Unidade Artesanal reconhecidos pelo PPART e os

-10 Anos de página na Internet: “O Escudo”.
Os azulejos têm um tipo de vidrado tradicional dos sec. XVII, XVIII, segredo da AAG.
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To the AAG Logo, at the Workshop entrance, have been add the Logos; Fundation Date: 1989, 20 years of painting in tiles. Ceramic Routes, Handcraft and Hancraft Workshop recognized by the PPART, plus the 10 years of the Internet Page: “The Shield”
The Ceramic Tiles have a type of glazed that is similar to the ancient Portuguese glazed of the XVII, XVIII, AAG top secret.
L+G

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

Exposição com os azulejos da colecção "Os Barcos d'O RIO" na Velhinha


Culminou esta iniciativa na exposição dos Trabalhos em Azulejaria "Os Barcos d 'O RIO", na exposição temática que decorrerá na Velhinha durante as Festas de Alhos Vedros, que decorreu de 27 a 31 de Julho, para que todos podessem apreciar os azulejos que retratam as embarcações típicas dos séculos XVIII, XIX e XX. que serviram de principal meio de transporte de passageiros e mercadorias, entre as margens do Estuário do Tejo.

Esta Colecção de Cromos em azulejos "Os Barcos d 'O RIO" resulta da colaboração de 3 parceiros;

Primeiro- O jornal O RIO que através do seu director Brito Apolónia, viabilizou pela segunda vez na sua história, a publicação de uma colecção de cromos com saída quinzenal e em cada edição do jornal O RIO, do n.º 193 ao n.º 210, recordo que a primeira colecção de cromos de azulejos, "Imagens do Concelho da Moita", já antes tinha sido publicada no RIO.
Segundo- Francisco Guerreiro, proprietário dos Talhos "Nova Era', que patrocinou a Caderneta onde os cromos seriam coleccionados
Terceiro - A Azulejaria Artística Guerreiro, que assim efectuou uma forma de fazer publicidade e divulgar o seu trabalho na área da Azulejaria Artística por permuta dos seus azulejos com o jornal "O RIO".

- Não houve por isso através de Luís Cruz Guerreiro qualquer espécie de transacção comercial que implicasse dinheiro apenas se efectuou uma troca de serviços.

- Com o jornal 'O RIO", foram trocados azulejos por espaço publicitário e no caso das Talhos 'Nova Era", a publicidade das Capas da Caderneta pagaram a impressão da mesma.

A venda dos azulejos em cinco Papelarias / Tabacarias dos Concelhos da Moita e do Barreiro acrescentaram a possibilidade dos leitores do RIO, coleccionarem também os azulejos pintados à mão, além dos cromos impressos.
L+G

Barcos d'O RIO-Imagens de alguns premiados

As imagens possíveis de alguns dos premiados da colecção de cromos em azulejos Os Barcos D'O RIO, é ele o segundo premiado – José Calado, da Baixa da Banheira...



O meu barbeiro de sempre, o Sr. Zé recebeu um prémio EXTRA, por ter completado toda a caderneta e porque eu assim o quis!






Não me foi possível publicar as fotos do Primeiro e do Terceiro Premiados, pois o jornal O RIO, não as pode disponibilizar, recordo aqui de novo os três premiados:

1º Prémio – Vítor Manuel Alves Pereira-Sarilhos Grandes

2º Prémio – José Calado-Baixa da Banheira

3º Prémio – Manuel Ferreira Fernandes-Palhais

L+G

Sábado, Maio 12, 2007

Acordo Ortográfico, será desta !

A Notícia vem no PRAVDA, por isso suponho que seja verdade, ou que em breve se torne verdade... tomara que sim, pois é um mercado editorial muito grande.



