sexta-feira, julho 01, 2011

Feira do Livro de Alhos Vedros-Apresentação da Revista "Aventuras de Jerílio no séc.25"

Amanhã, sábado, a partir das 20h, vou apresentar a minha revista "Aventuras de Jerílio no séc. 25-1º episódio-Tudo Começou em Máfio".
Quem comprar a revista na 40ª Feira do Livro de Alhos Vedros, além dum autógrafo personalizado na revista, que é numerada e da qual apenas mandei imprimir 200 exemplares (dos quais restam menos de 60) terá direito a uma bandana desenhada por mim ao vivo. Esta apresentação será na Feira do Livro de Alhos Vedros, iniciativa que o Leonel Coelho tem promovido desde 1971 e onde ele vai lançar o livro «Cinco Meninas».

quarta-feira, junho 15, 2011

A Minha Participação na V Bienal de Pintura de Pequeno Formato-2011

Participei nesta Bienal com um trabalho em azulejo manufaturado, com pintura sobre vidrado crú colorida.
O tema é uma derivação das Cidades Flutuantes, feito em 1998. Neste caso a Cidade Flutuante é Alhos Vedros com os seus monumentos mais emblemáticos, como o Pelourinho, a Igreja Matriz, os antigos Paços do Concelho, etc.

A exposição deste e de todos os outros trabalhos está patente no Moinho de Maré de Alhos Vedros, (também ele retratado na minha pintura) até ao fim do mês de julho.
O Moinho de Maré fica situado no Cais Velho de Alhos Vedros.

terça-feira, maio 24, 2011

Encontro Novos Caminhos para a BD no CNBDI-Amadora

O convite da Câmara Municipal da Amadora, pelo vereador do Pelouro da Cultura, Sr. António Moreira foi formalizado e vou por isso participar nesta conferência falando sobre novos suportes para a BD e mostrando a minha BD em azulejos "Aventuras de Jerílio no séc. 25-1º episódio-Tudo Começou em Máfio"
O Mestre José Ruy, grande desenhador de BD português, falou com a Drª Cristina Gouveia, diretora do CNBDI sobre o meu trabalho de BD em azulejo, que teve a gentileza de me convidar para esta conferência.

Agradeço a ambos, também ao vereador da Cultura e ao Presidente da Câmara tão amável convite e espero que a minha participação seja positiva e motivadora para implementar e consolidar o gosto de todos pela 9ª Arte, a Banda Desenhada ou História em Quadrinhos como me apraz designá-la.

Luís Cruz Guerreiro

"Caros Amigos,

No próximo dia 26 de Maio, pelas 21h00, no CNBDI, realiza-se o Encontro Novos Caminhos para a BD.

Esta iniciativa encerra o programa de encontros Às Quintas Falamos de BD, que o CNBDI organiza desde Fevereiro todas as últimas quintas-feiras de cada mês e conta com a participação de Luís Cruz Guerreiro, azulejista artístico, e os autores João Amaral, José Pires e José Ruy e os divulgadores de BD Nuno Amado e Nuno Neves.

Neste encontro de Maio pretende-seabordar os vários processos de criação artística da banda desenhada, através da exploração das diversas formas de fazer BD e ferramentas disponíveis,
apresentando os diferentes suportes que os autores escolheram para as suas narrativas gráficas.

Na próxima 5ª feira convidamo-lo a tomar café connosco.


Apareça,contamos consigo."

quarta-feira, abril 06, 2011

Painel da Fragata D. Fernando II e Glória em Painel de Azulejos da A.A.G.

Repassando o Post do Blogue: Cesto da Gâvea
Parabéns ao vencedor do sorteio e ao Carlos Vardasca, o organizador do almoço de confraternização que me encomendou o painel de azulejos.

Painel em azulejo pintado à mão (30X45cm) Azulejaria Guerreiro. Alhos Vedros

"Como devem calcular, a organização do IV Encontro Nacional dos Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória, para além do trabalho desenvolvido, fruto da "carolice" da Comissão Organizadora, como é óbvio, também teve as suas despesas que cada um dos seus membros foi suportando, nomeadamente o envio das cartas, fotocópias a cores do Cartaz e do Programa, assim como os variadíssimos telefonemas realizados relacionados com a organização do Encontro.
Para fazer face a estas despesas, a Comissão Organizadora mandou fazer um painel pintado à mão em azulejo, com as dimensões de 30x45cm a partir de uma foto da "Fragata", painel esse que poderá ser adquirido por todos os ex-alunos presentes, através da compra de rifas que vão ser vendidas durante o Encontro e sorteadas no final do almoço de confraternização.
Como podem verificar pela foto, é de facto um painel muito bonito, representando uma excelente obra de arte produzida pelo artista Alhos Vedrense, Luís Cruz Guerreiro (Azulejaria Artística Guerreiro) do qual também reproduzimos os seus contactos.
Portanto amigos, não se esqueçam de ir preparados com uma moedinha e mais alguns trocos, pois a sorte poderá "bater à vossa porta" e poderem levar para vossa casa esta recordação da "nossa Fragata", valiosíssima peça artística em azulejo pintado à mão.


