sexta-feira, maio 02, 2014

Painel de Restauro para a Igreja Matriz de Alhos Vedros

Painel de Restauro para a Igreja Matriz de Alhos Vedros.

A Igreja sofreu um restauro no interior e diversos Santos foram restaurados, entre eles o São Sebastião, que tem uma capela dedicada a ele, na Igreja de Alhos Vedros.
Algumas partes que cobriam as partes inferiores dos altares foram retiradas e descobertas algumas pinturas originais que estavam tapadas por coberturas de madeira que cobriam esses espaços.

Noutras não se encontrou debaixo nada de relevante e depois de retirada a cobertura em madeira, o espaço vazio ficou assim...

No caso da capela de São Sebastião, o padre Carlos sabiamente, quis que retomasse o azulejamento que reveste toda a capela, feito por um dos maiores pintores da arte da Azulejaria do séc. XVII em Portugal (...confirmarei posteriormente quem é o artista). 

O Padre Carlos, pediu-me para restaurar partes de azulejos que faltavam na Capela de São Sebastião, que é a primeira capela do lado direito quando se entra na Igreja Matriz de Alhos Vedros.
Detalhes:
O primeiro passo foi fotografar todas as partes que tinham de ser restauradas e refeitas. Foi um trabalho exaustivo porque toda a montagem das partes em falta foi feita na minha oficina e não na Igreja, devido a todas os azulejos terem de ser pintados na técnica de majólica (sobre vidrado crú), com vidrado de maneira a que se parecesse o máximo possível com o original. (*nota)
Foi como montar um puzzle gigante. Foram estes detalhes que mais tempo demoraram a ser feitos, porque tudo tinha de ficar certo quando fossem embutidos.
Os painéis laterais e central foram redesenhados de acordo com que também ficassem o mais parecidos com a pintura original.
 
O resultado final ficou assim:
Vista geral:
 
continua...
 

O Ciclo do Pão-Painéis para a Padaria do Tó em Alhos Vedros

O ano de 2013 deu-me o prazer de fazer um trabalho para o meu amigo Tó que tem uma padaria especializada em pão alentejano.
O pão alentejano é por si só a base de alimentação do Alentejo e o pão do Tó é dos que têm mais saída aqui na região do sul do Tejo. Eu também sou um consumidor do pão que ele faz e isso aliou-se à sua vontade de colocar dois painéis, na sua remodelada padaria, um toponímico e outro um mural com o ciclo do pão.
As cores usadas neste painel são os sépia que depois foram coloridos, para dar uma ideia das fotos antigas que eram depois coloridas à mão.

A primeira fase foi a pesquisa a estrutura do friso que eu quis que fosse solto, apenas delimitado por espigas de trigo.
A segunda fase foi a pesquisa de imagens relacionadas com o ciclo do pão que eu queria que apresentasse desde a ceifa, até ao enfornamento, passando pela sua ida para a moagem em moinho de vento. Queria também que o painel fosse situado nos princípios do séc. XX e que apresentasse dois tópicos históricos sobre a feitura do pão na Grécia antiga e no Egipto antigo, tudo isto retratando uma atmosfera romântica e bucólica... O friso seria recortado, mas solto.
Vamos lá a ver como eu resolvi isto, desde a fase de desenho até à coloração total.

*Nota: algumas cores, como o azul do céu (óxido de cobalto), são cinzentos que só depois viram azuis na cozedura.





O meu ar de satisfação demonstra além do alívio de o painel estar finalmente terminado, que o resultado final vai corresponder às minhas expectativas :)

Os leitores podem agora comprovar se eu estava correto...
 
A Placa toponímica para o exterior da padaria...

continua...

sexta-feira, abril 25, 2014

Painel 25 de Abril 20 Anos-Homenagem à Liberdade de Expressão

Painel de comemoração dos 20 anos da Revolução de Abril de 1974, feito por Luís Guerreiro, por desejo pessoal e de afirmação para com essa Revolução e a Liberdade de Expressão e de Informação então adquiridas.
Depois de algumas exposições e a tentativa de compra pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que não se concretizou, foi adquirido pela CMM, pelo vereador da Cultura de então, José Manuel Figueiredo e colocado na Associação de Reformados da Baixa da Banheira, "O Norte", onde está até hoje.

Commemorating the 20th anniversary of the Revolution of April 1974 is a panel of tiles, made by Luis Guerreiro, by personal desire and affirmation towards this revolution and the Freedom of Expression and Information so acquired.
After some exhibitions and purchase attempt by the Municipality of  Vila Franca de Gaia, which never materialized, was acquired by CMM, by then Alderman of Culture, José Manuel Figueiredo and placed in the Association of Pensioners of Lower Bath of Alhos Vedros :) "Baixa da Banheira" in  "The North ", where it remains until today.

sábado, janeiro 05, 2013

Atual: Luís Cruz Guerreiro no Canal Brasil 12.12.12

Malditos Cartunistas:

No último episódio da temporada, uma viagem até o solo europeu. O desenhista português Luís Guerreiro inovou ao resolver montar uma azulejaria para fazer histórias em quadrinho.

Link #1: http://globotv.globo.com/canal-brasil/malditos-cartunistas/t/veja-tambem/v/quadrinhos-e-azulejos/2291352/

Link #2: http://canalbrasil.globo.com/programas/malditos-cartunistas/videos/2291352.html



O video foi posto no YouTube pelo camarada Livresco camarada do meu camarada Paulo Guinote, aos dois camaradas o meu obrigado camaradas !

Entrevista de António Tapadinhas a Luís Cruz Guerreiro no jornal "O RIO" - Azulejos que Contam Histórias

Publicado no jornal "O RIO", agora lamentávelmente extinto na sua edição digital como antes o tinha sido na edição em papel e em eu colaborei ativamente com duas coleções de cromos em azulejos. Ao seu diretor Brito Apolónia e a todos os seus colaboradores o meu agradecimento !
Este Blog irá publicar a divulgação que o RIO fez do meu trabalho e dos artistas que passaram pelos "Arquivos Guerreiro".