"A qualquer momento o idioma português vai mudar, para que seja escrito de uma única forma nos oito países que adotam este idioma: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi proposto em 1990. Cinco dos oitos paises membros da CPLP já tinham assinado o documento. Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe assinaram recentemente. Serão cerca de 40 mudanças, entre elas estão o alfabeto com 26 letras (atualmente são 23), com a inserção do “k”, “w” e “y”, e o fim do trema (permanece apenas em nomes próprios e derivados). O português é a terceira língua mais falada no mundo ocidental, por mais de 250 milhões de pessoas, atrás apenas do inglês e espanhol.
Assim que receberem as novas regras ortográficas, os ministérios da educação, academias de letras, editores e produtores de material didático iniciarão o processo de adequação do idioma. As mudanças acontecerão porque existem duas ortografias e isso dificulta a divulgação do idioma e a sua prática.
Com as modificações acertadas, calcula-se que a escrita no Brasil terá 0,45% de alteração. Em Portugal, estima-se uma mudança de 1,6% do vocabulário escrito. Apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.
Um dos maiores defensores da unificação da escrita da língua foi o filólogo Antônio Houaiss. Ele era o representante brasileiro nas negociações com Portugal sobre as alterações no idioma. Faleceu em 1999, sem conseguir ver o resultado do seu trabalho.
O português também é falado na antiga Índia portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadra e Nagar Haveli), além de ser uma das línguas oficiais da União Européia e do Mercosul.
Algumas mudanças
Os portugueses, por exemplo, passarão a escrever “úmido”, ao invés de “húmido”, como é atualmente. Também desaparecem da língua escrita em Portugal, o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado: “acção”, “contacto”, “acto”, “adopção”, “baptismo”, “óptimo” e “Egipto”.
Não se usará mais o acento circunflexo nas palavras paroxítonas terminadas em “o” duplo: “abençôo”, “enjôo” e “vôo”. No Brasil, a escrita correta será: “abençoo”, “enjoo” e “voo”.
Também deixará de ser empregado o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes. Assim, a grafia correta passará a ser: “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.
O a cento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição) e também nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”, que perderão o acento agudo.

Larissa MERCANTE

BRASIL "

Sexta-feira, Maio 11, 2007

Referência no jornal de Referência, O RIO. PT



O meu amigo, Brito Apolónia director do jornal de referência regional O RIO, teve a gentileza de publicar uma notícia no RIO.PT, e também na sua edição em papel de 15 de Maio de 2007, sobre o AlmaHQ, o que agradeço.


L+G

A minha colaboração para o AlmaHQ

Fiz uma breve síntese da História das Histórias em Quadrinhos em Portugal e no Brasil:




O AlmaHQ, publicou um "Preview" de quatro pranchas/painéis das dezanove que tem o primeiro episódio, que pretendo publicar numa revista de 32 páginas coloridas em formato "Comic-Book", com inclusão do poster "Cidades Flutuantes"


continua...

L+G

Luís Guerreiro, publicado em Brasília na revista AlmaHQ



A O.P. Comics de Brasília, publicou o AlmaHQ

O ALmaHQ é uma revista de HQ (Histórias em Quadrinhos) que é o equivalente à expressão francófona também utilizada entre nós, BD (Banda Desenhada). Sempre preferi o termo Histórias em Quadrinhos, porque são Quadrinhos, ou pequenos quadros que se utilizam nessa narrativa gráfica. O termo, Quadradinhos ou Histórias em Quadradinhos é na minha opinião bastante redutor, porque os Quadrinhos não têm necessáriamente de ter esse formato quadrado, podem ser redondos ou rectangulares ou nem terem sequer delimitação física, por isso não adopto este termo nem tão pouco a antiga designação de histórias de "coubóis", termo que entrou em voga nos anos sessenta do século XX, devido ao "Mundo de Aventuras", na sua quarta série, quase e só publicar Histórias em Quadrinhos de Cowboys os famosos Westerns.

Esta explicação serve para que se entenda a minha preferência pelo termo: Histórias em Quadrinhos.

"O AlmaHQ, reune desenhos, textos e quadrinhos de jovens de Brasília que, entre os anos de 1999 a 2007, participaram do OP (Operação Plástica), grupo de experimentação e intervenção de arte urbana e colectiva que actua em diversos espaços da cidade...."