Carlos Vardasca
(Braz, ex-Aluno nº 14)"

terça-feira, março 29, 2011

Às Quintas Falamos de BD-Quim e Manecas 1915-1918

No próximo dia 31 de Março, pelas 21h00, no CNBDI, Jorge Silva apresenta a obra Quim e Manecas 1915-1918, da autoria de Stuart Carvalhais, com organização introdução e glossário de João Paulo de Paiva Boléo.

Esta obra com a chancela das Edições Tinta-da-China foi promovida pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República – CNCCR – com a parceria do Centro Nacional de BD e Imagem da Câmara Municipal da Amadora.
Esta iniciativa insere-se no programa de encontros Às Quintas Falamos de BD, que o CNBDI levará a cabo até Maio, todas as últimas quintas-feiras de cada mês e conta com a participação de Inês Hugon, da Direcção de Produção das Edições Tinta-da-China e Raquel Henriques da Silva, Historiadora de Arte e Vogal da CNCCR.

Na próxima 5ª feira convidamo-lo a tomar café connosco.


Apareça, contamos consigo.
Cristina Gouveia

Coordenadora
Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Av. do Brasil, nº 52-A
2700-134 Amadora


T: 214369057 Fax: 214962353
amadorabd@cm-amadora.pt
www.amadorabd.com

ÇDH ou Tropa de elite 5-Filme do Zé José a Concurso

ÇDH ou Tropa de elite 5
Filme a concurso do cineasta carioca, José Eduardo de Souza Lima o Zé José, que também é o editor da revista Zé Pereira.
Se gostarem do curta metragem votem aqui.

Rio de Jano foi apresentado por Eduardo Souza Lima, nos Arquivos Guerreiro em Alhos Vedros e o filme pode ser visto aqui , também o filme Pimentopólis foi apresentado nessa sessão dupla e pode ser visto aqui.

Muitos filmes deste cineasta brasileiro podem ser vistos aqui.

quarta-feira, março 16, 2011

Lançamento da Revista em Portugal: " Aventuras de jerílio no Séc. 25

Lançamento da Revista em Portugal: " Aventuras de jerílio no Séc. 25 - 1º episódio - Tudo começou em Máfio ! com apresentação do painel/poster do segundo episódio: "Objetivo Asteroide Repto-Confederação Monárquica-Império Zrakiano"
A capa do primeiro episódio em azulejos, as 19 pranchas/painéis e um painel/poster que vai ser parte integrante do 2º episódio das Aventuras de Jerílio e que tem 135 cm. de largura por 90 cm. de altura o que perfaz 54 azulejos policromados de 15 x 15 cm, foi apresentado pela primeira vez em Portugal, depois do sucesso sem precedentes no Brasil!

Nos Arquivos Guerreiro em Alhos Vedros, Rua Duarte Pacheco nº4 perto das bombas de gasolina será o lançamento da minha revista: "Aventuras de Jerílio no séc. 25 - 1º episódio-Tudo Começou em Máfio" com sessão de autógrafos pelo autor, oferta de bandanas desenhadas a quem comprou a revista, beberete e belisquetes, passagem de filmes, música ambiente selecionada, o artista convidado Luís Carlos Santos, lançou o seu livro em papel, depois de ter sido já um êxito em PDF!
Sessão de poesia dedicada à crítica do políticamente correto, diversos convidados levaram as suas poesias mais politicamente incorretas.
Os Murais de Brasília de que também participei sobre a direção de Delei do Grupo Operação Plástica, lançaram um calendário que será também apresentado neste evento.
Os Arquivos Guerreiro que agora completaram 10 Anos garantiram um ambiente de Festa e Alegria Geral.
Como foi véspera de eleições presidenciais houve alguns minutos de tempo para reflexão...
 
O Video do evento pode ser visto aqui:

domingo, dezembro 26, 2010

Entrevista de Luís Cruz Guerreiro à Revista Zé Pereira

A Revista online, Zé Pereira publicou uma entrevista a mim que passo a transcrever:

1) Fale de sua formação. Onde, quando e o que estudou, que músicas ouviu, que filmes viu, enfim, tudo o que te fez maluco assim.


R-A minha formação são as Histórias em Quadrinhos, desde que comecei a ler, aos 6 anos, gostei das revistas de HQ. Lembro-me que a primeira vez que peguei em revistas de HQ foi no hospital onde ia diariamente receber tratamentos para a poliomielite e tinha lá um rapaz com um montão de Mundo de Aventuras, a revista mais popular de HQ de Portugal nas décadas de 1950, 1960 e 1970.

Pedi-lhe para ler umas enquanto esperava e todo um mundo desconhecido se abriu para mim, um mundo de aventuras desenhadas. Nunca mais fui o mesmo, a minha imaginação desenvolveu-se até atingir a loucura total em que vivo atualmente, perdido entre o sonho e a realidade, e sempre que posso ou preciso, refugio-me nesse imaginário de mundos alternativos.

