quarta-feira, agosto 29, 2012
Entrevista de António Tapadinhas a Luís Carlos dos Santos no jornal "O RIO"
Cultura : Um Amigo que merece ser lido na entrevista de António Tapadinhas a Luís Carlos dos Santos no jornal "O RIO"
"Activista interessado como és no alargamento dos laços entre os países lusófonos, o que achas que falta fazer. O Acordo Ortográfico serviu para melhorar o relacionamento ou apenas para aumentar a confusão?Direi que sou um ativista interessado, mas não tanto como seria possível, por razões de um certo acomodamento, uma certa preguiça. A questão é a seguinte: como somos de Alhos Vedros tentamos ser cidadãos de corpo inteiro na comunidade a que pertencemos, da mesma forma que exercemos uma cidadania interessada por Portugal. Como também sentimos que a Língua Portuguesa é egrégora de mónada universal, cá estamos nós bolinando a favor, com todas as limitações que se nos reconhecem. E tudo vai sendo assim, o vento sopra e nós damos um jeito na vela. Um dia esse falado Império de amor e de serviço a que estamos fadados, virá.
O Acordo Ortográfico, com avanços e com recuos, é mais um passo no caminho certo. A confusão só existe se não se souberem fazer as coisas de maneira clara que é um pouco aquilo que os nossos dirigentes políticos estão a fazer. No fundo, estão a fazer não-fazendo, o que a mim não me perturba, porque me sinto bem nessa maneira taoista de ser. De maneira que a partir de 1 de Janeiro do próximo ano o Acordo entra definitivamente em vigor e tudo se normalizará com o tempo, com mais ou menos confusão."
Entrevista completa aqui:http://www.orio.pt/modules/news/article.php?storyid=12035
sábado, abril 28, 2012
Reconstituição Histórica-Painel Sarzedas / Historical Reconstitution-Sarzedas Panel of Tiles
Anselmo Levita, presidente da Junta de Freguesia de Sarzedas encomendou à
Azulejaria Artística Guerreiro um painel para comemorar os 800 anos de Foral antigo de D. Sancho I, de 1212, e do Foral Manuelino de 1512, que completou na mesma data (15 de Abril) 500 anos de Foral. Esta dupla comemoração dá a esta agora aldeia, antiga Vila Condal e sede de concelho, uma importância histórica marcante para toda a Beira Interior.
Podem se lidas muitas informações sobre Sarzedas aqui neste Blog: http://sarzedense.blogspot.pt/2008_07_01_archive.html
A imagem, devido à sua fraca resolução, criou-me alguns problemas de reconhecimento do antigo edifício da Câmara Municipal de Sarzedas, que foi totalmente destruída (assim como os primeiros Paços do Concelho de Alhos Vedros, minha terra Natal, que perdeu também ela a sede de concelho para a Moita), mas como gosto de trabalhar em temas históricos com o máximo de proximidade às epócas retratadas, resolvi falar diretamente com o autor do livro.
O Dr. Marinho dos Santos, também ele Sarzedense explicou-me então que o edifício na altura da foto selecionada, era o Posto de Correios local e a toponímia em cima que dizia "Correios e Telégrafos de Sarzedas" deveria ser substituiída por "Câmara Municipal de Sarzedas". Aconselhou-me que retirasse o poste do telégrafo e a caixa de correio.
"Limpei" um pouco as paredes do edifício, acrescentei-lhe um friso Manuelino recortado e resultou este trabalho, agora exposto permanentemente no antigo local onde era a C.M. de Sarzedas e que ficou bastante bem enquadrado numa zona de relevo difícil.
Ao Dr. Marinho dos Santos deixo o meu reconhecimento e apreço, para que a realidade histórica prevalecesse e o painel ficasse mais fidedigno.
Nota final: Parece que com a fusão de freguesias proposta pelo atual governo, Sarzedas perderá também o seu estatuto de freguesia, depois de já ter perdido o estatuto de sede de Concelho e de Vila...
English Version:
Anselmo Levita, Chairman of the Parish of Sarzedas commissioned a panel to AAG Artistic Tiles to celebrate the 800 years of the ancient D.Sancho I Provincial Law (Foral) from 1212 and 1512 Manueline Provincial Law, which is celebrated (500 years of "Foral") on the same day, April 15th. This double celebration now gives this village, old town and the county seat Condal, an important historical landmark for the entire Beira Interior. You can read about Sarzedas in this Blog: http://sarzedense.blogspot.pt/2008_07_01_archive.html
The image that wasselected for me to do was taken from a book by Dr. João Marinho dos Santos (Professor of the Faculty of Arts, University of Coimbra), " Sarzedas Vila Condal" that results from a compilation of texts that were published weekly in the newspaper "Reconquista" for two years. (Image 0)
The image due to its low resolution, created me some problems of recognition of the former building of the Municipality of Sarzedas, which was completely destroyed (as well as the first Town Hall in Alhos Vedros, my hometown, which also lost its seat to Moita for the county), but I like to work on historical subjects with maximum proximity to the times portrayed,so I decided to speak directly with the author of the book.
Dr. Marinho dos Santos, also a Sarzedense, explained to me that the building at the time of the photo in the book was the Post Office site and on top that said "Sarzedas Posts and Telegraphs" should be replaced with "Sarzedas City Hall". He advised me to withdraw from the telegraph pole and mailbox. (Image1)
"I cleaned up" a bit the walls of the building, it added a Manueline cut border and resulted the work that is now permanently displayed in the old place where was the Sarzedas town hall and that was very well framed. (Image2)
I thank Mr. Anselmo Levita and the whole entourage of the Parish of Sarzedas who came expressly from the present village of Sarzedas, who personally ordered me the panel and who also came for him, very close to the date of celebration of the two Provincials- forais (April 15th) and that they knew so well .
Dr. Marinho dos Santos, I leave my gratitude and appreciation for the historical reality prevailed and for the panel more reliability.
Final note: It seems that with the proposed merger of parishes by the current government, Sarzedas will also lose its status as a parish, having already lost its status as the seat of County and Town ...
Once you destroy a part of Portugal which has 800 years of history - Sarzedas - because of decisions imposed by foreigners and unpatriotic people who do not see more than accounting, and moreover, very poorly made! (Images 3, 4 and 5)
Luís Cruz Guerreiro
sexta-feira, abril 27, 2012
Painéis Toponímicos-"Espaço Aberto Educação Infantil"-São Paulo-Brasil
Mônica Terreiro de Souza é de São Paulo, Brasil. Viu ó meu trabalho através da minha página: www.azulejariaguerreiro.com e pretendia substituir a toponimia da escola "Espaço Aberto Educação Infantil" que estava assim...
Depois de contactos por e-mail e de lhe enviar uma previsão em esboço digital do painel, escolheu esta opção...
A Mônica e o seu marido aproveitaram a viagem que fizeram pela Europa e na passagem por Portugal levaram o painel que chegou ao Brasil muito bem acondicionado e sem quebras.
O marido da Mônica, disse-me que iria ele próprio assentar os azulejos.
Recomendei-lhe que os embutisse na parede, deixando apenas à superfície a face vidrada que é impermeável e até pode ser limpa com diluente sintético se for "pixada"...
As recomendações que dei foram aceites e o painel ficou muito bem embutido, parabéns ao mestre assentador de azulejos brasileiro!
Eis uma vista de outro ângulo e também o nº 296 que foi feito em azulejo manufaturado...
Depois de contactos por e-mail e de lhe enviar uma previsão em esboço digital do painel, escolheu esta opção...
A Mônica e o seu marido aproveitaram a viagem que fizeram pela Europa e na passagem por Portugal levaram o painel que chegou ao Brasil muito bem acondicionado e sem quebras.
O marido da Mônica, disse-me que iria ele próprio assentar os azulejos.
Recomendei-lhe que os embutisse na parede, deixando apenas à superfície a face vidrada que é impermeável e até pode ser limpa com diluente sintético se for "pixada"...
As recomendações que dei foram aceites e o painel ficou muito bem embutido, parabéns ao mestre assentador de azulejos brasileiro!
Eis uma vista de outro ângulo e também o nº 296 que foi feito em azulejo manufaturado...
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
COMUNICADO da AZULEJARIA ARTÍSTICA GUERREIRO
A Azulejaria Artística Guerreiro devido ao aumento da eletricidade, avisa os clientes que as cozeduras passam de mensais para bimestrais.
Pede-se que façam as encomendas antecipadamente se tiverem datas precisas de entrega. A responsabilidade desta medida da AAG de poupança energética é uma medida drástica na tentativa de salvar esta Arte do Fogo e salvaguardar esta mestria ancestral da Arte tradicional do Azulejo vidrado e pintado à mão na técnica majólica tradicional portuguesa que a Azulejaria Artística Guerreiro preserva e pratica desde 1989.
A minha Oficina de azulejaria artística não tem apoios do poder local nem nacional, ao contrário de outras concorrentes no distrito de Setúbal, que têm apoio dos governos locais e que podem assim continuar a existir mesmo tendo ido à falência.
Agradece-se a compreensão de todos os clientes e amigos da AAG.
The AAG Artistic Tiles due to increased electricity, warns customers that are burning for a month to two months.
Please make your orders in advance if they have accurate delivery dates. Responsibility for measurement of energy savings AAG is a drastic step in trying to save this Firemaking and safeguard this mastery of the ancient art of traditional tile glaze and hand painted in traditional Portuguese majolica technique that preserves AAG Artistic Tiles and practice since 1989.