Cultura : Entrevista de António Tapadinhas a Luís Cruz Guerreiro ■ D´Arte – OUTRAS CONVERSAS | AZULEJOS QUE CONTAM HISTÓRIAS
em 2012/9/4 0:50:00
Por António Tapadinhas
Luís Cruz Guerreiro não deixa ninguém indiferente. É uma personalidade extrovertida, que tem opiniões e não tem receio de as dar, politicamente correctas ou nem por isso. É possuidor de um humor corrosivo, não inócuo, sempre atento ao seu país e às pessoas que o conduzem não se sabe bem para onde.
Azulejista e Autor de Histórias em Quadrinhos, como gosta de ser conhecido, tem a sua oficina em Alhos Vedros, na Rua Duarte Pacheco, n.º 4 e 6, website www.azulejariaguerreiro.com, e-mail azulejariaguerreiro@gmail.com.
A entrevista que realizámos com o artista no seu local de trabalho, como devem calcular, foi tudo, menos aborrecida ou enfadonha…


RIO - Começaste pela Banda Desenhada. O curso de pintura cerâmica que tiraste nas Caldas da Rainha foi a ponte que te fez regressar às origens, ligando as tuas duas paixões. Conta-nos como aconteceu o processo
A BD, (histórias em quadrinhos, como prefiro designar), faz parte integrante da minha vida desde que a descobri.
Toda a minha existência até aos 6 anos de idade se baseava nas brincadeiras com os meus vizinhos (quase todos ciganos), que viviam na travessa da Sociedade nº 43, um bairro operário à maneira dos bairros da Baixa da Banheira e Alhos Vedros que foram feitos para albergar famílias de migrantes que trabalhavam na indústria corticeira e na CUF... Os meus pais trabalharam na Corticeira Ibérica e na antiga fábrica do Valadão, que depois foi designada fábrica do banco e depois Silcorck.

O facto de ter tido uma poliomielite aos 16 meses, fez com que todas as manhãs fossem gastas em tratamentos no Hospital da Estefânia em Lisboa. Isso aconteceu diariamente até eu ter 12 anos.
No Hospital, porém, e apesar da tristeza com que lá ia e ainda pior a da minha mãe, devido aquele complexo de culpa que advém do sentido judaico-cristão inerente à nossa existência como portugueses... (Digo sofrimento, porque aquilo eram eletrochoques e massagens e raios ultra violetas, um sofrimento naturalmente já sempre esperado, mas muito perturbador...), houve um dia em que um rapaz mais velho que eu, deveria ter uns 10/12 anos, estava a ler uma revista, o "Mundo de Aventuras". Tinha um monte delas em cima duma cadeira. A felicidade de repente apareceu-me em forma de arte popular e comecei a apreciar ir a Lisboa porque todo um novo universo se tinha aberto de repente diante os meus olhos. Comecei a comprar revistas em bancas de alfarrabistas populares (aquelas verdes que existiam no Barreiro, e nos arcos da Praça do Comércio. Fiz novas amizades com a malta que trocava e me emprestava revistas e começou aí uma nova fase de vida mais social e recreativa (1974 a 1979), com verões inteiros no Cais Novo de Alhos Vedros a mergulhar e a apanhar caranguejos, que é até hoje o meu marisco preferido.
Agradeço tudo isto ao rapaz que me emprestou os "Mundo de Aventuras" no hospital da Estefânia!

As Caldas da Rainha surgiram na minha vida devido à crise de 1982/84. Tinha parado de estudar devido à minha inépcia para com a vertente que tinha optado, a Área de Saúde, que daria depois para seguir medicina nas suas várias nuances, por exemplo Enfermagem... Foi mau, porque não tenho a mínima vocação para tão nobres profissões e matemática nunca foi o meu forte, apesar de ser nos cadernos de matemática, físico-química e bioquímica do 9º ao 11º ano, que tenho os melhores desenhos desse começo dos anos 80 do séc. 20!

Em 1985, surgiu nas Caldas da Rainha um dos primeiros centros de formação profissional de Portugal: O CENCAL.
O Centro de Formação Profissional exclusivamente dedicado a todas as vertentes da indústria cerâmica era uma fábrica modelo que fazia desde as pastas cerâmicas, ao design das peças e a sua decoração. As cores e óxidos eram fabricados no sofisticado laboratório do CENCAL. Era uma fábrica modelo acabadinha de estrear com os melhores Mestres de todas as vertentes da Cerâmica que existiam no país, sendo que nessa altura as Caldas da Rainha eram um referencial da cerâmica nacional, de que resta atualmente a Faianças Bordallo, que felizmente foi salva "in-extremis" pelo Grupo Vista Alegre.
O que gostei mais no curso que tirei no CENCAL foi a azulejaria. As suas semelhanças com a BD/HQ são notórias. A narrativa, os elementos figurativos realistas. Tudo me pareceu similar com a vantagem de ser um elemento decorativo que podia ser usado em superfícies exteriores e interiores duma maneira quase eterna, devido à sua impermeabilidade!
Depois de concluído o curso, fiz um estágio numa fábrica de cerâmica na linha do Bordallo. Foi uma experiência interessante mas nada tinha de criativo. Aprendi como funciona um ambiente fabril, com as suas hierarquias e era o único homem que trabalhava na seção de pintura - o resto eram mulheres, com uma experiência de 7 a 20 anos nas técnicas específicas de pintura. A proporção de trabalho que elas produziam por dia era de 100 peças, por exemplo, duma travessa de espargos, para 4 mal pintados por mim...