Lisboa, na década de 1960, era a preto e branco e verde-cinza, as casas os ônibus, os Táxis, tudo era nessas cores. Lembro-me que para aí em 1970 vi numa banca de jornais uma revista de HQ nova, com uma capa colorida, era a revista semanal TinTin na sua versão portuguesa! Pedi para a folhear e era colorida também no interior. Nunca tal tinha visto, pensei que não houvesse mais do que duas cores, porque até então nunca tinha visto uma revista de HQ em Portugal colorida, foi emocionante, mas infelizmente a minha mãe não a pôde comprar porque custava 5 escudos, o dobro do Mundo de Aventuras e três vezes mais o preço do Condor Popular e da Ciclone, que eu comprava em segunda mão por 1 escudo.

Fiquei com a imagem da capa desse TinTin durante anos na cabeça e consegui esse número já adulto, que guardo religiosamente.

-Estudei na Escola Primária de Alhos Vedros, na Preparatória e Secundária da Moita, que não completei, saindo com o 10º ano de escolaridade em 1982.

Completei depois, já no meio da década de 1990, o 12º ano com as cadeiras de Filosofia, História e Geografia.

-A música que ouvia até ao ano de 1974 era a d’ Os Beatles e o Pop, que passava nas rádios de Onda Média, porque estações de FM em Portugal, até essa altura, só existia uma, o Rádio Clube Português-FM.
Todas as estações de rádio no pós 25 de Abril, exceptuando a Rádio Renascença, emissora católica, foram nacionalizadas.

A música de 1974 a 1977 que eu ouvia, era música de intervenção, grupos como o Grupo de Ação Cultural, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Brigada Vítor Jara, tudo muito de esquerda e extrema esquerda.

A Rádio Renascença de Lisboa foi ocupada em 1975 e até ao golpe de 25 de Novembro, passava apenas música revolucionária e comunicados da Frente Popular que queria transformar Portugal num regime socialista radical. O Partido Comunista Português, com o seu modelo soviético e cubano, estava para estes grupos de extrema esquerda, à direita, para dar uma ideia do radicalismo da altura... Belos tempos.

Em 1977/78, surgiram a Rádio Comercial-FM e a Rádio Renascença-FM, vulgo RFM.

A Rádio Comercial foi a primeira, em 1977, a passar música Punk-Rock, no programa Rock em Stock e aquilo que apenas conseguíamos apanhar via BBC rádio 3 em 1976, passava agora na Rádio Nacional e gravávamos até os programas, porque nessa altura só muito de vez em quando se comprava um disco.

O primeiro disco que comprei foi “Never Mind The Bollocks - Here’s the Sex Pistols” e fomos ouvir no máximo de som, na casa de um amigo, fechamos as janelas e pulamos o tempo todo até caírem gotas do tecto, devido à transpiração. Claro que nos tornamos todos Punks, vestidos de napa preta e correntes, porque não havia dinheiro para comprar os blusões e calças em couro.
Os Ramones vieram a Cascais em 1978 e lá fomos todos ver o concerto trajados a rigor.

Em 1979 houve um filme que modificou toda a nossa existência musical, esse filme foi o “Quadrophenia” dos The Who e, com essa onda revivalista viramos Mod, de Mod’ern uma cena antiga de 1966, mas que teve um revivalismo em 1979, com o “Mod’n’Ska” que aliava o neo-Ska dos Madness ou Specials, com o Pop dos B’52 ou dos Talking Heads.

Quando o Neo Romântico dos Spandau Ballet ou dos Duran Duran surgiu em 1980, não entrei na onda, era muito amaricado.

Os filmes que mais me marcaram foram sempre os que tinham temática de ficção científica.

O “Star Wars” desde o episódio IV, de 1977 e toda a saga, vistos repetidamente, “Blade Runner”, musicais como o “Grease” e “Saturday Night Fever”, é verdade sempre adorei Disco Sound. Clássicos musicais dos anos 1930 e 1940, filmes do Tarzan ou temáticas similares como King Kong, os clássicos portugueses dos anos 1930 e também os clássicos brasileiros da Atlântida Filmes da década de 1940.

Detesto o neo realismo com os seus cânones moralizantes e filmes que usam o povo, distanciados por uma visão elitista e burguesa, que retratam vidas de favelados e pobres, quase todos os filmes de cowboys, ou de guerra, embora goste de documentários de guerra, da “nouvelle vague” e filmes engajados politicamente. Para tristezas basta olhar em volta, a realidade já é bem triste.

2) De onde veio o Jerílio? Como teve a ideia de criar o personagem e o universo onde habita?

R-O Jerílio surgiu em 1984. Em 1982, me refugiei na busca de uma solução para o caos em que se tinha tornado a minha vida, com excesso de consumo de hipnóticos com álcool e anfetaminas.

Resolvi fazer Histórias em Quadrinhos em horário laboral, porque não conseguia emprego em lugar nenhum, foi um escape e ao mesmo tempo uma restauração da sanidade, um isolamento forçado que durou dois anos e me fez evitar a entrada no reino da heroína, a droga que os meus amigos começaram a usar alegremente, devido à ausência propositada de canabis imposta pelos dealers, por a heroína ter um poder de adição quase imediato e sem retorno. Muitos desses meus amigos morreram devido ao consumo dessa droga e outros devido à AIDS, pela troca de seringas.