My Art Workshop tiles do not have support of local or national level, unlike other competitors in the district of Setúbal, which have the support of local governments and may well continue to exist even having gone bankrupt.
I appreciate the understanding of all clients and friends of AAG.
Luís Cruz Guerreiro
Pede-se que façam as encomendas antecipadamente se tiverem datas precisas de entrega. A responsabilidade desta medida da AAG de poupança energética é uma medida drástica na tentativa de salvar esta Arte do Fogo e salvaguardar esta mestria ancestral da Arte tradicional do Azulejo vidrado e pintado à mão na técnica majólica tradicional portuguesa que a Azulejaria Artística Guerreiro preserva e pratica desde 1989.
A minha Oficina de azulejaria artística não tem apoios do poder local nem nacional, ao contrário de outras concorrentes no distrito de Setúbal, que têm apoio dos governos locais e que podem assim continuar a existir mesmo tendo ido à falência.
Agradece-se a compreensão de todos os clientes e amigos da AAG.
The AAG Artistic Tiles due to increased electricity, warns customers that are burning for a month to two months.
Please make your orders in advance if they have accurate delivery dates. Responsibility for measurement of energy savings AAG is a drastic step in trying to save this Firemaking and safeguard this mastery of the ancient art of traditional tile glaze and hand painted in traditional Portuguese majolica technique that preserves AAG Artistic Tiles and practice since 1989.
My Art Workshop tiles do not have support of local or national level, unlike other competitors in the district of Setúbal, which have the support of local governments and may well continue to exist even having gone bankrupt.
I appreciate the understanding of all clients and friends of AAG.
Luís Cruz Guerreiro
quarta-feira, dezembro 07, 2011
Restauro do Painel da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros
Em 2000 fiz um painel para a Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, para comemorar os seus 500 anos de fundação.
Passei por lá há pouco tempo e vi que tinham caído alguns azulejos, o que só poderia ser devido à sua má colocação na parede.
Apresentei um projeto de restauro integral do painel com colocação embutida pelo Mestre Gil, perito na arte de assentar azulejos, que recomendo sempre aos meus clientes.
O projeto foi aceite e neste passado domingo, o painel foi colocado com perfeição e garantia de durabilidade.
Os preços do painel e da colocação foram feitos na referencia dos preços praticados antes da entrada no Euro, quando foi feito o primeiro painel.
Esse preço simbólico foi a minha forma e do Sr. Gil, de ajudar essa nobre instituição que tanto ajuda os Alhos Vedrenses e toda a população do atual concelho da Moita.
Passei por lá há pouco tempo e vi que tinham caído alguns azulejos, o que só poderia ser devido à sua má colocação na parede.
Apresentei um projeto de restauro integral do painel com colocação embutida pelo Mestre Gil, perito na arte de assentar azulejos, que recomendo sempre aos meus clientes.
O projeto foi aceite e neste passado domingo, o painel foi colocado com perfeição e garantia de durabilidade.
Os preços do painel e da colocação foram feitos na referencia dos preços praticados antes da entrada no Euro, quando foi feito o primeiro painel.
Esse preço simbólico foi a minha forma e do Sr. Gil, de ajudar essa nobre instituição que tanto ajuda os Alhos Vedrenses e toda a população do atual concelho da Moita.
quinta-feira, novembro 10, 2011
Capitão Bacalhau na Revista Brasileira "Tarja Preta"
Fiz uma História em Quadrinhos para a revista carioca "Tarja Preta" com o Capitão Bacalhau e o Capitão Presença que está a estourar no Brasil, podem ver aqui a entrevista completa ao editor Matias Maxx, que saiu na revista VICE!
"Se tem uma coisa pra qual a maconha funcionou no Brasil, foi pra HQ. Prova disso é a sétima edição da Tarja Preta, que acabou de sair juntando centenas de quadrinhos chapados e dois anos depois da #6. Pressa pra quê, não é mesmo, pessoal? Na brochura de lombada tipo livro e capa mais resistente vem o garoto-propaganda Capitão Presença e montes de histórias inéditas de quadrinistas do Rio Grande do Sul ao Maranhão, além da matéria póstuma mais legal jamais feita sobre o Speed Freaks. E sequelas, afinal… A seguir o que o Matias Max, um dos editores, tem a falar sobre esse presente que acaba de coroar um ano bem do esquisito. A saber: graças a essa chiqueza toda agora ele tá devendo R$ 10 mil pra gráfica.
Que ano foi esse, hein? Passeata da Maconha dixavada, primaveras, cânceres, assassinatos de ambientalistas, homofobia brasileira trincando no UFC, polícia, nazis… Mas aí a boa notícia: LANÇOU A TARJA PRETA 7! O que falta agora, nessa reta final pro brasileiro 2011?
A Tarja Preta é o grande monolito dos quadrinhos brasileiros. Ela está presente em todos os grandes avanços ou retrocessos recentes da humanidade. Sei lá, quando a gente começou em 2004, a gente não tinha quadrinhos nem na banca, nem na livrarias, nem em lugar nenhum. A parada rolava praticamente só na Internet, e na época não tinha nem iPad pra galera poder ler cagando. Hoje em dia você tem uma porrada de publicações e um monte de quadrinhista sendo publicados por editoras grandes, e também um monte de novas editoras. Mas acho que no geral o povo tá mais careta e bunda mole do que nunca. E acho que mais do que nunca é importante a Tarja Preta estar na pista pra provar que não existe limite pro humor, e que independente da posição política de cada um, temos que militar contra a caretice e pela liberdade de expressão.
Mas por que tanta demora da sexta pra sétima? Tudo bem que ela tá mais bonita e tal, impressão mais chique…
Então, quando começamos a colocar a marca Tarja Preta na pista, em 2003, éramos jovens, solteiros e desempregados. Daí fizemos duas animações e um curtinha nesse ano. Em 2004 lançamos três revistas, no intervalo de dois meses cada… Daí em 2005 saiu mais uma e em 2006 eu abri a La Cucaracha — e aí fudeu, as revistas passaram de bimestrais para bienais. Porque apesar de alguns babacas acharem que eu estou rico, estou é enrolado pra cacete com essa vida de pequeno empresário… Enfim, voltando à Tarja Preta, o lance é que ela envolve muita gente, muitos colaboradores, ninguém entrega no prazo… Aí eu praticamente tenho que esperar todo mundo entregar suas histórias para começar a vender os anúncios e orquestrar os lançamentos. Antigamente eu que fazia praticamente a porra toda sozinho, mas desde a última edição o Juca e o Daniel Paiva, que são os outros editores, começaram a me ajudar com a diagramação, porque nesses 8 anos o malandro do Juca fez DUAS faculdades (Jornalismo e Design) e não tinha escapatória pra diagramar a parada. Mas é foda, anteontem eu tava folheando a revista no lugar mais adequado (o trono) e percebi que nesse atraso todo a gente acabou esquecendo uma HQ inédita do Adão Iturrusgarai, na qual ele conta uma história em que o Otto Guerra vai num peep show e enfia a mão na porra. Puta sequela dos três!!!
A tiragem continuam em “5 mil porque você é louco”? [ele disse isso na última vez que falou com a VICE]
Nessa aqui a gente deu uma maneirada — imprimimos 2 mil só. Mas numa qualidade super melhor, num formato de livrinho, mais durável e competitivo, para fazer bonito nas livrarias. Mas o que vi nesta última Comicon é que apesar de todas as outras publicações também estarem com uma alta excelência gráfica — Golden Shower, Prego, Kowaslski, a maioria imprime menos de mil exemplares. Então a gente continua sendo os visionários loucos e endividados.
Fora que tem uma página + duas histórias inteiras repetidas, entre as folhas 99 e 114. E história do Schiavon recomeçando do meio, achei isso genial, a sensação de dejavú sentida mesmo que sóbrio. Parabéns!
Acho que você foi premiado com uma revista cagada da gráfica, porque a 99 é uma HQ do Schiavon, depois vem a do MZK e a do Guazelli que termina na 114. Guarda essa edição que daqui a uma década pode valer mais que as outras no eBay! [Risos] Sequela, sequela mesmo nesta edição foi a gente ter esqeucido a HQ do Adão. Vacilo nosso que estou revelando com exclusividade para a VICE. Ainda nem contei pro Adão, mas ele tá na Patagônia mesmo e vai demorar pra ver a revista [Risos]
É impressão minha ou a revista é quase inteira composta por trabalhos de cariocas e gaúchos, com poucos paulistas? Puta sacada também!
Cara, a gente sempre teve a maioria dos nossos colaboradores baseados no Rio, Sampa e Porto Alegre. Mas nesta edição tem o Bruno Azevêdo, do Maranhão, o Luiz Guerreiro, de Portugal (que faz quadrinhos em azulejos, dá pra acreditar???), o Pablo Carranza, que também é do Nordeste, o Rômolo, de Curitiba, e o Gomez e o Evandro, que são do Planalto Central. De Sampa tem o MZK e o Schiavon, que são o nosso time de ouro, mais o ETE — que na real é de Campinas. Podes crer, nunca tinha pensado por esse lado, na real tem um monte de gente que colabora pra Tarja que mora ou morou em Sampa, mas poucos que são de lá de verdade. Faz sentido, se você for ligar na MTV em qualquer época, você vê um monte de bandas que se mudaram pra Sampa pra fazer a carreira, mas que na real são de outras partes do país. Aliás, qual a última banda legal que saiu de São Paulo mesmo??? O IRA?? [Muitos risos]
E esse elenco todo, é tudo na broderagem?