Entretanto conheci o "Atelier Argila", que tinha inaugurado em 1986 e dedicava-se exclusivamente à reprodução de painéis dos séculos XVII/XVIII com as 4 cores base desse período, o Verde, o Amarelo, o Vinhático e o Azul. Comecei a trabalhar lá em "part-time" e aos sábados e domingos. Como o trabalho era muito e tempo de descanso era pouco, despedi-me das Faianças Belo e comecei a trabalhar a tempo inteiro, mas com um horário que eu elaborava. O Amilcar, dono do espaço dava-nos a possibilidade de escolhermos o horário, porque todos os artesãos tinham uma chave e faziam o trabalho com o ritmo e a qualidade que conseguissem. O meu ritmo de trabalho nunca foi grande, mas a qualidade superava esse pormenor. Os trabalhos eram primeiro assinados com as iniciais, mas depois o Amilcar descobriu que os clientes queriam o nome dos autores nas peças e começamos a assinar com o nome e a marca Atelier Argila começou a fazer sucesso. O ordenado que eu ganhava era o mesmo que nas Faianças Belo, 28 contos de reis... Dava à justa para pagar o quarto e a alimentação. Era o ordenado mínimo em 1987... Belos tempos!

RIO - Já alguém tinha tentado fazer BD (histórias em quadrinhos, como preferes) em azulejo?
Penso que não... Quando tinha uma gama de cores catalogada suficientemente lata, pensei: ora bem... isto já dá para fazer uma BD/HQ tipo "comic-book" em azulejos. Depois o Carlos Gonçalves tirou as fotografias, fiz o grafismo da revista, fui ao Rio de Janeiro e imprimi a primeira revista de Histórias em Quadrinhos de Ficção Ciêntífica em azulejos policromados. Antes, só nos Flintstones apareciam aquelas revistas em pedra, mas eram mais pesadas ainda.

RIO - Quais as dificuldades técnicas que encontraste e tiveste de ultrapassar?
Na arte final em azulejos e no grafismo digital foi tudo bastante fácil. A seleção de cores na gráfica foi mais difícil e não ficou exatamente como eu pretendia. Deveria ter usado um formato digital diferente e a gráfica deveria ter utilizado um corretor de brilho com melhor performance. As cores cerâmicas estão, como te disse, catalogadas e isso é fruto de experiências desde 1989 até agora, por isso não tenho nenhum problema em manter as cores de prancha/painel para prancha.
Todas as cores catalogadas da Azulejaria Guerreiro e os vidrados são segredos sagrados apenas revelados a iniciados. É tipo uma maçonaria cromática química onde só entram eleitos e que têm de passar por diversos testes para poder pintar aqui na minha azulejaria. O primeiro de todos é essencial, e quem não o passa não tem mais que uma oportunidade. Tens de desenhar uma mão na minha presença.
O objetivo supremo é atingir-se a alquimia, ou seja retirar ao Ouro o óxido. Como no óxido de cobre, se o cozeres numa atmosfera redutora, sem oxigénio, ele fica de novo cobre, com a prata é o mesmo, mas o Ouro não oxida. O problema está aí!

RIO - Fala-nos um pouco do que vai ser a saga completa de “Jerílio no Século 25”, 5 episódios, dos quais foi publicado o primeiro, que se chamou “Kron o Mercenário”.
5 Episódios, não é por acaso, nada é por acaso, O V Império não será um acaso, por isso 5 episódios. O Império da Lusofonia no contexto duma confederação Galática que abrange sistemas estelares, Arquistas, Anarquistas e Anomistas.
Episódio 1- O prelúdio da saga com a morte do príncipe que seria o sucessor do Imperador Zraquiano, que abrange 4 planetas do sistema Zrakiano com civilizações conhecidas... mas o sistema tem 9 planetas.
Episódio 2- O Imperador, que é eleito pelos quatro planetas da federação monárquica Zrakiana, tem a sua filha presa por Repto, o reptilóide, e o seu filho foi morto por Kron, o mercenário. O objetivo primeiro dele é salvar a filha e tornar a monarquia constitucional Zrakiana numa monarquia Absolutista sucessória.
Episódio 3- A meditação de Jerílio e o seu crescimento espiritual acontecem também por acaso, a descoberta de civilizações com níveis materiais que vão desde o etéreo à rocha mais dura provoca um conhecimento inesperado em Jerílio, que, através do Cristal do Tempo, descobre que afinal é um humanóide de um planeta que está situado no sistema solar, o planeta Terra.
Episódio 4- A Anomia que se vive no antigo sistema monárquico Zrakiano, transforma-se em Arquias, Anarquias e Planetas Religiosos mono e politeístas...
Episódio 5- A Terra 2500 depois de Cristo - todas as fases de desenvolvimento desde o primeiro contacto com os alienígenas da Confederação Galática em 2015 e a instauração dum regime vigiado pela CG, em que durante 500 anos não é permitido o dinheiro, provoca um desenvolvimento acelerado no planeta Terra. A solução para os Arquistas é a construção de Cidades Flutuantes que orbitam a Terra, onde a lei não é tão exigente a partir de 2222. Em 2500 faltam 50 anos para que o regime cesse. Tudo poderá então acontecer. O elemento memória é aqui o mais importante (A memória coletiva dum ser ou duma galáxia ou do universo é um conceito que tenho sobre Deus).

RIO - Vejo que já tens o poster em azulejo do segundo episódio, com o título “Objetivo Asteroide – REPTO”. Quer dizer que já completaste as pranchas que compõem a história?
A fase de desenho está quase completa, depois falta a Arte Final em azulejo policromado.

