domingo, maio 04, 2008

O Mestre das Cristalizações !

Tradução livre do Video do Kris Friedrich:

A Cerâmica de Cristalização foi introduzida na Europa em meados de 1800, mas só na década de 1960 começou a surgir nos EUA. É um processo difícil, com muitas quebras, para se atingir alguns resultados bem sucedidos, mas hoje em dia existem Mestres nos vidrados de cristalização, nos EUA.

Quando os resultados saiem bem sucedidos, como é o caso aqui do Kris Friedrich, os Vidrados são espectaculares !

Sem Dúvida !

L+G

Cencal-Vidrados Criativos-Turma de 2008

O Curso de vidrados Criativos, foi dado pelos formadores do CENCAL, Manuela Baroso e Paulo Óscar, durante o mês de Abril de 2008, em 3 módulos intensos que ocuparam três fins de semana. O resultado além de ter uma vertente teórica dada pela Formadora, Manuela Baroso, onde se aprendeu a composição de muitos tipos de vidrados, a partir dos seus componentes químicos, (o que será sempre uma mais valia, para quem como eu pretende fazer os vidrados autónomamente), teve também uma componente prática onde se experimentaram vidrados de Alta Temperatura, a mais de 1250 ºC e onde se conseguiram Cristalizações muito bonitas.

Esta vertente prática foi dada pelo Formador Paulo Óscar. A Turma seguiu atentamente todo o Curso e espero que a todos lhes tenha servido de incentivo para a experimentação.

Quanto a mim abriram-se portas na Cerâmica Criativa que servirão para me dedicar a cada vez mais à descoberta desta Arte da Terra e do Fogo, desta Alquimia a que se chama Cerâmica.

Parabéns aos Formadores pela excelência dos seus conhecimentos e pela sapiente transmissão dos mesmos a todos os formandos, e um grande abraço a todos os colegas que compartilharam este Curso, pela sua boa vontade, espírito de camaradagem e pela troca de conhecimentos que a todos enriqueceu, estou seguro.

Luís Cruz Guerreiro

sexta-feira, abril 25, 2008

Detergente Abril


Guterres fez a grande limpeza ao Socialismo, depois de Mário Soares o ter metido na gaveta...

Atualmente estamos na maior limpeza que o socialismo democrático e a social democracia sofrem desde o 25 de Abril, com a viragem à direita no PS e a sua aproximação ao modelo tecnocrático liberal que o PSD representou. O PS e o PSD fundiram-se num só partido e a democracia não ganhou com isso.

O Painel, "Detergente Abril" continua tão atual agora, como na época de Guterres, talvez ainda mais atual.

Apesar de tudo acredito que a Democracia conseguirá dar a volta a este estado de desânimo em que a maioria dos Portugueses se encontra.

Embora com uma convicção menor, e muito decepcionado, ainda gritarei:

Viva o 25 de Abril

quinta-feira, abril 10, 2008

De Volta ao Cencal

Vinte e Quatro anos depois, vou voltar ao CENCAL, o Centro Profissional que me permitiu até hoje estar a trabalhar na área da Cerâmica. Agora com o Curso de Vidrados Criativos, espero que me permita a possibilidade de fabricar o Vidrado, em qualquer parte do Mundo Lusófono.

Resumo do Programa:

1. Matérias-primas para os vidrados cerâmicos: -vidrados e fritas – óxidos – corantes - outros elementos químicos compostos - formulação e preparação

2. Fornos a gás: - características e tipos, elementos e materiais - funcionamento - programação e condução de cozeduras - controlo e pirometria - manutenção e segurança

3. Experiências práticas: - cerâmica negra - cristalizações de baixa temperatura (800°c) - cristalizações de alta temperatura - aventurinas - experiências práticas - noções teóricas sobre vidrados de sal

A ideia é azulejar o Mundo Português !
A A.A.G. está aí no seculo 21, a preparar-se para o Quinto Império !

domingo, março 23, 2008

Aventuras de Jerílio no séc. 25-Primeira Parte Concluída !

A primeira parte das Aventuras de Jerílio no séc. 25-"Kron o Mercenário", está completa em 19 painéis de azulejos policromados, a aplicação de ouro e prata, em segunda cozedura também foi efectuada.

O segundo episódio, "Objectivo Asteróide Repto", começou a ser desenhada.Um excerto da banda sonora deste primeiro episódio é de autoria de CRUZ.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Fanzine Brasileiro-Bongolê-Bongoró



Como tinha prometido aqui fica a divulgação do Fanzine Brasiliense, Bongolê-Bongoró
Conheci o Estevão num encontro sobre Fanzines de BD, na FNAC de Brasília.