Tudo na broderagem. Se eu tivesse pago os colaboradores nas primeiras edições, infelizmente jamais poderíamos ter vendido a R$2 ou R$5. O mercado de quadrinhos é ingrato pra cacete. Pra tu ver, as únicas pessoas dos quadrinhos que se deram bem foram fazendo outras coisas, como o Mutarelli — que virou autor, ator e cineasta. Quando a Tarja era mais vagabunda e barata, a gente enfrentou vários problemas de distribuição, pois ninguém queria distribuir uma revista em que tivesse uma margem de lucro pequena. A nossa ideia agora, que a revista tem uma qualidade melhor e um preço de capa maior , é juntar uma grana para pagar a galera, nem que seja fazendo um churrasconha maneiro. A gente também tá lançando uma linha de camisetas, que por enquanto tem estampas do Danilo, do Capitão Presença e do MZK. Nesse produto, como rola uma margem de lucro maior, os artistas são remunerados. Mas sei lá, o que eu vejo é que na maioria das vezes os artistas precisam de veículos como a Tarja para desovar suas HQs e conquistarem fãs, pra depois juntar todo esse material e vender para uma editora em forma de álbum. Mas ainda assim, eu sempre ouço reclamação."
Pra comprar a sua, clique aqui.
ENTREVISTA POR BRUNO B. SORAGGI
IMAGENS: REPRODUÇÃO
"Se tem uma coisa pra qual a maconha funcionou no Brasil, foi pra HQ. Prova disso é a sétima edição da Tarja Preta, que acabou de sair juntando centenas de quadrinhos chapados e dois anos depois da #6. Pressa pra quê, não é mesmo, pessoal? Na brochura de lombada tipo livro e capa mais resistente vem o garoto-propaganda Capitão Presença e montes de histórias inéditas de quadrinistas do Rio Grande do Sul ao Maranhão, além da matéria póstuma mais legal jamais feita sobre o Speed Freaks. E sequelas, afinal… A seguir o que o Matias Max, um dos editores, tem a falar sobre esse presente que acaba de coroar um ano bem do esquisito. A saber: graças a essa chiqueza toda agora ele tá devendo R$ 10 mil pra gráfica.
Que ano foi esse, hein? Passeata da Maconha dixavada, primaveras, cânceres, assassinatos de ambientalistas, homofobia brasileira trincando no UFC, polícia, nazis… Mas aí a boa notícia: LANÇOU A TARJA PRETA 7! O que falta agora, nessa reta final pro brasileiro 2011?
A Tarja Preta é o grande monolito dos quadrinhos brasileiros. Ela está presente em todos os grandes avanços ou retrocessos recentes da humanidade. Sei lá, quando a gente começou em 2004, a gente não tinha quadrinhos nem na banca, nem na livrarias, nem em lugar nenhum. A parada rolava praticamente só na Internet, e na época não tinha nem iPad pra galera poder ler cagando. Hoje em dia você tem uma porrada de publicações e um monte de quadrinhista sendo publicados por editoras grandes, e também um monte de novas editoras. Mas acho que no geral o povo tá mais careta e bunda mole do que nunca. E acho que mais do que nunca é importante a Tarja Preta estar na pista pra provar que não existe limite pro humor, e que independente da posição política de cada um, temos que militar contra a caretice e pela liberdade de expressão.
Mas por que tanta demora da sexta pra sétima? Tudo bem que ela tá mais bonita e tal, impressão mais chique…
Então, quando começamos a colocar a marca Tarja Preta na pista, em 2003, éramos jovens, solteiros e desempregados. Daí fizemos duas animações e um curtinha nesse ano. Em 2004 lançamos três revistas, no intervalo de dois meses cada… Daí em 2005 saiu mais uma e em 2006 eu abri a La Cucaracha — e aí fudeu, as revistas passaram de bimestrais para bienais. Porque apesar de alguns babacas acharem que eu estou rico, estou é enrolado pra cacete com essa vida de pequeno empresário… Enfim, voltando à Tarja Preta, o lance é que ela envolve muita gente, muitos colaboradores, ninguém entrega no prazo… Aí eu praticamente tenho que esperar todo mundo entregar suas histórias para começar a vender os anúncios e orquestrar os lançamentos. Antigamente eu que fazia praticamente a porra toda sozinho, mas desde a última edição o Juca e o Daniel Paiva, que são os outros editores, começaram a me ajudar com a diagramação, porque nesses 8 anos o malandro do Juca fez DUAS faculdades (Jornalismo e Design) e não tinha escapatória pra diagramar a parada. Mas é foda, anteontem eu tava folheando a revista no lugar mais adequado (o trono) e percebi que nesse atraso todo a gente acabou esquecendo uma HQ inédita do Adão Iturrusgarai, na qual ele conta uma história em que o Otto Guerra vai num peep show e enfia a mão na porra. Puta sequela dos três!!!
A tiragem continuam em “5 mil porque você é louco”? [ele disse isso na última vez que falou com a VICE]
Nessa aqui a gente deu uma maneirada — imprimimos 2 mil só. Mas numa qualidade super melhor, num formato de livrinho, mais durável e competitivo, para fazer bonito nas livrarias. Mas o que vi nesta última Comicon é que apesar de todas as outras publicações também estarem com uma alta excelência gráfica — Golden Shower, Prego, Kowaslski, a maioria imprime menos de mil exemplares. Então a gente continua sendo os visionários loucos e endividados.
Fora que tem uma página + duas histórias inteiras repetidas, entre as folhas 99 e 114. E história do Schiavon recomeçando do meio, achei isso genial, a sensação de dejavú sentida mesmo que sóbrio. Parabéns!
Acho que você foi premiado com uma revista cagada da gráfica, porque a 99 é uma HQ do Schiavon, depois vem a do MZK e a do Guazelli que termina na 114. Guarda essa edição que daqui a uma década pode valer mais que as outras no eBay! [Risos] Sequela, sequela mesmo nesta edição foi a gente ter esqeucido a HQ do Adão. Vacilo nosso que estou revelando com exclusividade para a VICE. Ainda nem contei pro Adão, mas ele tá na Patagônia mesmo e vai demorar pra ver a revista [Risos]
É impressão minha ou a revista é quase inteira composta por trabalhos de cariocas e gaúchos, com poucos paulistas? Puta sacada também!
Cara, a gente sempre teve a maioria dos nossos colaboradores baseados no Rio, Sampa e Porto Alegre. Mas nesta edição tem o Bruno Azevêdo, do Maranhão, o Luiz Guerreiro, de Portugal (que faz quadrinhos em azulejos, dá pra acreditar???), o Pablo Carranza, que também é do Nordeste, o Rômolo, de Curitiba, e o Gomez e o Evandro, que são do Planalto Central. De Sampa tem o MZK e o Schiavon, que são o nosso time de ouro, mais o ETE — que na real é de Campinas. Podes crer, nunca tinha pensado por esse lado, na real tem um monte de gente que colabora pra Tarja que mora ou morou em Sampa, mas poucos que são de lá de verdade. Faz sentido, se você for ligar na MTV em qualquer época, você vê um monte de bandas que se mudaram pra Sampa pra fazer a carreira, mas que na real são de outras partes do país. Aliás, qual a última banda legal que saiu de São Paulo mesmo??? O IRA?? [Muitos risos]
E esse elenco todo, é tudo na broderagem?
Tudo na broderagem. Se eu tivesse pago os colaboradores nas primeiras edições, infelizmente jamais poderíamos ter vendido a R$2 ou R$5. O mercado de quadrinhos é ingrato pra cacete. Pra tu ver, as únicas pessoas dos quadrinhos que se deram bem foram fazendo outras coisas, como o Mutarelli — que virou autor, ator e cineasta. Quando a Tarja era mais vagabunda e barata, a gente enfrentou vários problemas de distribuição, pois ninguém queria distribuir uma revista em que tivesse uma margem de lucro pequena. A nossa ideia agora, que a revista tem uma qualidade melhor e um preço de capa maior , é juntar uma grana para pagar a galera, nem que seja fazendo um churrasconha maneiro. A gente também tá lançando uma linha de camisetas, que por enquanto tem estampas do Danilo, do Capitão Presença e do MZK. Nesse produto, como rola uma margem de lucro maior, os artistas são remunerados. Mas sei lá, o que eu vejo é que na maioria das vezes os artistas precisam de veículos como a Tarja para desovar suas HQs e conquistarem fãs, pra depois juntar todo esse material e vender para uma editora em forma de álbum. Mas ainda assim, eu sempre ouço reclamação."
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ENTREVISTA POR BRUNO B. SORAGGI
IMAGENS: REPRODUÇÃO
domingo, setembro 04, 2011
Encontro Novos Caminhos para a BD no CNBDI-Amadora-O Filme-Parte 1
Às Quintas Falamos de BD, que o CNBDI organizou desde Fevereiro de 2011 até Maio, todas as últimas quintas-feiras de cada mês. No dia 25 de Maio contou com a participação de Luís Guerreiro, azulejista artístico, os autores João Amaral, José Pires e José Ruy e os divulgadores de BD Nuno Amado e Nuno Neves.
Neste encontro de Maio pretendeu-se abordar os vários processos de criação artística da banda desenhada, através da exploração das diversas formas de fazer BD e ferramentas disponíveis, apresentando os diferentes suportes que os autores escolheram para as suas narrativas gráficas.