RIO - Para lá das diversas mostras dos teus trabalhos no Brasil, sei que fizeste uma História em Quadrinhos para a revista carioca "Tarja Preta" com o Capitão Bacalhau e o Capitão Presença de Arnaldo Branco. Queres desvendar-nos um pouco da história?
Quando fui buscar as revistas no Rio de Janeiro, fiquei hospedado na casa do Eduardo Souza Lima, o editor da revista carioca "Zé Pereira" e ele levou-nos a conhecer a loja do Matias Maxx, que é especializada em História em Quadrinhos, levei a capa em azulejos do Jerílio para lhe mostrar e ele ficou maluco com a ideia da possibilidade de se fazer BD/HQ em azulejos. Deixei-lhe algumas revistas para ele vender na sua loja e fui convidado a participar no n.º 7 da revista "Tarja Preta" que saiu com 182 páginas.
O Matias Maxx é um ativista da legalização da canabis no Brasil e o Arnaldo Branco criou um super anti-herói que é a cara do Matias Maxx e permite a outros desenhadores que utilizem essa personagem, desde que seja citado que ele é o criador do Capitão Presença. Usei a personagem como acompanhante do Capitão Bacalhau, que é uma criação minha. O Capitão Bacalhau é ele também um super anti-herói, mas, ao contrário do Capitão Presença, o Capitão Bacalhau é um ativista da liberalização da importação de vinhos portugueses para o Brasil, é por isso uma sátira.
(O preço que é cobrado pelos vinhos portugueses no Brasil é exorbitante, devido às taxas absurdas que o governo brasileiro impõe a esse produto de primeira necessidade, que é o vinho português, o melhor do Mundo na minha opinião. Essas taxas não são cobradas à Argentina e ao Chile porque pertencem ao Mercosul... mas os vinhos Argentinos e Chilenos são monoculturas e a alma do vinho português é as misturas de castas que o transforma em néctares sempre diferentes, que variam de região para região e de fabricante para fabricante em cada uma das nossas múltiplas regiões vitivinícolas).

RIO - Tens sido reconhecido nacional e internacionalmente como um artesão e, mais do que isso, como um artista inovador a diversos níveis. Qual o trabalho que gostarias de fazer para que o Concelho da Moita ficasse no panorama artístico da Azulejaria?
Gostaria que a Câmara Municipal da Moita usasse na toponímia do concelho o azulejo, como foi utilizado no Largo Conde Ferreira, na Moita, na Praça da República e no Largo da Misericórdia de Alhos Vedros, por exemplo. A durabilidade é garantida e as cores do município seriam usadas, o que traria uma mais valia estética e uma diversidade policromática que contrastaria com a uniformidade do uso das placas toponímicas em mármore.
Outra ideia seria a CMM permitir que o uso de painéis de azulejo personalizados pudessem ser utilizados como pedras tumulares do cemitério municipal para que houvesse a possibilidade de escolha entre o mármore e o azulejo. A durabilidade e montagem dos painéis em cimento armado são similares à durabilidade do mármore ou pedra, a impermeabilização é garantida e os preços seriam praticamente os mesmos praticados pelos marmoristas.
Durante alguns anos tanto a CMM como a Junta de Freguesia de Alhos Vedros e algumas coletividades e associações ofereceram azulejos individuais ou mesmo pequenos painéis de 2 ou 4 azulejos como prémios em eventos de vária ordem. Senti com pesar a perda desta tradição e a opção por outro tipo de materiais entre os quais a pirogravura. Essa descontinuidade na oferta de azulejos por estas entidades representou uma grande quebra de encomendas o que tornou ainda mais difícil a minha profissão.

Felizmente a página que publiquei na Internet e a publicidade no Google Adwords -, colmatou essa quebra porque tornou global o meu trabalho e, atualmente, recebo encomendas de todas as partes de Portugal, sendo que o Brasil está-se a tornar um bom mercado para a azulejaria clássica da Azulejaria Artística Guerreiro e será quiçá o próximo passo da Azulejaria Guerreiro a passagem da oficina de Alhos Vedros- PT, para Ribeirão Preto, SP-BR.
Portugal perde um artista mas o Brasil ganha um cidadão e eu recupero uma Pátria que fala português e onde me sinto tão ou mais português do que aqui na minha Pátria perdida entre estas pseudo uniões e, quiçá, federações europeístas com que não me identifico. Como dizia Fernando Pessoa, que depois foi cantado pelo Caetano Veloso, "A Minha Pátria é a Minha Língua", sejamos Imperialistas da Lusofonia então!

Esta foi a entrevista mais politicamente correta que consegui para "O RIO"; agradeço ao António Tapadinhas ao Brito Apolónia e aos leitores deste jornal de referência que tiveram a paciência de a ler. Obrigado.

Luís Cruz Guerreiro com estas últimas palavras poupou-nos o trabalho de fechar esta entrevista, porque já lá tem a folha de ouro que não oxida: a amizade e o reconhecimento devidos a todos os que, pelo seu trabalho, tornam o nosso país um local mais digno para se viver!
Então, que viva o Império da Lusofonia!

Nota António Tapadinhas opta por escrever na ortografia antiga

A entrevista no RIO pode ser vista aqui: http://www.orio.pt/modules/news/article.php?storyid=12072

quarta-feira, agosto 29, 2012

Entrevista de António Tapadinhas a Luís Carlos dos Santos no jornal "O RIO"


Cultura : Um Amigo que merece ser lido na entrevista de António Tapadinhas a Luís Carlos dos Santos no jornal "O RIO"

"Activista interessado como és no alargamento dos laços entre os países lusófonos, o que achas que falta fazer. O Acordo Ortográfico serviu para melhorar o relacionamento ou apenas para aumentar a confusão?Direi que sou um ativista interessado, mas não tanto como seria possível, por razões de um certo acomodamento, uma certa preguiça. A questão é a seguinte: como somos de Alhos Vedros tentamos ser cidadãos de corpo inteiro na comunidade a que pertencemos, da mesma forma que exercemos uma cidadania interessada por Portugal. Como também sentimos que a Língua Portuguesa é egrégora de mónada universal, cá estamos nós bolinando a favor, com todas as limitações que se nos reconhecem. E tudo vai sendo assim, o vento sopra e nós damos um jeito na vela. Um dia esse falado Império de amor e de serviço a que estamos fadados, virá.
O Acordo Ortográfico, com avanços e com recuos, é mais um passo no caminho certo. A confusão só existe se não se souberem fazer as coisas de maneira clara que é um pouco aquilo que os nossos dirigentes políticos estão a fazer. No fundo, estão a fazer não-fazendo, o que a mim não me perturba, porque me sinto bem nessa maneira taoista de ser. De maneira que a partir de 1 de Janeiro do próximo ano o Acordo entra definitivamente em vigor e tudo se normalizará com o tempo, com mais ou menos confusão."