Durante esse Encontro entre vários Fanzines lá estava a Bongorê-Bongorá, que se destacava pela qualidade dos trabalhos e pela impressão de boa qualidade, passava para além do Fanzine e fez-me recordadr imediatamente a revista Paulista, Chiclete com Banana com um toque da mítica ANIMAL, foi amor à primeira vista, como não consegui um exemplar disponível, disseram-me para procurara numa loja especializada em BD de Brasília, lá fui, mas a loja estava fechada para obras e felizmente que tinha anotado o nº de telefone do Estevão.

Telefonei-lhe e disse-lhe que estava em Brasília a fazer uma Exposição de BD em Azulejo, no MAB e se ele não poderia passar lá pela casa de Delei, para eu ficar com uma edição do seu Fanzine. O Estevão fez o favor de ir lá e entregou-me este exemplar autografado e carimbado !

Muito Obrigado ao Estevão !
Agora o Estevão mais dois colaboradores do BB, estão cá em Portugal a convite da Chili com Carne, para participar num encontro Luso-Brasileiro de Fanzines e para mostrar o #2 desta Revista, que ainda não pus as mãos e avista encima.

Estarei no D'Alma Lounge, no dia 23 de Fevereiro, mas o programa começa dia 21, pelas 19 h. e prossegue até dia 24, pode consultar aqui o programa.

Estes Encontros eram para ser feitos no Grémio Lisbonense, mas como se sabe o senhorio despejou estes amigos desta centenária Associação.

Convidei também estes amigos para passarem aqui uma noite na Moita e vamos ver se poderão estar presentes.

Eis uma recolha de imagens do primeiro número do Bongolê-Bongoró:





L+G

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Cencal 25 Anos

O CENCAL, faz 25 anos e comemora-os com uma exposição de obras cerâmicas, pertencentes ao espólio do CENCAL, da autoria dos ceramistas e outros artistas, resultado de processos, actividades e acções desenvolvidas no CENCAL, ao longo deste quarto de século.

Parabéns ao CENCAL, são os votos deste seu formando que frequentou o primeiro curso de pintura cerâmica desta Instituição, em 1985.
L+G

sábado, janeiro 19, 2008

Delei A.A.G. Dezembro de 2007




Delei esteve de novo na Azulejaria Artística Guerreiro, onde graças à sua aptidão natural para a experimentação aliada a uma genialidade artística natural, mas que é também fruto de dezenas de anos de entrega às Artes Plásticas e à pesquisa das suas possibilidades estéticas, não esquecendo a habilidade extraórdinária para o desenho livre, que faz com ambas as mãos, fizeram a este aprendiz (...em 1993) chegar ao 5º Grau de mestria na Arte ancestral do Azulejo.

Desde 1993 que Delei vem pintando em azulejos na AAG, mas só a partir de 2000 é que poderei convencionar que começou realmente a sua aprendizagem.

Anos sucessivos de elaboração e concepção de painéis em azulejo, com esboço prévio, selecção de cores e agora a utilização de tintas de 3º fogo a baixa temperatura (Ouro e Prata) proporcionaram-me o prazer de conferir a Delei o 5º Grau de mestria na arte da pintura em Azulejos. Este grau é excelente e relevante, pois eu próprio me considero mestre no Grau 15* da Azulejaria Artística. (*O recorte e vidragem dos azulejos, elaboração de cores personalizadas a partir de óxidos, concepção de painéis de grande formato com frisos trabalhados, são técnicas que a Delei faltam e representam 5 Graus em 20 possíveis, (...isto pelo que sei que me falta a mim próprio ainda aprender, pois faltam ainda o alto e o baixo relevo, a feitura do azulejo dos vidros e dos óxidos...) por isso se retirarmos estes cinco Graus exclusivamente técnicos, Delei está a um nível Artístico Excelente ou seja a 5 Graus Artísticos do seu Mestre, mas na Arte do Azulejo o Grau 20 será apenas o Grau Um dos estágios para a alquimia, agora já se pintou com Ouro e Prata, mas só atingirá a perfeição quem fizer da areia, Ouro e Prata, como Deus fez do Barro o Homem e a Mulher.

Esta ocasião também serviu para a criação de um Blogue para Delei, que em conjunto com a sua página, serve para mostrar as criações mais recentes deste Artista, mas também para publicar os Videos das diversas Exposições que Delei fez na Galeria dos Arquivos Guerreiro, e muitas imagens das obras de Delei, que os Arquivos Guerreiro possuem.