Aqui está a primeira parte do evento, filmado pela Tina, minha esposa.
Neste encontro de Maio pretendeu-se abordar os vários processos de criação artística da banda desenhada, através da exploração das diversas formas de fazer BD e ferramentas disponíveis, apresentando os diferentes suportes que os autores escolheram para as suas narrativas gráficas.
Aqui está a primeira parte do evento, filmado pela Tina, minha esposa.
quarta-feira, agosto 17, 2011
Veja as Diferenças nos Painéis "Adega Alvarez"
O painel "A" é o primeiro que fiz para o Julião, depois ele exigiu que tirasse a árvore e acrescentei algumas figuras no painel "B".
O vestuário das personagens passou dos anos 1950, para os princípios do séc. 20
Adega Alvarez em Alta Definição
Clique para ampliar
Publico esta imagem especialmente para que se possam observar os pormenores desse painel que infelizmente ardeu junto com a Adega.
terça-feira, agosto 16, 2011
sexta-feira, julho 22, 2011
Exposição Na Sede dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste-Barreiro
Depois de fazer dois painéis para a corporação Bombeiros Voluntários Sul e Sueste do Barreiro, fui convidado para realizar uma Exposição integrada nas comemorações do seu 117º aniversário que se cumpre no dia 23-07-2011.
Luís Cruz Guerreiro
Espero que esta corporação tenha mais 100 anos, (pelo menos...) de continuação do excelente trabalho voluntário de serviço público que vem vindo a praticar e que continua e continuará a praticar, e também que esta Exposição seja do agrado de todos.
Luís Cruz Guerreiro
sexta-feira, julho 01, 2011
Feira do Livro de Alhos Vedros-Apresentação da Revista "Aventuras de Jerílio no séc.25"
Amanhã, sábado, a partir das 20h, vou apresentar a minha revista "Aventuras de Jerílio no séc. 25-1º episódio-Tudo Começou em Máfio".
Quem comprar a revista na 40ª Feira do Livro de Alhos Vedros, além dum autógrafo personalizado na revista, que é numerada e da qual apenas mandei imprimir 200 exemplares (dos quais restam menos de 60) terá direito a uma bandana desenhada por mim ao vivo. Esta apresentação será na Feira do Livro de Alhos Vedros, iniciativa que o Leonel Coelho tem promovido desde 1971 e onde ele vai lançar o livro «Cinco Meninas».
Quem comprar a revista na 40ª Feira do Livro de Alhos Vedros, além dum autógrafo personalizado na revista, que é numerada e da qual apenas mandei imprimir 200 exemplares (dos quais restam menos de 60) terá direito a uma bandana desenhada por mim ao vivo. Esta apresentação será na Feira do Livro de Alhos Vedros, iniciativa que o Leonel Coelho tem promovido desde 1971 e onde ele vai lançar o livro «Cinco Meninas».
quarta-feira, junho 15, 2011
A Minha Participação na V Bienal de Pintura de Pequeno Formato-2011
Participei nesta Bienal com um trabalho em azulejo manufaturado, com pintura sobre vidrado crú colorida.
O tema é uma derivação das Cidades Flutuantes, feito em 1998. Neste caso a Cidade Flutuante é Alhos Vedros com os seus monumentos mais emblemáticos, como o Pelourinho, a Igreja Matriz, os antigos Paços do Concelho, etc.
A exposição deste e de todos os outros trabalhos está patente no Moinho de Maré de Alhos Vedros, (também ele retratado na minha pintura) até ao fim do mês de julho.
O Moinho de Maré fica situado no Cais Velho de Alhos Vedros.
O tema é uma derivação das Cidades Flutuantes, feito em 1998. Neste caso a Cidade Flutuante é Alhos Vedros com os seus monumentos mais emblemáticos, como o Pelourinho, a Igreja Matriz, os antigos Paços do Concelho, etc.
A exposição deste e de todos os outros trabalhos está patente no Moinho de Maré de Alhos Vedros, (também ele retratado na minha pintura) até ao fim do mês de julho.
O Moinho de Maré fica situado no Cais Velho de Alhos Vedros.
terça-feira, maio 24, 2011
Encontro Novos Caminhos para a BD no CNBDI-Amadora
O convite da Câmara Municipal da Amadora, pelo vereador do Pelouro da Cultura, Sr. António Moreira foi formalizado e vou por isso participar nesta conferência falando sobre novos suportes para a BD e mostrando a minha BD em azulejos "Aventuras de Jerílio no séc. 25-1º episódio-Tudo Começou em Máfio"
O Mestre José Ruy, grande desenhador de BD português, falou com a Drª Cristina Gouveia, diretora do CNBDI sobre o meu trabalho de BD em azulejo, que teve a gentileza de me convidar para esta conferência.
Agradeço a ambos, também ao vereador da Cultura e ao Presidente da Câmara tão amável convite e espero que a minha participação seja positiva e motivadora para implementar e consolidar o gosto de todos pela 9ª Arte, a Banda Desenhada ou História em Quadrinhos como me apraz designá-la.
Luís Cruz Guerreiro
"Caros Amigos,
No próximo dia 26 de Maio, pelas 21h00, no CNBDI, realiza-se o Encontro Novos Caminhos para a BD.
Esta iniciativa encerra o programa de encontros Às Quintas Falamos de BD, que o CNBDI organiza desde Fevereiro todas as últimas quintas-feiras de cada mês e conta com a participação de Luís Cruz Guerreiro, azulejista artístico, e os autores João Amaral, José Pires e José Ruy e os divulgadores de BD Nuno Amado e Nuno Neves.
Neste encontro de Maio pretende-seabordar os vários processos de criação artística da banda desenhada, através da exploração das diversas formas de fazer BD e ferramentas disponíveis,
apresentando os diferentes suportes que os autores escolheram para as suas narrativas gráficas.
Na próxima 5ª feira convidamo-lo a tomar café connosco.
Apareça,contamos consigo."
O Mestre José Ruy, grande desenhador de BD português, falou com a Drª Cristina Gouveia, diretora do CNBDI sobre o meu trabalho de BD em azulejo, que teve a gentileza de me convidar para esta conferência.
Agradeço a ambos, também ao vereador da Cultura e ao Presidente da Câmara tão amável convite e espero que a minha participação seja positiva e motivadora para implementar e consolidar o gosto de todos pela 9ª Arte, a Banda Desenhada ou História em Quadrinhos como me apraz designá-la.
Luís Cruz Guerreiro
"Caros Amigos,No próximo dia 26 de Maio, pelas 21h00, no CNBDI, realiza-se o Encontro Novos Caminhos para a BD.
Esta iniciativa encerra o programa de encontros Às Quintas Falamos de BD, que o CNBDI organiza desde Fevereiro todas as últimas quintas-feiras de cada mês e conta com a participação de Luís Cruz Guerreiro, azulejista artístico, e os autores João Amaral, José Pires e José Ruy e os divulgadores de BD Nuno Amado e Nuno Neves.
Neste encontro de Maio pretende-seabordar os vários processos de criação artística da banda desenhada, através da exploração das diversas formas de fazer BD e ferramentas disponíveis,
apresentando os diferentes suportes que os autores escolheram para as suas narrativas gráficas.
Na próxima 5ª feira convidamo-lo a tomar café connosco.
Apareça,contamos consigo."
quarta-feira, abril 06, 2011
Painel da Fragata D. Fernando II e Glória em Painel de Azulejos da A.A.G.
Repassando o Post do Blogue: Cesto da Gâvea
Parabéns ao vencedor do sorteio e ao Carlos Vardasca, o organizador do almoço de confraternização que me encomendou o painel de azulejos.
Painel em azulejo pintado à mão (30X45cm) Azulejaria Guerreiro. Alhos Vedros
"Como devem calcular, a organização do IV Encontro Nacional dos Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória, para além do trabalho desenvolvido, fruto da "carolice" da Comissão Organizadora, como é óbvio, também teve as suas despesas que cada um dos seus membros foi suportando, nomeadamente o envio das cartas, fotocópias a cores do Cartaz e do Programa, assim como os variadíssimos telefonemas realizados relacionados com a organização do Encontro.
Para fazer face a estas despesas, a Comissão Organizadora mandou fazer um painel pintado à mão em azulejo, com as dimensões de 30x45cm a partir de uma foto da "Fragata", painel esse que poderá ser adquirido por todos os ex-alunos presentes, através da compra de rifas que vão ser vendidas durante o Encontro e sorteadas no final do almoço de confraternização.
Como podem verificar pela foto, é de facto um painel muito bonito, representando uma excelente obra de arte produzida pelo artista Alhos Vedrense, Luís Cruz Guerreiro (Azulejaria Artística Guerreiro) do qual também reproduzimos os seus contactos.
Portanto amigos, não se esqueçam de ir preparados com uma moedinha e mais alguns trocos, pois a sorte poderá "bater à vossa porta" e poderem levar para vossa casa esta recordação da "nossa Fragata", valiosíssima peça artística em azulejo pintado à mão.
Carlos Vardasca
(Braz, ex-Aluno nº 14)"
Parabéns ao vencedor do sorteio e ao Carlos Vardasca, o organizador do almoço de confraternização que me encomendou o painel de azulejos.