Entrevista completa aqui:
http://www.orio.pt/modules/news/article.php?storyid=12035

sábado, abril 28, 2012

Reconstituição Histórica-Painel Sarzedas / Historical Reconstitution-Sarzedas Panel of Tiles


Anselmo Levita, presidente da Junta de Freguesia de Sarzedas encomendou à
Azulejaria Artística Guerreiro um painel para comemorar os 800 anos de Foral antigo de D. Sancho I, de 1212, e do Foral Manuelino de 1512, que completou na mesma data (15 de Abril) 500 anos de Foral. Esta dupla comemoração dá a esta agora aldeia, antiga Vila Condal e sede de concelho, uma importância histórica marcante para toda a Beira Interior.

Podem se lidas muitas informações sobre Sarzedas aqui neste Blog: http://sarzedense.blogspot.pt/2008_07_01_archive.html
A imagem que me foi dada a fazer foi tirada de um livro João Marinho dos Santos (Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra); "Sarzedas Vila Condal" e que resulta de uma compilação de textos que foram publicados semanalmente no jornal "Reconquista" durante dois anos.

A imagem, devido à sua fraca resolução, criou-me alguns problemas de reconhecimento do antigo edifício da Câmara Municipal de Sarzedas, que foi totalmente destruída (assim como os primeiros Paços do Concelho de Alhos Vedros, minha terra Natal, que perdeu também ela a sede de concelho para a Moita), mas como gosto de trabalhar em temas históricos com o máximo de proximidade às epócas retratadas, resolvi falar diretamente com o autor do livro.


O Dr. Marinho dos Santos, também ele Sarzedense explicou-me então que o edifício na altura da foto selecionada, era o Posto de Correios local e a toponímia em cima que dizia "Correios e Telégrafos de Sarzedas" deveria ser substituiída por "Câmara Municipal de Sarzedas". Aconselhou-me que retirasse o poste do telégrafo e a caixa de correio.

"Limpei" um pouco as paredes do edifício, acrescentei-lhe um friso Manuelino recortado e resultou este trabalho, agora exposto permanentemente no antigo local onde era a C.M. de Sarzedas e que ficou bastante bem enquadrado numa zona de relevo difícil.

Agradeço ao Sr. Anselmo Levita e a toda a comitiva da Junta de Freguesia de Sarzedas, que veio expressamente da atual aldeia de Sarzedas encomendar-me pessoalmente o painel e que também veio buscá-lo, muito próximo da data de comemoração dos dois Forais (15 de Abril) e que tão bem o souberam colocar.
Ao Dr. Marinho dos Santos deixo o meu reconhecimento e apreço, para que a realidade histórica prevalecesse e o painel ficasse mais fidedigno.

Nota final: Parece que com a fusão de freguesias proposta pelo atual governo, Sarzedas perderá também o seu estatuto de freguesia, depois de já ter perdido o estatuto de sede de Concelho e de Vila...
Assim se destrói uma parte de Portugal que tem 800 anos de história - Sarzedas - por causa de decisões impostas por estrangeiros e antipatriotas que não enxergam mais do que contabilidades e, ainda por cima, muito mal feitas!


English Version:

Anselmo Levita, Chairman of the Parish of Sarzedas commissioned a panel to AAG Artistic Tiles to celebrate the 800 years of the ancient D.Sancho I Provincial Law (Foral) from 1212 and 1512 Manueline Provincial Law, which is celebrated (500 years of "Foral") on the same day, April 15th. This double celebration now gives this village, old town and the county seat Condal, an important historical landmark for the entire Beira Interior. You can read about Sarzedas in this Blog: http://sarzedense.blogspot.pt/2008_07_01_archive.html

The image that wasselected for me to do was taken from a book by Dr. João Marinho dos Santos (Professor of the Faculty of Arts, University of Coimbra), " Sarzedas Vila Condal" that results from a compilation of texts that were published weekly in the newspaper "Reconquista" for two years. (Image 0)

The image due to its low resolution, created me some problems of recognition of the former building of the Municipality of Sarzedas, which was completely destroyed (as well as the first Town Hall in Alhos Vedros, my hometown, which also lost its seat to Moita for the county), but I like to work on historical subjects with maximum proximity to the times portrayed,so I decided to speak directly with the author of the book.

Dr. Marinho dos Santos, also a Sarzedense, explained to me that the building at the time of the photo in the book was the Post Office site and on top that said "Sarzedas Posts and Telegraphs" should be replaced with "Sarzedas City Hall". He advised me to withdraw from the telegraph pole and mailbox. (Image1)

"I cleaned up" a bit the walls of the building, it added a Manueline cut border and resulted the work that is now permanently displayed in the old place where was the Sarzedas town hall and that was very well framed. (Image2)

I thank Mr. Anselmo Levita and the whole entourage of the Parish of Sarzedas who came expressly from the present village of Sarzedas, who personally ordered me the panel and who also came for him, very close to the date of celebration of the two Provincials- forais (April 15th) and that they knew so well .

Dr. Marinho dos Santos, I leave my gratitude and appreciation for the historical reality prevailed and for the panel more reliability.