Este Novo Blogue "Arte Delei", tem pois um grande potencial de mostra das facetas ainda não conhecidas deste grande Artista Brasileiro, onde os livros de desenhos de viagem, são apenas uma das muitas preciosidades a apresentar futuramente.

Luís Cruz Guerreiro A.A.G.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Video da elaboração dos Painéis do Forcas Bar-Primeira Parte

Paineis de azulejos do Forcas Bar-Hanging Man Bar Panels of Tiles-Part 1 from Luis Guerreiro on Vimeo.


Este Video contem imagens raras da Cadeia Velha de Alhos Vedros, ainda existente em 1992 e que foi derrubada recentemente para a construção de apartamentos. A perca deste património ainda não foi e talvez nunca seja contabilizada, pois os possíveis e prováveis elementos arqueológicos do seu subsolo têm agora um edifício por cima. Perdeu-se um grande elemento para o conhecimento da nossa história local, quando Alhos Vedros era a sede de Concelho de toda uma região que abrangia os actuais Concelhos da Moita e Barreiro...perdeu-se é como quem diz, a estarem lá esses elementos arqueológicos, lá continuarão, e o tempo tudo se encarrega de pôr no seu lugar, o que hoje é novo brevemente se tornará em ruínas e num século futuro, outras gerações mais iluminadas do que as actuais, reporão a história no seu lugar.

A Realização dos painéis de azulejos do Forcas Bar teve como colaboradores, Diogénio dos Santos que me forneceu informações gerais de Alhos Vedros e sobre a Cadeia Velha, onde estiveram muito provávelmente situados os primeiros Paços do Concelho.
O Padre Carlos com o seu livro, na altura único, sobre a história de Alhos Vedros elucidou-me sobre muitos aspectos e também me forneceu informações preciosas na reconstituição histórica sobre os temas a tratar e Lídio Coelho tudo filmou na altura, com uma visão muito sensível e pessoal e sobre a temática em questão.

A todos o meu Bem Haja.

L+G

Video da elaboração dos Painéis do Forcas Bar-Segunda Parte

Paineis de azulejos do Forcas Bar-Hanging Man Bar Panels of Tiles-Part 2 from Luis Guerreiro on Vimeo.


O esboço, o desenho prévio, o recorte, a vidragem e a pintura dos painéis do Forcas Bar.

Os Postais do Forcas Bar








Em 1992, foram feitos postais com os painéis do Forcas Bar, em edição de autor.
A A.A.G. ainda tem alguns, desta edição histórica, só para coleccionadores e amigos.

Uma nova edição será publicada durante este ano de 2007, para o público em geral.

Os Painéis do Forcas Bar


Os Painéis do Forcas Bar

1-A chegada do Rei D.João I a Alhos Vedros.


2-O julgamento dum condenado nos Paços do Concelho de Alhos Vedros


3-O enforcamento dum condenado no campo da forca de Alhos Vedros.
4-Painel Tríptico com três cenas do quotidiano rural Alhos Vedrense em 1415.

Revista Foral 2014 #1-O Artigo sobre os Painéis do Forcas Bar


Recriação Histórica em Painéis
Os Painéis do Forcas Bar
A Cristina e o Jorge, proprietários do espaço que seria designado como “Forcas Bar”, contactaram-me em 1992 para um projecto que desde logo me emocionou, encomendaram-me quatro painéis de reconstituição histórica sobre Alhos Vedros no séc. XV, painéis esses a serem colocados no “Forcas Bar” que, devido à sua localização no antigo campo da forca, inspirou os seus proprietários a regressar ao passado.

A partir do facto real do Rei D. João I se ter refugiado em Alhos Vedros para fugir à peste que grassava em Lisboa, criei uma ficção histórica, que me proporcionou uma
oportunidade de realizar a reconstituição história mais importante que fiz até hoje.

No trabalho de pesquisa foi necessário falar com pessoas que conheceram a Vila de Alhos Vedros noutros tempos e que sabiam estórias antigas sobre os locais a retratar, dos quais destaco o Cineasta amador Alhos Vedrense já falecido, o Sr Diogénio, que me forneceu valiosas informações neste projecto, e também o Padre Carlos, pároco de Alhos Vedros, que, através do seu livro “Contributos para a História de Alhos Vedros” (que já tem três edições) , contribuiu e muito para que a execução dos trabalhos em Azulejaria tivessem maior credibilidade, porque esse livro contém informações baseadas em documentos, o que tornou mais científica a pesquisa histórica que foi necessária para a execução destes trabalhos.