Painel em azulejo pintado à mão (30X45cm) Azulejaria Guerreiro. Alhos Vedros
"Como devem calcular, a organização do IV Encontro Nacional dos Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória, para além do trabalho desenvolvido, fruto da "carolice" da Comissão Organizadora, como é óbvio, também teve as suas despesas que cada um dos seus membros foi suportando, nomeadamente o envio das cartas, fotocópias a cores do Cartaz e do Programa, assim como os variadíssimos telefonemas realizados relacionados com a organização do Encontro.
Para fazer face a estas despesas, a Comissão Organizadora mandou fazer um painel pintado à mão em azulejo, com as dimensões de 30x45cm a partir de uma foto da "Fragata", painel esse que poderá ser adquirido por todos os ex-alunos presentes, através da compra de rifas que vão ser vendidas durante o Encontro e sorteadas no final do almoço de confraternização.
Como podem verificar pela foto, é de facto um painel muito bonito, representando uma excelente obra de arte produzida pelo artista Alhos Vedrense, Luís Cruz Guerreiro (Azulejaria Artística Guerreiro) do qual também reproduzimos os seus contactos.
Portanto amigos, não se esqueçam de ir preparados com uma moedinha e mais alguns trocos, pois a sorte poderá "bater à vossa porta" e poderem levar para vossa casa esta recordação da "nossa Fragata", valiosíssima peça artística em azulejo pintado à mão.
Carlos Vardasca
(Braz, ex-Aluno nº 14)"
terça-feira, março 29, 2011
Às Quintas Falamos de BD-Quim e Manecas 1915-1918
No próximo dia 31 de Março, pelas 21h00, no CNBDI, Jorge Silva apresenta a obra Quim e Manecas 1915-1918, da autoria de Stuart Carvalhais, com organização introdução e glossário de João Paulo de Paiva Boléo.
Esta obra com a chancela das Edições Tinta-da-China foi promovida pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República – CNCCR – com a parceria do Centro Nacional de BD e Imagem da Câmara Municipal da Amadora.
Esta iniciativa insere-se no programa de encontros Às Quintas Falamos de BD, que o CNBDI levará a cabo até Maio, todas as últimas quintas-feiras de cada mês e conta com a participação de Inês Hugon, da Direcção de Produção das Edições Tinta-da-China e Raquel Henriques da Silva, Historiadora de Arte e Vogal da CNCCR.
Na próxima 5ª feira convidamo-lo a tomar café connosco.
Apareça, contamos consigo.
Cristina Gouveia
Coordenadora
Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Av. do Brasil, nº 52-A
2700-134 Amadora
T: 214369057 Fax: 214962353
amadorabd@cm-amadora.pt
www.amadorabd.com
Esta obra com a chancela das Edições Tinta-da-China foi promovida pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República – CNCCR – com a parceria do Centro Nacional de BD e Imagem da Câmara Municipal da Amadora.
Esta iniciativa insere-se no programa de encontros Às Quintas Falamos de BD, que o CNBDI levará a cabo até Maio, todas as últimas quintas-feiras de cada mês e conta com a participação de Inês Hugon, da Direcção de Produção das Edições Tinta-da-China e Raquel Henriques da Silva, Historiadora de Arte e Vogal da CNCCR.
Na próxima 5ª feira convidamo-lo a tomar café connosco.
Apareça, contamos consigo.
Cristina Gouveia
Coordenadora
Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Av. do Brasil, nº 52-A
2700-134 Amadora
T: 214369057 Fax: 214962353
amadorabd@cm-amadora.pt
www.amadorabd.com
ÇDH ou Tropa de elite 5-Filme do Zé José a Concurso
ÇDH ou Tropa de elite 5
Filme a concurso do cineasta carioca, José Eduardo de Souza Lima o Zé José, que também é o editor da revista Zé Pereira.
Se gostarem do curta metragem votem aqui.
Rio de Jano foi apresentado por Eduardo Souza Lima, nos Arquivos Guerreiro em Alhos Vedros e o filme pode ser visto aqui , também o filme Pimentopólis foi apresentado nessa sessão dupla e pode ser visto aqui.
Muitos filmes deste cineasta brasileiro podem ser vistos aqui.
Filme a concurso do cineasta carioca, José Eduardo de Souza Lima o Zé José, que também é o editor da revista Zé Pereira.
Se gostarem do curta metragem votem aqui.
Rio de Jano foi apresentado por Eduardo Souza Lima, nos Arquivos Guerreiro em Alhos Vedros e o filme pode ser visto aqui , também o filme Pimentopólis foi apresentado nessa sessão dupla e pode ser visto aqui.
Muitos filmes deste cineasta brasileiro podem ser vistos aqui.
quarta-feira, março 16, 2011
Lançamento da Revista em Portugal: " Aventuras de jerílio no Séc. 25
Lançamento da Revista em Portugal: " Aventuras de jerílio no Séc. 25 - 1º episódio - Tudo começou em Máfio ! com apresentação do painel/poster do segundo episódio: "Objetivo Asteroide Repto-Confederação Monárquica-Império Zrakiano"
A capa do primeiro episódio em azulejos, as 19 pranchas/painéis e um painel/poster que vai ser parte integrante do 2º episódio das Aventuras de Jerílio e que tem 135 cm. de largura por 90 cm. de altura o que perfaz 54 azulejos policromados de 15 x 15 cm, foi apresentado pela primeira vez em Portugal, depois do sucesso sem precedentes no Brasil!
Nos Arquivos Guerreiro em Alhos Vedros, Rua Duarte Pacheco nº4 perto das bombas de gasolina será o lançamento da minha revista: "Aventuras de Jerílio no séc. 25 - 1º episódio-Tudo Começou em Máfio" com sessão de autógrafos pelo autor, oferta de bandanas desenhadas a quem comprou a revista, beberete e belisquetes, passagem de filmes, música ambiente selecionada, o artista convidado Luís Carlos Santos, lançou o seu livro em papel, depois de ter sido já um êxito em PDF!
Sessão de poesia dedicada à crítica do políticamente correto, diversos convidados levaram as suas poesias mais politicamente incorretas.
Os Murais de Brasília de que também participei sobre a direção de Delei do Grupo Operação Plástica, lançaram um calendário que será também apresentado neste evento.
Os Arquivos Guerreiro que agora completaram 10 Anos garantiram um ambiente de Festa e Alegria Geral.
Como foi véspera de eleições presidenciais houve alguns minutos de tempo para reflexão...
O Video do evento pode ser visto aqui:
A capa do primeiro episódio em azulejos, as 19 pranchas/painéis e um painel/poster que vai ser parte integrante do 2º episódio das Aventuras de Jerílio e que tem 135 cm. de largura por 90 cm. de altura o que perfaz 54 azulejos policromados de 15 x 15 cm, foi apresentado pela primeira vez em Portugal, depois do sucesso sem precedentes no Brasil!
Nos Arquivos Guerreiro em Alhos Vedros, Rua Duarte Pacheco nº4 perto das bombas de gasolina será o lançamento da minha revista: "Aventuras de Jerílio no séc. 25 - 1º episódio-Tudo Começou em Máfio" com sessão de autógrafos pelo autor, oferta de bandanas desenhadas a quem comprou a revista, beberete e belisquetes, passagem de filmes, música ambiente selecionada, o artista convidado Luís Carlos Santos, lançou o seu livro em papel, depois de ter sido já um êxito em PDF!
Sessão de poesia dedicada à crítica do políticamente correto, diversos convidados levaram as suas poesias mais politicamente incorretas.
Os Murais de Brasília de que também participei sobre a direção de Delei do Grupo Operação Plástica, lançaram um calendário que será também apresentado neste evento.
Os Arquivos Guerreiro que agora completaram 10 Anos garantiram um ambiente de Festa e Alegria Geral.
Como foi véspera de eleições presidenciais houve alguns minutos de tempo para reflexão...
O Video do evento pode ser visto aqui:
domingo, dezembro 26, 2010
Entrevista de Luís Cruz Guerreiro à Revista Zé Pereira
A Revista online, Zé Pereira publicou uma entrevista a mim que passo a transcrever:
Lisboa, na década de 1960, era a preto e branco e verde-cinza, as casas os ônibus, os Táxis, tudo era nessas cores. Lembro-me que para aí em 1970 vi numa banca de jornais uma revista de HQ nova, com uma capa colorida, era a revista semanal TinTin na sua versão portuguesa! Pedi para a folhear e era colorida também no interior. Nunca tal tinha visto, pensei que não houvesse mais do que duas cores, porque até então nunca tinha visto uma revista de HQ em Portugal colorida, foi emocionante, mas infelizmente a minha mãe não a pôde comprar porque custava 5 escudos, o dobro do Mundo de Aventuras e três vezes mais o preço do Condor Popular e da Ciclone, que eu comprava em segunda mão por 1 escudo.
Fiquei com a imagem da capa desse TinTin durante anos na cabeça e consegui esse número já adulto, que guardo religiosamente.
-Estudei na Escola Primária de Alhos Vedros, na Preparatória e Secundária da Moita, que não completei, saindo com o 10º ano de escolaridade em 1982.
Completei depois, já no meio da década de 1990, o 12º ano com as cadeiras de Filosofia, História e Geografia.
A música de 1974 a 1977 que eu ouvia, era música de intervenção, grupos como o Grupo de Ação Cultural, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Brigada Vítor Jara, tudo muito de esquerda e extrema esquerda.
A Rádio Renascença de Lisboa foi ocupada em 1975 e até ao golpe de 25 de Novembro, passava apenas música revolucionária e comunicados da Frente Popular que queria transformar Portugal num regime socialista radical. O Partido Comunista Português, com o seu modelo soviético e cubano, estava para estes grupos de extrema esquerda, à direita, para dar uma ideia do radicalismo da altura... Belos tempos.