Este Colectivo, teve a delicadeza de publicar um texto meu sobre a história da HQ em Portugal e no Brasil e ainda um "Preview" de quatro páginas, da minha HQ de Ficção Ciêntifica em Azulejos, "Aventuras de Jerílio no século 25", o que muito me honra e que também considero ser uma homenagem aos Artistas Portugueses, deste País Irmão, que é o Brasil e da comunidade de artistas Brasilienses que enquanto expus tive o prazer de conhecer através das suas multifacetadas obras artísticas e também alguns que conheci pessoalmente, abrindo-me os sentidos para a Arte que se faz agora em Brasília, que considero do melhor que se faz no Brasil. No sentido apenas das HQs de qualidade acima do comum, quero referenciar também aqui o fanzine "Bongolê Bongoró", de que farei um post só dedicado a este projecto de Histórias em Quadrinhos de Brasília, que para mim só tem como equivalente a Mítica "Chiclete com Banana", muita atenção a este colectivo, ainda vai dar muito que falar !

O AlmaHQ tem 100 páginas, 48 a quatro cores, a capa é de papel brilhante e o formato é o dum albúm clássico, 20 X 26,5 cm.
Alguns autores que destaco, aleatóriamente...




O Colectivo Operação Plástica:



O Projecto Bicho-Lixo, talvez o mais emblemático do OP e concerteza uma grande oportunidade para quem tenha a visão de o transportar para Portugal, recordo que este projecto foi entregue à veradora da Cultura da CMM, Vivina Nunes, em Novembro de 2006 onde tem estado em estudo para se viabilizar a sua realização aqui no Concelho da Moita, com a presença imprescíndível do seu impulsionador em Brasília Delei, conceituado artista Brasiliense que aqui se dignou a organizar um grupo para tornar viável técnicamente o projecto Bicho-Lixo.

Esperemos que a resposta da Câmara da moita seja positiva e consigamos com este projecto dignificar o concelho apontando a reciclagem do Lixo Urbano pela Arte, como uma das mais inovadoras iniciativas a que a CMM se pode orgulhar de ter sido convidada a participar como hospedeira primeira, deste projecto que foi entregue por Luís Guerreiro e Brito Apolónia à vereadora Vivina Nunes, relembramos.


L+G

Terça-feira, Abril 24, 2007

Viva o 25 de Abril !


O 25 de Abril de 1974, foi um golpe militar que nos devolveu a Democracia, os partidos políticos e especialmente a liberdade de imprensa, que foi o tema que me inspirou em 1994 a fazer este painel de azulejos policromados com as edições dos jornais que sairam nessa data, já sem o lápis azul da censura.
Este painel está exposto no bar da associação de reformados da Baixa da Banheira, "O Norte", e utilizei nele três tipos de vermelhos, (Vermelho Sangue, Vermelho Vivo e Vermelho Escuro), cores que integraram a gama de cores da Azulejaria Artística Guerreiro.



L+G

Quinta-feira, Abril 19, 2007

Novo Vidrado Cerâmica Constância



A Srª Fernanda, pediu-me o restauro de alguns azulejos feitos pela extinta e tão bem conhecida Cerâmica Constância, o vidrado base desses azulejos, difere do vidrado da AAG, sendo um pouco mais escuro, (Cada Azulejaria tem os seus segredos na mistura de vidros e na aplicação de óxidos e corantes), mas com apenas uma experiência deste novo vidrado consegui atingir a mesma tonalidade do vidro base da Cerâmica Constância, foi uma aposta por defeito que resultou à primeira, porque por vezes são precisas algumas cozeduras de experiências para se atingir um resultado. Foi um pouco de sorte aliado a uma grande experiência com vidrados, porque desde 1989 que a AAG, faz o seu próprio vidrado, que é dos segredos maiores da AAG, devido à textura semi-brilhante à coloração que tenta parecer-se o máximo possível com a coloração do vidrado da azulejaria clássica portuguesa do século XVII até à composição do vidro base, que faz com que as cores dos óxidos realcem e dê possibilidade da integração na mesma cozedura de cores como o vermelho sangue, que geralmente se desvanecem a altas temperaturas.
A Srª Fernanda gostou do resultado e eu aprovei este novo vidrado, um renascido vidrado da Cerâmica Constância, que agora se encontra dísponivel na Azulejaria Artística Guerreiro, com a designação AAG-CC.