Final note: It seems that with the proposed merger of parishes by the current government, Sarzedas will also lose its status as a parish, having already lost its status as the seat of County and Town ...
Once you destroy a part of Portugal which has 800 years of history - Sarzedas - because of decisions imposed by foreigners and unpatriotic people who do not see more than accounting, and moreover, very poorly made! (Images 3, 4 and 5)

Luís Cruz Guerreiro

sexta-feira, abril 27, 2012

Painéis Toponímicos-"Espaço Aberto Educação Infantil"-São Paulo-Brasil

Mônica Terreiro de Souza é de São Paulo, Brasil. Viu ó meu trabalho através da minha página: www.azulejariaguerreiro.com e pretendia substituir a toponimia da escola "Espaço Aberto Educação Infantil" que estava assim...
Depois de contactos por e-mail e de lhe enviar uma previsão em esboço digital do painel, escolheu esta opção...

A Mônica e o seu marido aproveitaram a viagem que fizeram pela Europa e na passagem por Portugal levaram o painel que chegou ao Brasil muito bem acondicionado e sem quebras.
O marido da Mônica, disse-me que iria ele próprio assentar os azulejos.
Recomendei-lhe que os embutisse na parede, deixando apenas à superfície a face vidrada que é impermeável e até pode ser limpa com diluente sintético se for "pixada"...

As recomendações que dei foram aceites e o painel ficou muito bem embutido, parabéns ao mestre assentador de azulejos brasileiro!
Eis uma vista de outro ângulo e também o nº 296 que foi feito em azulejo manufaturado...

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

COMUNICADO da AZULEJARIA ARTÍSTICA GUERREIRO

A Azulejaria Artística Guerreiro devido ao aumento da eletricidade, avisa os clientes que as cozeduras passam de mensais para bimestrais.

Pede-se que façam as encomendas antecipadamente se tiverem datas precisas de entrega. A responsabilidade desta medida da AAG de poupança energética é uma medida drástica na tentativa de salvar esta Arte do Fogo e salvaguardar esta mestria ancestral da Arte tradicional do Azulejo vidrado e pintado à mão na técnica majólica tradicional portuguesa que a Azulejaria Artística Guerreiro preserva e pratica desde 1989.

A minha Oficina de azulejaria artística não tem apoios do poder local nem nacional, ao contrário de outras concorrentes no distrito de Setúbal, que têm apoio dos governos locais e que podem assim continuar a existir mesmo tendo ido à falência.

Agradece-se a compreensão de todos os clientes e amigos da AAG.

The AAG Artistic Tiles due to increased electricity, warns customers that are burning for a month to two months.

Please make your orders in advance if they have accurate delivery dates. Responsibility for measurement of energy savings AAG is a drastic step in trying to save this Firemaking and safeguard this mastery of the ancient art of traditional tile glaze and hand painted in traditional Portuguese majolica technique that preserves AAG Artistic Tiles and practice since 1989.

My Art Workshop tiles do not have support of local or national level, unlike other competitors in the district of Setúbal, which have the support of local governments and may well continue to exist even having gone bankrupt.

I appreciate the understanding of all clients and friends of AAG.


Luís Cruz Guerreiro

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Restauro do Painel da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros

Em 2000 fiz um painel para a Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, para comemorar os seus 500 anos de fundação.

Passei por lá há pouco tempo e vi que tinham caído alguns azulejos, o que só poderia ser devido à sua má colocação na parede.

Apresentei um projeto de restauro integral do painel com colocação embutida pelo Mestre Gil, perito na arte de assentar azulejos, que recomendo sempre aos meus clientes.

O projeto foi aceite e neste passado domingo, o painel foi colocado com perfeição e garantia de durabilidade.

Os preços do painel e da colocação foram feitos na referencia dos preços praticados antes da entrada no Euro, quando foi feito o primeiro painel.
Esse preço simbólico foi a minha forma e do Sr. Gil, de ajudar essa nobre instituição que tanto ajuda os Alhos Vedrenses e toda a população do atual concelho da Moita.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Capitão Bacalhau na Revista Brasileira "Tarja Preta"

Fiz uma História em Quadrinhos para a revista carioca "Tarja Preta" com o Capitão Bacalhau e o Capitão Presença que está a estourar no Brasil, podem ver aqui a entrevista completa ao editor Matias Maxx, que saiu na revista VICE!



"Se tem uma coisa pra qual a maconha funcionou no Brasil, foi pra HQ. Prova disso é a sétima edição da Tarja Preta, que acabou de sair juntando centenas de quadrinhos chapados e dois anos depois da #6. Pressa pra quê, não é mesmo, pessoal? Na brochura de lombada tipo livro e capa mais resistente vem o garoto-propaganda Capitão Presença e montes de histórias inéditas de quadrinistas do Rio Grande do Sul ao Maranhão, além da matéria póstuma mais legal jamais feita sobre o Speed Freaks. E sequelas, afinal… A seguir o que o Matias Max, um dos editores, tem a falar sobre esse presente que acaba de coroar um ano bem do esquisito. A saber: graças a essa chiqueza toda agora ele tá devendo R$ 10 mil pra gráfica.



Que ano foi esse, hein? Passeata da Maconha dixavada, primaveras, cânceres, assassinatos de ambientalistas, homofobia brasileira trincando no UFC, polícia, nazis… Mas aí a boa notícia: LANÇOU A TARJA PRETA 7! O que falta agora, nessa reta final pro brasileiro 2011?


A Tarja Preta é o grande monolito dos quadrinhos brasileiros. Ela está presente em todos os grandes avanços ou retrocessos recentes da humanidade. Sei lá, quando a gente começou em 2004, a gente não tinha quadrinhos nem na banca, nem na livrarias, nem em lugar nenhum. A parada rolava praticamente só na Internet, e na época não tinha nem iPad pra galera poder ler cagando. Hoje em dia você tem uma porrada de publicações e um monte de quadrinhista sendo publicados por editoras grandes, e também um monte de novas editoras. Mas acho que no geral o povo tá mais careta e bunda mole do que nunca. E acho que mais do que nunca é importante a Tarja Preta estar na pista pra provar que não existe limite pro humor, e que independente da posição política de cada um, temos que militar contra a caretice e pela liberdade de expressão.