Livrei-me dessa fase mortal, mas perdi a “amizade” de todos os que entraram na “Herô”, porque era considerado careta por não a consumir.

Jerílio, com as suas aventuras no séc.25, faziam-me completar mundos em que tudo era inventado por mim, desde o vestuário à arquitetura de cidades inteiras, desenho de naves, sistemas estelares, espécies alienígenas... enfim, era toda uma fuga à realidade duma maneira natural, sem muito esforço, porque tenho muita imaginação, continuo assim até hoje.

Jerílio não é um herói, ele é apanhado numa história que não é a sua, mas que passará a ser sua também a partir do 2º episódio e já completamente sua nos 3º , 4º e 5ºepisódios. Ele é amoral e não julga ninguém, nem é bom nem é mau, mas isso irá mudar nos futuros episódios que reservam muitas surpresas.

O 1º episódio é uma apresentação, o 2º será tipo “Guerra nas Estrelas”, o 3º é o começo da mutação de Jerílio a nível espiritual, o 4º será a descoberta do passado, através do “Cristal do Tempo”, o 5º será pôr em pratica o conhecimento adquirido.

O 4º episódio será o mais interessante porque vai retratar o planeta Terra e o Sistema Solar, nos anos da Anarquia, de 2051 a 2485, altura em que Jerílio tem mais 10 anos que atualmente, ou seja, 34. (Ver mais detalhes aqui: http://escudo.paginas.sapo.pt/page10.html

3) Como e porque resolveu viver de azulejos? Fez algum curso ou é autodidata?

R- Foi um acaso, autodidata sou no desenho, não na azulejaria.

Em 1984 inscrevi-me no Centro de Emprego da Segurança Social, para arranjar um qualquer trabalho. Tinha tentado tudo desde afinador de máquinas de costura a ajudante de colocador de grades em metal, até servente de pedreiro tentei... fui sendo sucessivamente despedido de todos esses trabalhos por inépcia minha e falta de vontade, confesso.

Na fábrica de confecções em que trabalhei 15 dias, fui despedido após o chefe ter visto os meus dedos a serem furados pela máquina de costurar elétrica! Decididamente não tinha vida para aquilo.

De repente, em 1985, fui chamado pelo Centro de Emprego para fazer provas de aptidão numa área que desconhecia: a cerâmica artística. Estava a desenhar muito nessa altura e estava bom de desenho, concorri a concursos de HQ e até ganhei uma Menção Honrosa com o PutoZé, tive até um contacto para desenhar uma história, inacabada, para uma revista francesa, a Metal Hurlant Aventure, que declinei devido a este Curso de Cerâmica Artística me dar mais certeza de realização e poder estar um ano fora da minha terra, além de conhecer novos amigos.

Fui aceite. O curso era nas Caldas da Rainha, o expoente máximo da cerâmica artística em Portugal, com fábricas tão famosas como as Faianças Bordallo: http://www.bordallopinheiro.pt/site/index.html , legado do sensacional quadrinista, caricaturista e ceramista, Bordallo Pinheiro, entre muitas outras como a Secla, por exemplo.

Tirei o curso no Cencal, Centro de Formação Cerâmica das Caldas da Rainha, nessa altura exclusivamente dedicado à aprendizagem apenas na área da cerâmica, funcionando como uma fábrica modelo, com seções de olaria, moldes cerâmicos, design de peças, pintura e decoração de peças, pintura em azulejo, fabricação de cores cerâmicas a partir de óxidos, com um laboratório excelente e muito moderno; o meu curso foi um dos muitos que inauguraram esse Centro de Formação Modelo e da minha turma, especificamente, saíram grandes ceramistas que montaram Oficinas próprias, como foi o caso da Linda uma grande amiga minha Angolana.


Terminei o curso com a nota de Bom e fui selecionado para fazer mais um ano de estágio numa fábrica de cerâmica, as Faianças Belo, que produziam a mesma linha das Faianças Bordallo, mas num sentido mais utilitário das peças. Era um trabalho em série que pouco tinha de artístico, fui colocado na seção de pintoras e me disseram que desde há mais de 15 anos que não tinham um colega do sexo masculino.


Estes são os primeiro painéis feitos por Luís Guerreiro, depois do curso do CENCAL,
durante o estágio nas Faianças Belo, nas Caldas da Rainha.

O processo técnico, é de pintura sobre a superfície do azulejo cozido
 e posterior vidragem por imersão, com vidrado transparente.
Nenhuma sabia desenhar e eu não dominava a técnica de pintura em série, com pincéis esquisitíssimos de pelo de rabo de cabra, que davam uns efeitos retorcidos muito bonitos, mas que requeriam anos e anos de prática só para os utilizar. As minhas colegas estavam lá umas há 20 anos, a mais nova estava lá há 7!

A produção delas era muito maior que a minha, na proporção de 10 para 1, mas quando o chefe precisava que lhe pintassem um painel em azulejos era comigo que vinha ter e aí eu ficava feliz e no meu ambiente, porque implicava desenhar o painel.