L+G

Sábado, Abril 07, 2007

Comentários moderados

Por erro meu e também inexperiência inseri sem o saber neste Blog a ferramenta "Comentários Moderados", o que só agora que o Blogger me mudou para o novo Blogger notei e espero que os comentários já estejam nos Posts, onde responderei a todos.
As minhas desculpas a todos os que comentaram e não viram o seu comentário publicado, nem obtiveram uma resposta.

L+G

Terça-feira, Abril 03, 2007

Ouro e Prata 6-Pormenor

Ouro e Prata 5

Ouro e Prata 4-Pormenores


É dificíl transpor para a foto as nuances que o Ouro e Prata têm na realidade só vendo o painel de perto.

Ouro e Prata 3


Com esta encomenda, e ao utilizar o ouro e a prata, noto que o efeito final é surpreendente e muito emocionante, porque o ouro pintado tem as características desse nobre metal e a prata, pelas experiências que realizei, pode atingir nuances desde a prata nova até à prata velha e mesmo o estanho, quando aplicada sobre tintas já pintadas, porque oxida de uma maneira que se pode tornar muito criativa.

Ouro e Prata 2

A primeira fase da pintura foi com as cores que coziam à temperatura normal que é utilizada na AAG, cerca de 1000 graus centígrados.

Ouro e Prata








Na sequência duma encomenda por parte do Regimento de Artilharia Antiaérea nº1 de Queluz, tive a oportunidade de, pela primeira vez na minha carreira, que já conta vinte e um anos na área do azulejo, pintar com ouro e prata verdadeiros.
Já tinha feito algumas experiências com corantes que ficavam “dourados “ e “prateados” mas nunca consegui resultados que me fizessem utilizar esses substitutos.

Terça-feira, Janeiro 23, 2007

Update de Links no Escudo

Vários Links para Blogues e Sites, foram acrescentados na página de Links do ESCUDO e outros eliminados por não estarem mais activos, na secção REGIÃO, destaco entre eles o do meu amigo Paulo Guinote, A EDUCAÇÃO DO MEU UMBIGO, um Blog onde se discute o estado a que chegou o ensino no nosso país.
Uma nova secção foi criada, ARTISTAS VÁRIOS, que apresentam DELEI, grande artista Brasiliense, ZECA, artista Alhos Vedrense, VITOR MOINHOS, o grande fotógrafo JJCN, admirável no modo como retrata as margens do nosso rio Tejo, JOÃO MARTINHO um amigo AlhosVedrense que vive profissionalmente da música e também um estudioso dessa Arte, o meu primo DANIEL CARRIÇO, que foi formado na escola do Sporting e já entrou na equipa Sénior do SCP, meu Clube do coração, futebolista brilhante que ainda vai dar que falar, ESTÓRIAS DE ALHOS VEDROS, uma compilação de contos muito gostosos de ler, organizada, selecionada e criada por LUÍS CARLOS e LUÍS MOURINHA, a lista completa, (mais de 1000) de todos os ARTESÃOS PORTUGUESES, reconhecido pelo Instituto Estatal, PPART e muitos Artistas BRASILEIROS, no PORTAL DAS ARTES.

L+G

Luís Guerreiro é noticia no jornal Margem Sul


Irina Verissimo, jornalista do jornal Margem Sul, foi autora de um excelente trabalho jornalístico na forma de uma entrevista que realizou para esse jornal. Será descabido talvez agradecer-lhe, mas não posso deixar de o fazer, pois sei a força que pode ter uma entrevista num jornal de referência, para a minha carreira e para prosseguir nesta saga que tem sido levar este projecto que é a Azulejaria Artística Guerreiro em frente, apesar de todos os obstáculos que tenho encontrado no caminho, mas isso são outras estórias que só mais tarde, quando achar conveniente, contarei...

L+G