Mas por que tanta demora da sexta pra sétima? Tudo bem que ela tá mais bonita e tal, impressão mais chique…


Então, quando começamos a colocar a marca Tarja Preta na pista, em 2003, éramos jovens, solteiros e desempregados. Daí fizemos duas animações e um curtinha nesse ano. Em 2004 lançamos três revistas, no intervalo de dois meses cada… Daí em 2005 saiu mais uma e em 2006 eu abri a La Cucaracha — e aí fudeu, as revistas passaram de bimestrais para bienais. Porque apesar de alguns babacas acharem que eu estou rico, estou é enrolado pra cacete com essa vida de pequeno empresário… Enfim, voltando à Tarja Preta, o lance é que ela envolve muita gente, muitos colaboradores, ninguém entrega no prazo… Aí eu praticamente tenho que esperar todo mundo entregar suas histórias para começar a vender os anúncios e orquestrar os lançamentos. Antigamente eu que fazia praticamente a porra toda sozinho, mas desde a última edição o Juca e o Daniel Paiva, que são os outros editores, começaram a me ajudar com a diagramação, porque nesses 8 anos o malandro do Juca fez DUAS faculdades (Jornalismo e Design) e não tinha escapatória pra diagramar a parada. Mas é foda, anteontem eu tava folheando a revista no lugar mais adequado (o trono) e percebi que nesse atraso todo a gente acabou esquecendo uma HQ inédita do Adão Iturrusgarai, na qual ele conta uma história em que o Otto Guerra vai num peep show e enfia a mão na porra. Puta sequela dos três!!!


A tiragem continuam em “5 mil porque você é louco”? [ele disse isso na última vez que falou com a VICE]


Nessa aqui a gente deu uma maneirada — imprimimos 2 mil só. Mas numa qualidade super melhor, num formato de livrinho, mais durável e competitivo, para fazer bonito nas livrarias. Mas o que vi nesta última Comicon é que apesar de todas as outras publicações também estarem com uma alta excelência gráfica — Golden Shower, Prego, Kowaslski, a maioria imprime menos de mil exemplares. Então a gente continua sendo os visionários loucos e endividados.


Fora que tem uma página + duas histórias inteiras repetidas, entre as folhas 99 e 114. E história do Schiavon recomeçando do meio, achei isso genial, a sensação de dejavú sentida mesmo que sóbrio. Parabéns!


Acho que você foi premiado com uma revista cagada da gráfica, porque a 99 é uma HQ do Schiavon, depois vem a do MZK e a do Guazelli que termina na 114. Guarda essa edição que daqui a uma década pode valer mais que as outras no eBay! [Risos] Sequela, sequela mesmo nesta edição foi a gente ter esqeucido a HQ do Adão. Vacilo nosso que estou revelando com exclusividade para a VICE. Ainda nem contei pro Adão, mas ele tá na Patagônia mesmo e vai demorar pra ver a revista [Risos]


É impressão minha ou a revista é quase inteira composta por trabalhos de cariocas e gaúchos, com poucos paulistas? Puta sacada também!


Cara, a gente sempre teve a maioria dos nossos colaboradores baseados no Rio, Sampa e Porto Alegre. Mas nesta edição tem o Bruno Azevêdo, do Maranhão, o Luiz Guerreiro, de Portugal (que faz quadrinhos em azulejos, dá pra acreditar???), o Pablo Carranza, que também é do Nordeste, o Rômolo, de Curitiba, e o Gomez e o Evandro, que são do Planalto Central. De Sampa tem o MZK e o Schiavon, que são o nosso time de ouro, mais o ETE — que na real é de Campinas. Podes crer, nunca tinha pensado por esse lado, na real tem um monte de gente que colabora pra Tarja que mora ou morou em Sampa, mas poucos que são de lá de verdade. Faz sentido, se você for ligar na MTV em qualquer época, você vê um monte de bandas que se mudaram pra Sampa pra fazer a carreira, mas que na real são de outras partes do país. Aliás, qual a última banda legal que saiu de São Paulo mesmo??? O IRA?? [Muitos risos]


E esse elenco todo, é tudo na broderagem?


Tudo na broderagem. Se eu tivesse pago os colaboradores nas primeiras edições, infelizmente jamais poderíamos ter vendido a R$2 ou R$5. O mercado de quadrinhos é ingrato pra cacete. Pra tu ver, as únicas pessoas dos quadrinhos que se deram bem foram fazendo outras coisas, como o Mutarelli — que virou autor, ator e cineasta. Quando a Tarja era mais vagabunda e barata, a gente enfrentou vários problemas de distribuição, pois ninguém queria distribuir uma revista em que tivesse uma margem de lucro pequena. A nossa ideia agora, que a revista tem uma qualidade melhor e um preço de capa maior , é juntar uma grana para pagar a galera, nem que seja fazendo um churrasconha maneiro. A gente também tá lançando uma linha de camisetas, que por enquanto tem estampas do Danilo, do Capitão Presença e do MZK. Nesse produto, como rola uma margem de lucro maior, os artistas são remunerados. Mas sei lá, o que eu vejo é que na maioria das vezes os artistas precisam de veículos como a Tarja para desovar suas HQs e conquistarem fãs, pra depois juntar todo esse material e vender para uma editora em forma de álbum. Mas ainda assim, eu sempre ouço reclamação."

Pra comprar a sua, clique aqui.