Também era o único a ter acesso ao espólio do antigo mestre de pintura e desenho que tinha muitos postais e desenhos originais.

Um dia, o chefe de seção disse-me que tinham tido a encomenda de um painel de azulejos com a temática “Vivenda Sol e Mar” e eu felicíssimo lá fui consultar os postais para me inspirar num desenho que, eu esperava, viesse a ser um marco na fábrica.

Depois de desenhar os esboços magníficos com o mar revolto e calmo, ilhas e sereias sobre o sol, fui todo contente mostrar o desenho ao chefe... uma gargalhada ouviu-se na sala, repetida depois por todos para meu desespero, o Sol e o Mar eram a toponímia a escrever no painel em letras garrafais e não a temática do mesmo. Foi frustrante mas lá fiz o trabalho apenas circundado por um friso que foi a parte artística do painel.

Entretanto, tinha conhecido o Atelier Argila por via dum amigo que lá trabalhava e que se dedicava a fazer apenas Azulejaria Artística Tradicional, com as cores e vidrados dos Sécs. XVII e XVIII, os amarelos, os azuis, os vinháticos e os verdes, a partir de óxidos misturados com vidro. Uma técnica em tudo idêntica à técnica utilizada nesses séculos, também a temática era uma reconstituição das temáticas laicas desses séculos de apogeu da Azulejaria Portuguesa.

Quis imediatamente trabalhar a tempo inteiro no Atelier Argila porque era o que estava mais próximo da minha paixão - a História em Quadrinhos -, mas o contrato era de estagiar um ano na fábrica, supervisionado sempre pelo Centro de Emprego e pelo Centro de Formação. Consegui, entretanto, um trabalho no atelier em “part-time”, pós laboral das 20h às 22h e aos sábados e domingos.

A fábrica começou a ter problemas de pagamento aos operários e eu morava em quarto alugado e tomava as refeições numa cantina onde pagava ao mês, ganhava na fábrica o ordenado mínimo, que era à conta para pagar o quarto e a alimentação e dar uma escapadinha mensal à minha terra natal, Alhos Vedros, para ver os meus pais e família.

Não tinha possibilidade de estar sem receber um mês, mesmo tendo o outro emprego no Atelier Argila.Falei com o chefe e disse-lhe que o patrão tinha de me pagar por esses motivos.

Ele compreendeu a situação e deu-me a morada e uma tarde livre para ir falar pessoalmente com o patrão.

Depois de muito tocar à campainha, lá depois de uma hora, me abriu a porta a criada que me disse que o patrão não me podia atender porque estava doente. Eu disse que esperaria o tempo que fosse preciso, pois precisava do dinheiro ou era expulso do quarto.

Mais uma hora depois o patrão lá apareceu de robe, com ar cansado e deu-me o ansiado cheque a que acrescentou uma carta de demissão.

(Este é um caso interessante também: o patrão tinha diversas vezes ataques de “epilepsia” na fábrica, o que deixava muito apreensivos os operários, curiosamente na área de embalagem, que era um lugar cheio de palha, para acomodar as cerâmicas que iam para exportação. O mais curioso ainda é que ele tinha os ataques de “epilepsia” sempre no meio da palha, estrebuchando qual perdido no conforto da palhoça. Acontece que eu tinha tirado um pequeno curso de socorrismo e prestei-me uma vez a ministrar-lhe os primeiros socorros que têm de ser feitos a vítimas de epilepsia. O mais básico é levantar a nuca da vítima para evitar que a língua sufoque as vias respiratórias e, assim, impedir que a vítima morra por asfixia. Apliquei-lhe essa técnica enquanto o patrão estrebuchava como um louco, mas notei nos seus olhos que a consciência era total, os olhos não reviravam e ele olhava-me fixamente... estranhei, mas depois entranhei, o homem estava a ter um ataque de histeria. Aparentemente são coisas iguais, mas a nível clínico são coisas completamente diferentes. Tirei-lhe a mão da nuca e disse aos assustados trabalhadores que aquilo era histeria e não epilepsia. Nunca mai,s no pouco tempo em que por lá fiquei, o patrão teve outro ataque de “epilepsia”.)

Passei a trabalhar exclusivamente para o Argila Atelier até ao seu fecho em 1988, tendo já alugado uma casa junto à casa dos meus pais em Alhos Vedros.

Em 1989, depois de equipar toda a minha oficina, inaugurei a Azulejaria Artística Guerreiro, onde trabalho até hoje.

4) Quem são os grandes mestres dos quadrinhos para você? Por quê?

R-Rafael Bordallo Pinheiro, pela graça e mestria que deu às suas HQs e caricaturas, pioneiras da 9ª Arte nos finais do séc. XIX; Will Eisner, pela dinâmica de cada prancha e letras na série The Spirit; Russ Manning, pelo traço e uso dos claros-escuros nas pranchas dominicais do Tarzan, Robert Crumb pelo detalhe.

5) O que é Portugal para você?

R- A minha Pátria, o país que mais amo.