Em 1977/78, surgiram a Rádio Comercial-FM e a Rádio Renascença-FM, vulgo RFM.
A Rádio Comercial foi a primeira, em 1977, a passar música Punk-Rock, no programa Rock em Stock e aquilo que apenas conseguíamos apanhar via BBC rádio 3 em 1976, passava agora na Rádio Nacional e gravávamos até os programas, porque nessa altura só muito de vez em quando se comprava um disco.
O primeiro disco que comprei foi “Never Mind The Bollocks - Here’s the Sex Pistols” e fomos ouvir no máximo de som, na casa de um amigo, fechamos as janelas e pulamos o tempo todo até caírem gotas do tecto, devido à transpiração. Claro que nos tornamos todos Punks, vestidos de napa preta e correntes, porque não havia dinheiro para comprar os blusões e calças em couro.
Quando o Neo Romântico dos Spandau Ballet ou dos Duran Duran surgiu em 1980, não entrei na onda, era muito amaricado.
Os filmes que mais me marcaram foram sempre os que tinham temática de ficção científica.
O “Star Wars” desde o episódio IV, de 1977 e toda a saga, vistos repetidamente, “Blade Runner”, musicais como o “Grease” e “Saturday Night Fever”, é verdade sempre adorei Disco Sound. Clássicos musicais dos anos 1930 e 1940, filmes do Tarzan ou temáticas similares como King Kong, os clássicos portugueses dos anos 1930 e também os clássicos brasileiros da Atlântida Filmes da década de 1940.
Detesto o neo realismo com os seus cânones moralizantes e filmes que usam o povo, distanciados por uma visão elitista e burguesa, que retratam vidas de favelados e pobres, quase todos os filmes de cowboys, ou de guerra, embora goste de documentários de guerra, da “nouvelle vague” e filmes engajados politicamente. Para tristezas basta olhar em volta, a realidade já é bem triste.
2) De onde veio o Jerílio? Como teve a ideia de criar o personagem e o universo onde habita?
R-O Jerílio surgiu em 1984. Em 1982, me refugiei na busca de uma solução para o caos em que se tinha tornado a minha vida, com excesso de consumo de hipnóticos com álcool e anfetaminas.
Resolvi fazer Histórias em Quadrinhos em horário laboral, porque não conseguia emprego em lugar nenhum, foi um escape e ao mesmo tempo uma restauração da sanidade, um isolamento forçado que durou dois anos e me fez evitar a entrada no reino da heroína, a droga que os meus amigos começaram a usar alegremente, devido à ausência propositada de canabis imposta pelos dealers, por a heroína ter um poder de adição quase imediato e sem retorno. Muitos desses meus amigos morreram devido ao consumo dessa droga e outros devido à AIDS, pela troca de seringas.
Livrei-me dessa fase mortal, mas perdi a “amizade” de todos os que entraram na “Herô”, porque era considerado careta por não a consumir.
Jerílio não é um herói, ele é apanhado numa história que não é a sua, mas que passará a ser sua também a partir do 2º episódio e já completamente sua nos 3º , 4º e 5ºepisódios. Ele é amoral e não julga ninguém, nem é bom nem é mau, mas isso irá mudar nos futuros episódios que reservam muitas surpresas.
O 1º episódio é uma apresentação, o 2º será tipo “Guerra nas Estrelas”, o 3º é o começo da mutação de Jerílio a nível espiritual, o 4º será a descoberta do passado, através do “Cristal do Tempo”, o 5º será pôr em pratica o conhecimento adquirido.
O 4º episódio será o mais interessante porque vai retratar o planeta Terra e o Sistema Solar, nos anos da Anarquia, de 2051 a 2485, altura em que Jerílio tem mais 10 anos que atualmente, ou seja, 34. (Ver mais detalhes aqui: http://escudo.paginas.sapo.pt/page10.html
3) Como e porque resolveu viver de azulejos? Fez algum curso ou é autodidata?
R- Foi um acaso, autodidata sou no desenho, não na azulejaria.
Em 1984 inscrevi-me no Centro de Emprego da Segurança Social, para arranjar um qualquer trabalho. Tinha tentado tudo desde afinador de máquinas de costura a ajudante de colocador de grades em metal, até servente de pedreiro tentei... fui sendo sucessivamente despedido de todos esses trabalhos por inépcia minha e falta de vontade, confesso.
Na fábrica de confecções em que trabalhei 15 dias, fui despedido após o chefe ter visto os meus dedos a serem furados pela máquina de costurar elétrica! Decididamente não tinha vida para aquilo.
De repente, em 1985, fui chamado pelo Centro de Emprego para fazer provas de aptidão numa área que desconhecia: a cerâmica artística. Estava a desenhar muito nessa altura e estava bom de desenho, concorri a concursos de HQ e até ganhei uma Menção Honrosa com o PutoZé, tive até um contacto para desenhar uma história, inacabada, para uma revista francesa, a Metal Hurlant Aventure, que declinei devido a este Curso de Cerâmica Artística me dar mais certeza de realização e poder estar um ano fora da minha terra, além de conhecer novos amigos.
Fui aceite. O curso era nas Caldas da Rainha, o expoente máximo da cerâmica artística em Portugal, com fábricas tão famosas como as Faianças Bordallo: http://www.bordallopinheiro.pt/site/index.html , legado do sensacional quadrinista, caricaturista e ceramista, Bordallo Pinheiro, entre muitas outras como a Secla, por exemplo.
Também era o único a ter acesso ao espólio do antigo mestre de pintura e desenho que tinha muitos postais e desenhos originais.
A fábrica começou a ter problemas de pagamento aos operários e eu morava em quarto alugado e tomava as refeições numa cantina onde pagava ao mês, ganhava na fábrica o ordenado mínimo, que era à conta para pagar o quarto e a alimentação e dar uma escapadinha mensal à minha terra natal, Alhos Vedros, para ver os meus pais e família.
Não tinha possibilidade de estar sem receber um mês, mesmo tendo o outro emprego no Atelier Argila.Falei com o chefe e disse-lhe que o patrão tinha de me pagar por esses motivos.
Ele compreendeu a situação e deu-me a morada e uma tarde livre para ir falar pessoalmente com o patrão.
Depois de muito tocar à campainha, lá depois de uma hora, me abriu a porta a criada que me disse que o patrão não me podia atender porque estava doente. Eu disse que esperaria o tempo que fosse preciso, pois precisava do dinheiro ou era expulso do quarto.
Mais uma hora depois o patrão lá apareceu de robe, com ar cansado e deu-me o ansiado cheque a que acrescentou uma carta de demissão.
(Este é um caso interessante também: o patrão tinha diversas vezes ataques de “epilepsia” na fábrica, o que deixava muito apreensivos os operários, curiosamente na área de embalagem, que era um lugar cheio de palha, para acomodar as cerâmicas que iam para exportação. O mais curioso ainda é que ele tinha os ataques de “epilepsia” sempre no meio da palha, estrebuchando qual perdido no conforto da palhoça. Acontece que eu tinha tirado um pequeno curso de socorrismo e prestei-me uma vez a ministrar-lhe os primeiros socorros que têm de ser feitos a vítimas de epilepsia. O mais básico é levantar a nuca da vítima para evitar que a língua sufoque as vias respiratórias e, assim, impedir que a vítima morra por asfixia. Apliquei-lhe essa técnica enquanto o patrão estrebuchava como um louco, mas notei nos seus olhos que a consciência era total, os olhos não reviravam e ele olhava-me fixamente... estranhei, mas depois entranhei, o homem estava a ter um ataque de histeria. Aparentemente são coisas iguais, mas a nível clínico são coisas completamente diferentes. Tirei-lhe a mão da nuca e disse aos assustados trabalhadores que aquilo era histeria e não epilepsia. Nunca mai,s no pouco tempo em que por lá fiquei, o patrão teve outro ataque de “epilepsia”.)
Passei a trabalhar exclusivamente para o Argila Atelier até ao seu fecho em 1988, tendo já alugado uma casa junto à casa dos meus pais em Alhos Vedros.
Em 1989, depois de equipar toda a minha oficina, inaugurei a Azulejaria Artística Guerreiro, onde trabalho até hoje.
4) Quem são os grandes mestres dos quadrinhos para você? Por quê?
R-Rafael Bordallo Pinheiro, pela graça e mestria que deu às suas HQs e caricaturas, pioneiras da 9ª Arte nos finais do séc. XIX; Will Eisner, pela dinâmica de cada prancha e letras na série The Spirit; Russ Manning, pelo traço e uso dos claros-escuros nas pranchas dominicais do Tarzan, Robert Crumb pelo detalhe.
5) O que é Portugal para você?
R-A minha Pátria em Grande, multiplicada por 100.
7) Fale sobre o seu projeto para o Globo Juvenil e o Suplemento Juvenil.
R-O projeto passa pela digitalização integral destas coleções que estão na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e pela busca dos exemplares que faltam nessas coleções.
Parte da história do Brasil e do mundo estão nesses jornais e eles estão muito frágeis, só muito amor pela 9ª Arte me levaria a ponderar num projeto desta envergadura, são mais de 3000 jornais a digitalizar enquanto existem, será talvez a última oportunidade de salvaguardar esse espólio para que seja visto pelas futuras gerações de brasileiros e de todos os que admiram as Histórias em Quadrinhos.