ENTREVISTA POR BRUNO B. SORAGGI

IMAGENS: REPRODUÇÃO

domingo, setembro 04, 2011

Encontro Novos Caminhos para a BD no CNBDI-Amadora-O Filme-Parte 1

Às Quintas Falamos de BD, que o CNBDI organizou desde Fevereiro de 2011 até Maio, todas as últimas quintas-feiras de cada mês. No dia 25 de Maio contou com a participação de Luís Guerreiro, azulejista artístico, os autores João Amaral, José Pires e José Ruy e os divulgadores de BD Nuno Amado e Nuno Neves.

Neste encontro de Maio pretendeu-se abordar os vários processos de criação artística da banda desenhada, através da exploração das diversas formas de fazer BD e ferramentas disponíveis, apresentando os diferentes suportes que os autores escolheram para as suas narrativas gráficas.
 
Aqui está a primeira parte do evento, filmado pela Tina, minha esposa.

quarta-feira, agosto 17, 2011

Veja as Diferenças nos Painéis "Adega Alvarez"


Se compararem estes dois painéis irão encontrar algumas diferenças.
O painel "A" é o primeiro que fiz para o Julião, depois ele exigiu que tirasse a árvore e acrescentei algumas figuras no painel "B".
O vestuário das personagens passou dos anos 1950, para os princípios do séc. 20

Adega Alvarez em Alta Definição


Clique para ampliar

A Adega Alvarez, mais conhecida como Adega Martinho, esta é a reconstituição histórica duma das mais conhecidas tabernas de Alhos Vedros, infelizmente este painel ficou completamente destruido devido a um incêndio que consumiu este edifício, resta apenas esta imagem que recorda os tempos aureos desta taberna em princípios do séc.20.
Publico esta imagem especialmente para que se possam observar os pormenores desse painel que infelizmente ardeu junto com a Adega.

terça-feira, agosto 16, 2011

O Original e a Cópia

Uma cliente da Amadora, pediu-me que fizesse uma cópia deste painel toponímico, eis o resultado:

sexta-feira, julho 22, 2011

Exposição Na Sede dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste-Barreiro

Depois de fazer dois painéis para a corporação Bombeiros Voluntários Sul e Sueste do Barreiro, fui convidado para realizar uma Exposição integrada nas comemorações do seu 117º aniversário que se cumpre no dia 23-07-2011.


Espero que esta corporação tenha mais 100 anos, (pelo menos...) de continuação do excelente trabalho voluntário de serviço público que vem vindo a praticar e que continua e continuará a praticar, e também que esta Exposição seja do agrado de todos.




















Luís Cruz Guerreiro

sexta-feira, julho 01, 2011

Feira do Livro de Alhos Vedros-Apresentação da Revista "Aventuras de Jerílio no séc.25"

Amanhã, sábado, a partir das 20h, vou apresentar a minha revista "Aventuras de Jerílio no séc. 25-1º episódio-Tudo Começou em Máfio".
Quem comprar a revista na 40ª Feira do Livro de Alhos Vedros, além dum autógrafo personalizado na revista, que é numerada e da qual apenas mandei imprimir 200 exemplares (dos quais restam menos de 60) terá direito a uma bandana desenhada por mim ao vivo. Esta apresentação será na Feira do Livro de Alhos Vedros, iniciativa que o Leonel Coelho tem promovido desde 1971 e onde ele vai lançar o livro «Cinco Meninas».

quarta-feira, junho 15, 2011

A Minha Participação na V Bienal de Pintura de Pequeno Formato-2011

Participei nesta Bienal com um trabalho em azulejo manufaturado, com pintura sobre vidrado crú colorida.
O tema é uma derivação das Cidades Flutuantes, feito em 1998. Neste caso a Cidade Flutuante é Alhos Vedros com os seus monumentos mais emblemáticos, como o Pelourinho, a Igreja Matriz, os antigos Paços do Concelho, etc.

A exposição deste e de todos os outros trabalhos está patente no Moinho de Maré de Alhos Vedros, (também ele retratado na minha pintura) até ao fim do mês de julho.
O Moinho de Maré fica situado no Cais Velho de Alhos Vedros.

terça-feira, maio 24, 2011

Encontro Novos Caminhos para a BD no CNBDI-Amadora

O convite da Câmara Municipal da Amadora, pelo vereador do Pelouro da Cultura, Sr. António Moreira foi formalizado e vou por isso participar nesta conferência falando sobre novos suportes para a BD e mostrando a minha BD em azulejos "Aventuras de Jerílio no séc. 25-1º episódio-Tudo Começou em Máfio"
O Mestre José Ruy, grande desenhador de BD português, falou com a Drª Cristina Gouveia, diretora do CNBDI sobre o meu trabalho de BD em azulejo, que teve a gentileza de me convidar para esta conferência.

Agradeço a ambos, também ao vereador da Cultura e ao Presidente da Câmara tão amável convite e espero que a minha participação seja positiva e motivadora para implementar e consolidar o gosto de todos pela 9ª Arte, a Banda Desenhada ou História em Quadrinhos como me apraz designá-la.

Luís Cruz Guerreiro

"Caros Amigos,

No próximo dia 26 de Maio, pelas 21h00, no CNBDI, realiza-se o Encontro Novos Caminhos para a BD.

Esta iniciativa encerra o programa de encontros Às Quintas Falamos de BD, que o CNBDI organiza desde Fevereiro todas as últimas quintas-feiras de cada mês e conta com a participação de Luís Cruz Guerreiro, azulejista artístico, e os autores João Amaral, José Pires e José Ruy e os divulgadores de BD Nuno Amado e Nuno Neves.

Neste encontro de Maio pretende-seabordar os vários processos de criação artística da banda desenhada, através da exploração das diversas formas de fazer BD e ferramentas disponíveis,
apresentando os diferentes suportes que os autores escolheram para as suas narrativas gráficas.

Na próxima 5ª feira convidamo-lo a tomar café connosco.


Apareça,contamos consigo."