6) E o Brasil?

R-A minha Pátria em Grande, multiplicada por 100.

7) Fale sobre o seu projeto para o Globo Juvenil e o Suplemento Juvenil.

R-O projeto passa pela digitalização integral destas coleções que estão na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e pela busca dos exemplares que faltam nessas coleções.

Este projeto é de interesse nacional e também de interesse para todo o mundo que fale português.

Parte da história do Brasil e do mundo estão nesses jornais e eles estão muito frágeis, só muito amor pela 9ª Arte me levaria a ponderar num projeto desta envergadura, são mais de 3000 jornais a digitalizar enquanto existem, será talvez a última oportunidade de salvaguardar esse espólio para que seja visto pelas futuras gerações de brasileiros e de todos os que admiram as Histórias em Quadrinhos.

Em 2011 passam 70 anos da edição dos jornais com data posterior a 1941 e passam, por isso, para o domínio público.

Quero que este trabalho a que me proponho venha a ser depois editado em duas monografias, e que salvaguarde as memórias de Adolfo Ayzen e de Roberto Marinho, os maiores impulsionadores da 9ª Arte no Brasil.
Todos os direitos sobre os livros, quero que fiquem para o Estado Brasileiro e apenas desejo ser o mentor e executor dessa missão de resgate desse património cultural.

Acredito que sendo tão grande esta saga, o fato de abdicar do meu trabalho na área da azulejaria e emigrar para o Brasil para a executar durante o que perspectivo serem de 3 a 4 anos de trabalho, será recompensado pelo acesso que todos os atuais brasileiros e todas as futuras gerações de brasileiros e da humanidade em geral terão, se se salvaguardar essa parte importantíssima da História Brasileira. O que dificulta tudo isso tem sido conseguir os apoios económico e logístico necessários para a execução desse projeto. (Estou aberto a qualquer tipo de ajuda para concretizar este projeto.)

Como adenda a esse trabalho, lanço também a ideia para o Metrô do Rio de Janeiro homenagear esses jornais e seus diretores, em dois painéis de azulejos policromados a colocar em duas estações de Metrô do Rio, como foi homenageado o Ziraldo, numa estação de Metrô desta cidade.

Luís Cruz Guerreiro,
Que também é um grande paineleiro...

Entrevista feita por Eduardo Souza Lima, o Zé José.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Feliz Natal e Bom Ano de 2011-Merry Xmas and Happy New Year of 2011

Nª Srª dos Anjos.

Está é a Padroeira de Alhos Vedros.
Está colocada na Igreja Matriz de Alhos Vedros e é feita em pedra num único bloco data do séc. XV.
Mais informações aqui: http://av500anos.blogspot.com/2010/06/alhos-vedros-bilhete-de-identidade.html

Lady of the Angels.

This is the patroness of Alhos Vedros.
The statue is placed in the Church of Alhos Vedros and is made in a single block of stone-century date. XV.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

A Azulejaria Guerreiro Está na Lua!

Literalmente, a Google Adwords, onde publicito, mandou-me a prova final. Um Mega Ultra Projetor assinou o endereço http://www.azulejariaguerreiro.com/ na Lua com lasers! É pena ser em vermelho... mas valeu!
A Google também me enviou um filme onde tentaram outras formas de publicidade aqui da Azulejaria Guerreiro, vejam o fime aqui:

http://www.youtube.com/adwords10?hl=pt-pt&forcelang=false&x=0be542fff2d145cb845a3f0b3f02d9ee

Obrigado à Google por esta prenda de Natal.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Luas Musicais-Musical Moons

A Azulejaria Artística Guerreiro lançou uma primeira série de apenas duas, com a temática Luas Musicais, ainda tem algumas em stock da primeira série, os preços são os preços de venda na oficina.
(As Luas Musicais são pratos, alguns recortados manualmente, com um orifício onde se ata uma corda para que possam ser penduradas no tecto de sua casa.)
Os portes de correio têm de ser vistos caso a caso.
Se estiver interessado contacte-nos pelo e-mail: azulejariaguerreiro@gmail.com e responderemos-lhe pessoalmente.

Vendidas:
-Lua Fado, (apenas se aceitam pedidos de encomenda)
-Lua Reggae, (apenas se aceitam pedidos de encomenda)
-Lua Jazz, (apenas se aceitam pedidos de encomenda)

The A.A.G. Artistic Tiles has launched a first series of only two, with the Moon Musical theme, still

has some stock in the first series, prices are retail prices in the workshop.

The postage prices must be seen in each case.
(Musical Moons are plates, some cut by hand with a hole through which a rope is tied so that they can be hung on the ceiling of your house.)
If you are interested please contact us by e-mail: azulejariaguerreiro@gmail.com and we will respond to you personally.