Quero que este trabalho a que me proponho venha a ser depois editado em duas monografias, e que salvaguarde as memórias de Adolfo Ayzen e de Roberto Marinho, os maiores impulsionadores da 9ª Arte no Brasil.
Todos os direitos sobre os livros, quero que fiquem para o Estado Brasileiro e apenas desejo ser o mentor e executor dessa missão de resgate desse património cultural.
Acredito que sendo tão grande esta saga, o fato de abdicar do meu trabalho na área da azulejaria e emigrar para o Brasil para a executar durante o que perspectivo serem de 3 a 4 anos de trabalho, será recompensado pelo acesso que todos os atuais brasileiros e todas as futuras gerações de brasileiros e da humanidade em geral terão, se se salvaguardar essa parte importantíssima da História Brasileira. O que dificulta tudo isso tem sido conseguir os apoios económico e logístico necessários para a execução desse projeto. (Estou aberto a qualquer tipo de ajuda para concretizar este projeto.)
Como adenda a esse trabalho, lanço também a ideia para o Metrô do Rio de Janeiro homenagear esses jornais e seus diretores, em dois painéis de azulejos policromados a colocar em duas estações de Metrô do Rio, como foi homenageado o Ziraldo, numa estação de Metrô desta cidade.
Luís Cruz Guerreiro,
Que também é um grande paineleiro...
Entrevista feita por Eduardo Souza Lima, o Zé José.
1) Fale de sua formação. Onde, quando e o que estudou, que músicas ouviu, que filmes viu, enfim, tudo o que te fez maluco assim.
R-A minha formação são as Histórias em Quadrinhos, desde que comecei a ler, aos 6 anos, gostei das revistas de HQ. Lembro-me que a primeira vez que peguei em revistas de HQ foi no hospital onde ia diariamente receber tratamentos para a poliomielite e tinha lá um rapaz com um montão de Mundo de Aventuras, a revista mais popular de HQ de Portugal nas décadas de 1950, 1960 e 1970.
Pedi-lhe para ler umas enquanto esperava e todo um mundo desconhecido se abriu para mim, um mundo de aventuras desenhadas. Nunca mais fui o mesmo, a minha imaginação desenvolveu-se até atingir a loucura total em que vivo atualmente, perdido entre o sonho e a realidade, e sempre que posso ou preciso, refugio-me nesse imaginário de mundos alternativos.
Lisboa, na década de 1960, era a preto e branco e verde-cinza, as casas os ônibus, os Táxis, tudo era nessas cores. Lembro-me que para aí em 1970 vi numa banca de jornais uma revista de HQ nova, com uma capa colorida, era a revista semanal TinTin na sua versão portuguesa! Pedi para a folhear e era colorida também no interior. Nunca tal tinha visto, pensei que não houvesse mais do que duas cores, porque até então nunca tinha visto uma revista de HQ em Portugal colorida, foi emocionante, mas infelizmente a minha mãe não a pôde comprar porque custava 5 escudos, o dobro do Mundo de Aventuras e três vezes mais o preço do Condor Popular e da Ciclone, que eu comprava em segunda mão por 1 escudo.Fiquei com a imagem da capa desse TinTin durante anos na cabeça e consegui esse número já adulto, que guardo religiosamente.
-Estudei na Escola Primária de Alhos Vedros, na Preparatória e Secundária da Moita, que não completei, saindo com o 10º ano de escolaridade em 1982.
Completei depois, já no meio da década de 1990, o 12º ano com as cadeiras de Filosofia, História e Geografia.
-A música que ouvia até ao ano de 1974 era a d’ Os Beatles e o Pop, que passava nas rádios de Onda Média, porque estações de FM em Portugal, até essa altura, só existia uma, o Rádio Clube Português-FM.
Todas as estações de rádio no pós 25 de Abril, exceptuando a Rádio Renascença, emissora católica, foram nacionalizadas.A música de 1974 a 1977 que eu ouvia, era música de intervenção, grupos como o Grupo de Ação Cultural, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Brigada Vítor Jara, tudo muito de esquerda e extrema esquerda.
A Rádio Renascença de Lisboa foi ocupada em 1975 e até ao golpe de 25 de Novembro, passava apenas música revolucionária e comunicados da Frente Popular que queria transformar Portugal num regime socialista radical. O Partido Comunista Português, com o seu modelo soviético e cubano, estava para estes grupos de extrema esquerda, à direita, para dar uma ideia do radicalismo da altura... Belos tempos.
Em 1977/78, surgiram a Rádio Comercial-FM e a Rádio Renascença-FM, vulgo RFM.
A Rádio Comercial foi a primeira, em 1977, a passar música Punk-Rock, no programa Rock em Stock e aquilo que apenas conseguíamos apanhar via BBC rádio 3 em 1976, passava agora na Rádio Nacional e gravávamos até os programas, porque nessa altura só muito de vez em quando se comprava um disco.
O primeiro disco que comprei foi “Never Mind The Bollocks - Here’s the Sex Pistols” e fomos ouvir no máximo de som, na casa de um amigo, fechamos as janelas e pulamos o tempo todo até caírem gotas do tecto, devido à transpiração. Claro que nos tornamos todos Punks, vestidos de napa preta e correntes, porque não havia dinheiro para comprar os blusões e calças em couro.
Os Ramones vieram a Cascais em 1978 e lá fomos todos ver o concerto trajados a rigor.
Em 1979 houve um filme que modificou toda a nossa existência musical, esse filme foi o “Quadrophenia” dos The Who e, com essa onda revivalista viramos Mod, de Mod’ern uma cena antiga de 1966, mas que teve um revivalismo em 1979, com o “Mod’n’Ska” que aliava o neo-Ska dos Madness ou Specials, com o Pop dos B’52 ou dos Talking Heads.
Quando o Neo Romântico dos Spandau Ballet ou dos Duran Duran surgiu em 1980, não entrei na onda, era muito amaricado.
Os filmes que mais me marcaram foram sempre os que tinham temática de ficção científica.
O “Star Wars” desde o episódio IV, de 1977 e toda a saga, vistos repetidamente, “Blade Runner”, musicais como o “Grease” e “Saturday Night Fever”, é verdade sempre adorei Disco Sound. Clássicos musicais dos anos 1930 e 1940, filmes do Tarzan ou temáticas similares como King Kong, os clássicos portugueses dos anos 1930 e também os clássicos brasileiros da Atlântida Filmes da década de 1940.
Detesto o neo realismo com os seus cânones moralizantes e filmes que usam o povo, distanciados por uma visão elitista e burguesa, que retratam vidas de favelados e pobres, quase todos os filmes de cowboys, ou de guerra, embora goste de documentários de guerra, da “nouvelle vague” e filmes engajados politicamente. Para tristezas basta olhar em volta, a realidade já é bem triste.
2) De onde veio o Jerílio? Como teve a ideia de criar o personagem e o universo onde habita?
R-O Jerílio surgiu em 1984. Em 1982, me refugiei na busca de uma solução para o caos em que se tinha tornado a minha vida, com excesso de consumo de hipnóticos com álcool e anfetaminas.
Resolvi fazer Histórias em Quadrinhos em horário laboral, porque não conseguia emprego em lugar nenhum, foi um escape e ao mesmo tempo uma restauração da sanidade, um isolamento forçado que durou dois anos e me fez evitar a entrada no reino da heroína, a droga que os meus amigos começaram a usar alegremente, devido à ausência propositada de canabis imposta pelos dealers, por a heroína ter um poder de adição quase imediato e sem retorno. Muitos desses meus amigos morreram devido ao consumo dessa droga e outros devido à AIDS, pela troca de seringas.
Livrei-me dessa fase mortal, mas perdi a “amizade” de todos os que entraram na “Herô”, porque era considerado careta por não a consumir.
Jerílio, com as suas aventuras no séc.25, faziam-me completar mundos em que tudo era inventado por mim, desde o vestuário à arquitetura de cidades inteiras, desenho de naves, sistemas estelares, espécies alienígenas... enfim, era toda uma fuga à realidade duma maneira natural, sem muito esforço, porque tenho muita imaginação, continuo assim até hoje.
Jerílio não é um herói, ele é apanhado numa história que não é a sua, mas que passará a ser sua também a partir do 2º episódio e já completamente sua nos 3º , 4º e 5ºepisódios. Ele é amoral e não julga ninguém, nem é bom nem é mau, mas isso irá mudar nos futuros episódios que reservam muitas surpresas.
O 1º episódio é uma apresentação, o 2º será tipo “Guerra nas Estrelas”, o 3º é o começo da mutação de Jerílio a nível espiritual, o 4º será a descoberta do passado, através do “Cristal do Tempo”, o 5º será pôr em pratica o conhecimento adquirido.
O 4º episódio será o mais interessante porque vai retratar o planeta Terra e o Sistema Solar, nos anos da Anarquia, de 2051 a 2485, altura em que Jerílio tem mais 10 anos que atualmente, ou seja, 34. (Ver mais detalhes aqui: http://escudo.paginas.sapo.pt/page10.html
3) Como e porque resolveu viver de azulejos? Fez algum curso ou é autodidata?
R- Foi um acaso, autodidata sou no desenho, não na azulejaria.
Em 1984 inscrevi-me no Centro de Emprego da Segurança Social, para arranjar um qualquer trabalho. Tinha tentado tudo desde afinador de máquinas de costura a ajudante de colocador de grades em metal, até servente de pedreiro tentei... fui sendo sucessivamente despedido de todos esses trabalhos por inépcia minha e falta de vontade, confesso.