Sold:
-Fado Moon (only accept requests for custom)
-Reggae moon (only accept requests for custom)
-Moon Jazz (only accept requests for custom)

terça-feira, novembro 16, 2010

O Deserto da Educação no Blog "A Educação do Meu Umbigo"

A série de tiras em quadrinhos "O Deserto da Educação", que foi publicada no Blog "A Educação do meu Umbigo" no ano de 2009, agora está compilada aqui: http://educar.wordpress.com/o-deserto-da-educacao/

O Argumento é de Paulo Guinote e o desenho de Luís Cruz Guerreiro.

sábado, novembro 13, 2010

Entrevista de Luís Cruz Guerreiro à Rádio Eldorado Cultura-Notícia do Jornal "O RIO"

O Rio online publicou a primeira e segunda partes da minha entrevista à Rádio Eldorado Cultura de Ribeirão Preto.

Agradeço de novo ao Brito Apolónia pela divulgação.

quinta-feira, novembro 11, 2010

O Jerílio da Arquimedes Editora!

Quando fomos ao Rio de Janeiro buscar as revistas à Arquimedes Editora, eu e Tina nos deparámos com o próprio Jerílio, que além de estar impresso no gibi, ele próprio em pessoa nos entregou as revistas, parece mentira, mas podem comprovar com a foto que eu lhe tirei nas instalações da editora.

Parece que usa o nome de "Arthur", mas é disfarce, ele é o Jerílio mesmo e deve ter usado o "Cristal do Tempo" para assim aparecer no ano 2010, ele que vive atualmente no ano 2475, parece um pouco mais velho, mas o episódio em que Jerílio descobre o Cristal do Tempo é passado 10 anos depois, quando ele se torna eremita e passa 10 anos a estudar os acontecimentos no planeta Terra, nos anos da Anarquia de 2051 a 2500...

Esta é talvez a explicação para o Jerílio da Arquimedes Editora, estar agora no Rio de Janeiro.

terça-feira, novembro 09, 2010

DIVULGAÇÃO NOS MEDIA DO BRASIL E DE PORTUGAL, DAS "AVENTURAS DE JERÍLIO NO SÉC 25-1º EPISÓDIO-TUDO COMEÇOU EM MÁFIO"

O jornal O RIO online publicou na edição de 26 de Agosto a matéria que saiu em Ribeirão Preto no jornal diário A Cidade.


Como se tornou habitual desde a edição nº3 do jornal então quinzenal, O RIO, no ano de 1996 onde o Brito Apolónia me entrevistou pela primeira vez, este orgão de informação de referência sempre referenciou as minhas Exposições e Eventos assim como os dos meus convidados que exposeram nos Arquivos Guerreiro, com particular destaque para o artista Brasileiro-Delei.

Obrigado ao Brito que sempre prestigiou as Artes e os artistas.



O "Estudo Geral" Publicou todos os episódios das Aventuras de Luís Guerreiro e Tina no Brasil.

A revista online de Luís Santos e companhia, já referência cultural de Alhos Vedros e Galáxia, publicou todos os 9 episódios da saga brasiliense do casal luso-brasileiro em terras de Vera Cruz.


A Embaixada de Portugal no Brasil Divulgou o Evento de Brasília no seu Blogue.


Carlos Fino e a sua esposa visitaram a Exposição-Lançamento da Revista, "Aventuras de Jerílio no séc.25-1ºepisódio-Tudo Começou em Máfio" e confraternizaram com os convidados.

A divulgação no Blogue da Embaixada de Portugal no Brasil do evento foi noticiada pelo próprio Carlos Fino nesse Blogue.


 


Blogues que Divulgaram as Exposições e o Lançamento da Revista no Brasil


O AVP, o Arre Macho, a Educação do Meu Umbigo e o Brocas Vetus divulgaram o meu périplo pelo Brasil, obrigado a todos.






O Mural da Cidade do Rio de Janeiro Publicou os dois episódios com os videos referentes à Cidade maravilhosa.

...o que foi uma completa surpresa para mim !

segunda-feira, novembro 08, 2010

Entrevista de Luís Cruz Guerreiro à Rádio Eldorado RP.SP-Parte 2



Nesta segunda parte da entrevista que Daniel Gutierrez me concedeu à Rádio Eldorado Cultura de Ribeirão Preto, São Paulo-Brasil. Falamos sobre a dinâmica da narrativa da 9ª Arte, dos autores de Fição Científica que mais me influenciaram.

A apresentação do painel/poster que já retrata o sistema Zrakiano que irá entrar em guerra com Lokran o Reptilóide. Lokran tem cativa a Princesa Lana, filha do Imperador que a quer salvar para continuar a dinastia.

O seu filho primogénito foi morto numa briga por Kron o Mercenário e é o humanóide mais perseguido da Galáxia e com o melhor preço de recompensa.

A revista, "Aventuras de Jerílio no séc.25-1º episódio-Tudo Começou em Máfio", primeira em HQ de fição científica em azulejaria artística, foi comentada na entrevista.

As Exposições de 2000, 2006 e 2010 em Brasília e a exposição de Ribeirão Preto, foram também referidas.

A simpatia da equipe da Rádio Eldorado Cultura foi notória e bastante agradável.

Os créditos e agradecimentos a todos, o FIM da entrevista.

Espero que gostem...

Luís Cruz Guerreiro

segunda-feira, novembro 01, 2010

Entrevista de Luís Cruz Guerreiro à Rádio Eldorado RP.SP-Parte 1



Daniel Gutierrez da Rádio Eldorado Cultura de Ribeirão Preto, AM 1333, entrevistou-me em 26 de Agosto de 2010 para o programa matinal "Entrevista". Esta Rádio em Onda Média tem uma larga cobertura para os municípios que envolvem a cidade de Ribeirão Preto, abrange uma área que tem mais de 500 000 habitantes e dezenas de municípios.

A produção do programa é de Thaís Montoani, a direção de Gil Santiago e a apresentação de Daniel Gutierrez.

A entrevista tem como temática a história em quadrinhos que eu fiz, "Aventuras de Jerílio no séc. 25 "e o lançamento da revista em Brasília e RP no Brasil, mas abrange temas filosóficos e ecológicos, como a existência de outras civilizações extraterrestres e formas de evitar o fim da espécie humana, como por exemplo acabar com o dinheiro, as armas e tornar o planeta Terra uma reserva natural.

Coisas simples... :D

Uma breve explicação da concepção de uma História em Quadrinhos e a influência de artistas da 9ª Arte no meu trabalho, são alguns dos tópicos abordados nesta primeira parte da ntrevista de Luís Cruz Guerreiro à Rádio Eldorado RP.SP

Não percam a segunda e última parte.

terça-feira, setembro 28, 2010

Aventuras de Luís Guerreiro e Tina no Brasil-Parte 9-RP-SP-FIM



A EXPOSIÇÃO DE RIBEIRÃO PRETO NO CERVEJARIUM.

TRABALHO, MUITO TRABALHO...

AS ENTREVISTAS AO JORNAL "A CIDADE" E À "RÁDIO ELDORADO-CULTURA-AM-RP"

O ROUBO DA MÁQUINA E A SUA SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA.

A FINESSAGE, UMA VERNISSAGE QUE FOI FEITA NO FIM DA EXPOSIÇÃO.

O CERVEJARIUM LOTADO DE CONVIDADOS. CERVEJA COLORADO À DISCRIÇÃO, PRETA E BRANCA, BELISQUETES PORTUGUESES.
O SUCESSO, A FAMA...
TUDO E TUDO, MENOS DINHEIRO, MAS COMO DIZIA A NANDA, A MINHA QUERIDA CUNHADA, QUANDO TINHA 5 ANOS, "SE NÃO TEM DINHEIRO, PASSA UM CHEQUE!"

OS AGRADECIMENTOS A TODOS.

O FIM DAS "AVENTURAS DE LUÍS E TINA NO BRASIL"

POR ESTE ANO É TUDO, OBRIGADO PELA PACIÊNCIA DE VISIONAREM ESTAS CRÓNICAS TÃO MAL PRODUZIDAS...
MAS É O QUE SE PODE ARRANJAR.

UM GRANDE BEM "MUITA" HAJA PARA TODOS VÓS.

TINA E LUÍS, UM CASAL FELIZ

:D

domingo, setembro 19, 2010

Aventuras de Luís Guerreiro e Tina no Brasil-Parte 8-RP-SP



A 9ª CIDADE NO ESTADO DE SÃO PAULO EM TERMOS GERAIS.

O GRANDE CENTRO COMERCIAL DO INTERIOR DO ESTADO MAIS RICO DO BRASIL!

ESTA PARTE 8 DAS AVENTURAS DE LUÍS GUERREIRO E TINA.

MOSTRA A CIDADE NATAL DA TINA, UMA CIDADE DE 560 MIL HABITANTES.
UMA CIDADE DE TRABALHO E OPORTUNIDADES, UM CASO QUE DÁ QUE PENSAR...


RIBEIRÃO PRETO, alguns elementos estatísticos podem ser vistos aqui.


domingo, setembro 05, 2010

Aventuras de Luís Guerreiro e Tina no Brasil-Parte 7-Brasília



BRASÍLIA

A TORRE DE TELEVISÃOTEM UMA FEIRA...
A FEIRA DA TORRE

O PLANETA MÁFIO ESTÁ LÁ E ESTÁ AQUI, É ONDE UM MAFIOSO QUISER.

AKIRA, MOSTRA A MESTRIA DE DESENHAR NUM GRÃO DE ARROZ.
AKIRA ACHA QUE OS ESCRITORES PORTUGUESES SÃO MUITO DIFERENTES DOS ESCRITORES BRASILEIROS...
USAM PELO MENOS MAIS 300 VOCÁBULOS DO QUE OS ESCRITORES BRASILEIROS, ELE GOSTA DE LER LIVROS EM PORTUGUÊS DE PORTUGAL.
AKIRA ADQUIRIU O GOSTO DE LER OS AUTORES PORTUGUESES NO JAPÃO ONDE FOI CONHECER A TERRA DOS SEUS PAIS.

A PARADA GAY DE BRASÍLIA FOI BEM DIVERTIDA

ESTA PARTE 7 DAS AVENTURAS DE LUÍS GUERREIRO E TINA
NO BRASIL É "GAY"
É GAY QUE EU SEI!