Na fábrica de confecções em que trabalhei 15 dias, fui despedido após o chefe ter visto os meus dedos a serem furados pela máquina de costurar elétrica! Decididamente não tinha vida para aquilo.
De repente, em 1985, fui chamado pelo Centro de Emprego para fazer provas de aptidão numa área que desconhecia: a cerâmica artística. Estava a desenhar muito nessa altura e estava bom de desenho, concorri a concursos de HQ e até ganhei uma Menção Honrosa com o PutoZé, tive até um contacto para desenhar uma história, inacabada, para uma revista francesa, a Metal Hurlant Aventure, que declinei devido a este Curso de Cerâmica Artística me dar mais certeza de realização e poder estar um ano fora da minha terra, além de conhecer novos amigos.
Fui aceite. O curso era nas Caldas da Rainha, o expoente máximo da cerâmica artística em Portugal, com fábricas tão famosas como as Faianças Bordallo: http://www.bordallopinheiro.pt/site/index.html , legado do sensacional quadrinista, caricaturista e ceramista, Bordallo Pinheiro, entre muitas outras como a Secla, por exemplo.Tirei o curso no Cencal, Centro de Formação Cerâmica das Caldas da Rainha, nessa altura exclusivamente dedicado à aprendizagem apenas na área da cerâmica, funcionando como uma fábrica modelo, com seções de olaria, moldes cerâmicos, design de peças, pintura e decoração de peças, pintura em azulejo, fabricação de cores cerâmicas a partir de óxidos, com um laboratório excelente e muito moderno; o meu curso foi um dos muitos que inauguraram esse Centro de Formação Modelo e da minha turma, especificamente, saíram grandes ceramistas que montaram Oficinas próprias, como foi o caso da Linda uma grande amiga minha Angolana.
Terminei o curso com a nota de Bom e fui selecionado para fazer mais um ano de estágio numa fábrica de cerâmica, as Faianças Belo, que produziam a mesma linha das Faianças Bordallo, mas num sentido mais utilitário das peças. Era um trabalho em série que pouco tinha de artístico, fui colocado na seção de pintoras e me disseram que desde há mais de 15 anos que não tinham um colega do sexo masculino.
Nenhuma sabia desenhar e eu não dominava a técnica de pintura em série, com pincéis esquisitíssimos de pelo de rabo de cabra, que davam uns efeitos retorcidos muito bonitos, mas que requeriam anos e anos de prática só para os utilizar. As minhas colegas estavam lá umas há 20 anos, a mais nova estava lá há 7!
A produção delas era muito maior que a minha, na proporção de 10 para 1, mas quando o chefe precisava que lhe pintassem um painel em azulejos era comigo que vinha ter e aí eu ficava feliz e no meu ambiente, porque implicava desenhar o painel.
Também era o único a ter acesso ao espólio do antigo mestre de pintura e desenho que tinha muitos postais e desenhos originais.
Um dia, o chefe de seção disse-me que tinham tido a encomenda de um painel de azulejos com a temática “Vivenda Sol e Mar” e eu felicíssimo lá fui consultar os postais para me inspirar num desenho que, eu esperava, viesse a ser um marco na fábrica.
Depois de desenhar os esboços magníficos com o mar revolto e calmo, ilhas e sereias sobre o sol, fui todo contente mostrar o desenho ao chefe... uma gargalhada ouviu-se na sala, repetida depois por todos para meu desespero, o Sol e o Mar eram a toponímia a escrever no painel em letras garrafais e não a temática do mesmo. Foi frustrante mas lá fiz o trabalho apenas circundado por um friso que foi a parte artística do painel.
Entretanto, tinha conhecido o Atelier Argila por via dum amigo que lá trabalhava e que se dedicava a fazer apenas Azulejaria Artística Tradicional, com as cores e vidrados dos Sécs. XVII e XVIII, os amarelos, os azuis, os vinháticos e os verdes, a partir de óxidos misturados com vidro. Uma técnica em tudo idêntica à técnica utilizada nesses séculos, também a temática era uma reconstituição das temáticas laicas desses séculos de apogeu da Azulejaria Portuguesa.
Quis imediatamente trabalhar a tempo inteiro no Atelier Argila porque era o que estava mais próximo da minha paixão - a História em Quadrinhos -, mas o contrato era de estagiar um ano na fábrica, supervisionado sempre pelo Centro de Emprego e pelo Centro de Formação. Consegui, entretanto, um trabalho no atelier em “part-time”, pós laboral das 20h às 22h e aos sábados e domingos.
A fábrica começou a ter problemas de pagamento aos operários e eu morava em quarto alugado e tomava as refeições numa cantina onde pagava ao mês, ganhava na fábrica o ordenado mínimo, que era à conta para pagar o quarto e a alimentação e dar uma escapadinha mensal à minha terra natal, Alhos Vedros, para ver os meus pais e família.
Não tinha possibilidade de estar sem receber um mês, mesmo tendo o outro emprego no Atelier Argila.Falei com o chefe e disse-lhe que o patrão tinha de me pagar por esses motivos.
Ele compreendeu a situação e deu-me a morada e uma tarde livre para ir falar pessoalmente com o patrão.
Depois de muito tocar à campainha, lá depois de uma hora, me abriu a porta a criada que me disse que o patrão não me podia atender porque estava doente. Eu disse que esperaria o tempo que fosse preciso, pois precisava do dinheiro ou era expulso do quarto.
Mais uma hora depois o patrão lá apareceu de robe, com ar cansado e deu-me o ansiado cheque a que acrescentou uma carta de demissão.
(Este é um caso interessante também: o patrão tinha diversas vezes ataques de “epilepsia” na fábrica, o que deixava muito apreensivos os operários, curiosamente na área de embalagem, que era um lugar cheio de palha, para acomodar as cerâmicas que iam para exportação. O mais curioso ainda é que ele tinha os ataques de “epilepsia” sempre no meio da palha, estrebuchando qual perdido no conforto da palhoça. Acontece que eu tinha tirado um pequeno curso de socorrismo e prestei-me uma vez a ministrar-lhe os primeiros socorros que têm de ser feitos a vítimas de epilepsia. O mais básico é levantar a nuca da vítima para evitar que a língua sufoque as vias respiratórias e, assim, impedir que a vítima morra por asfixia. Apliquei-lhe essa técnica enquanto o patrão estrebuchava como um louco, mas notei nos seus olhos que a consciência era total, os olhos não reviravam e ele olhava-me fixamente... estranhei, mas depois entranhei, o homem estava a ter um ataque de histeria. Aparentemente são coisas iguais, mas a nível clínico são coisas completamente diferentes. Tirei-lhe a mão da nuca e disse aos assustados trabalhadores que aquilo era histeria e não epilepsia. Nunca mai,s no pouco tempo em que por lá fiquei, o patrão teve outro ataque de “epilepsia”.)
Passei a trabalhar exclusivamente para o Argila Atelier até ao seu fecho em 1988, tendo já alugado uma casa junto à casa dos meus pais em Alhos Vedros.
Em 1989, depois de equipar toda a minha oficina, inaugurei a Azulejaria Artística Guerreiro, onde trabalho até hoje.
4) Quem são os grandes mestres dos quadrinhos para você? Por quê?
R-Rafael Bordallo Pinheiro, pela graça e mestria que deu às suas HQs e caricaturas, pioneiras da 9ª Arte nos finais do séc. XIX; Will Eisner, pela dinâmica de cada prancha e letras na série The Spirit; Russ Manning, pelo traço e uso dos claros-escuros nas pranchas dominicais do Tarzan, Robert Crumb pelo detalhe.
5) O que é Portugal para você?
R- A minha Pátria, o país que mais amo.
6) E o Brasil?
Este projeto é de interesse nacional e também de interesse para todo o mundo que fale português.
Em 2011 passam 70 anos da edição dos jornais com data posterior a 1941 e passam, por isso, para o domínio público.
Todos os direitos sobre os livros, quero que fiquem para o Estado Brasileiro e apenas desejo ser o mentor e executor dessa missão de resgate desse património cultural.
Acredito que sendo tão grande esta saga, o fato de abdicar do meu trabalho na área da azulejaria e emigrar para o Brasil para a executar durante o que perspectivo serem de 3 a 4 anos de trabalho, será recompensado pelo acesso que todos os atuais brasileiros e todas as futuras gerações de brasileiros e da humanidade em geral terão, se se salvaguardar essa parte importantíssima da História Brasileira. O que dificulta tudo isso tem sido conseguir os apoios económico e logístico necessários para a execução desse projeto. (Estou aberto a qualquer tipo de ajuda para concretizar este projeto.)
Luís Cruz Guerreiro,
Que também é um grande paineleiro...
Entrevista feita por Eduardo Souza Lima, o Zé José.
sexta-feira, dezembro 24, 2010
Feliz Natal e Bom Ano de 2011-Merry Xmas and Happy New Year of 2011
Está é a Padroeira de Alhos Vedros.
Está colocada na Igreja Matriz de Alhos Vedros e é feita em pedra num único bloco data do séc. XV.Mais informações aqui: http://av500anos.blogspot.com/2010/06/alhos-vedros-bilhete-de-identidade.html
Lady of the Angels.
This is the patroness of Alhos Vedros.
The statue is placed in the Church of Alhos Vedros and is made in a single block of stone-century date. XV.
More information here: http://av500anos.blogspot.com/2010/06/alhos-vedros-bilhete-de-identidade.html
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