Os quatro painéis de Azulejos do “Forcas Bar” são:

1-A chegada do Rei D.João I a Alhos Vedros.

A praia e a orla costeira avançava desde o Cais de Alhos Vedros até Santo António (isto é uma mera especulação), por um esteiro que também passava defronte à Igreja Matriz de Alhos Vedros e e isso levou-me a crer que será essa uma das razões porque a Igreja está de costas viradas para a Vila, a outra, pelo que soube recentemente, será porque está voltada para Oriente como o seriam todas as Igrejas antigas ou Mesquitas, que foram depois transformadas em Igrejas Cristãs (Católicas), como leva a pensar que se tenha passado com a Igreja Matriz de Alhos Vedros, principalmente devido às cúpulas encontradas aquando do seu restauro de 1948, e que se encontravam cobertas por um telhado que as escondia.
Em conversa que tive na altura com o Padre Carlos, também ele amador da história de Alhos Vedros, contei-lhe sobre a vegetação tipicamente marinha que tinha encontrado no campo da Forca e também em frente da Igreja, quando o “Parque das Salinas” ainda não tinha sido construído, e também no espaço em frente da Igreja onde ficava uma antiga salina desactivada, que enchia e vasava ao sabor das marés. Pareceu ao Padre Carlos que o rio realmente deveria em épocas distantes como aquele ano de 1415 a que se reportam os painéis do “Forcas Bar”, avançar terra adentro e especulei se poderia esse esteiro ir até Stº António, mas o Padre Carlos não soube responder.
Este painel que retrata a chegada do Rei a Alhos Vedros, foi por mim localizado na praia junto à Igreja Matriz e não no cais, para dar assim uma relevância à própria Igreja.
As Caravelas são do tipo das Caravelas que descobriram a Madeira, ou seja, o tipo de Caravelas de Vela Latina que seriam muito parecidas com os Varinos de grandes dimensões, que antes navegavam no rio tejo e dos quais a Pombinha é hoje o último exemplar que o Concelho da Moita ainda possui.
Todo o ambiente é ficcionado, com personagens num ambiente festivo de recepção ao Rei e Comitiva.

2-O julgamento dum condenado nos Paços do Concelho de Alhos Vedros.

Este painel retrata um julgamento nos antigos Paços do Concelho de Alhos Vedros, vulgo Cadeia Velha.
Presumo terem sido os primeiros Paços do Concelho, devido à sua construção ser de dois pisos e presumo que também teria masmorras na cave, pelo que vi quando as ruínas da Cadeia Velha ainda estavam de pé e como poderão ver no meu Blogue; http://azulejariaartisticaguerreiro.blogspot.com/ em video que Lídio Coelho, meu grande amigo e colega de Teatro Amador na Velhinha, filmou na altura em que fiz os painéis do Forças Bar, 1992.
No Primeiro andar, que já tinha derrocado, mas que o Sr. Diógenio, meu colaborador para este trabalho, me disse existir e que me explicou detalhadamente como seria a sua construção, porque a tinha visto ainda de pé, fiz o desenho do que seria a Cadeia Velha reconstruindo a sua versão original.
A ficção criada a partir da reconstituição histórica dos Paços do Concelho foi a de o Rei D. João I fazer neste caso um julgamento público “especial” para mostrar à população de Alhos Vedros o exercício do seu Poder Régio.

3-O enforcamento dum condenado no campo da forca de Alhos Vedros.

O chamado campo da forca, agora designado “Bairro Gouveia” foi a maneira como sempre ouvi chamar a esse local, por isso imaginei que fosse aí que se enforcavam os condenados.
A ficção criada foi que uma execução tivesse sido efectuada quando o Rei D. João I esteve presente com a sua comitiva nesse ano de 1415.
Um palanque foi por isso montado para a Realeza observar este triste espectáculo.
O Rio Tejo serve de fundo, enquanto o desgraçado sobe ao patíbulo e a sua família chora desconsoladamente na areia do campo da forca. À direita um cavaleiro lê a sentença, enquando vários Alhos Vedrenses de então observam esta possível cena...

Note-se que nada desta reconstituição histórica tem base científica e histórica, tentei apenas tornar plausíveis estes acontecimentos.

4-Painel Tríptico com três cenas do quotidiano rural Alhos Vedrense em 1415.

A partir de fotos cedidas pelo “Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia” e de foto cedida pelo Sr. Diogénio sobre as Salinas reconstitui a ruralidade Alhos Vedrense de então. Trajei pois as personagens com vestes do séc.XV e coloquei-as nas Salinas, junto ao Poço “Mourisco” e perto do Pelourinho, numa composição romântica dum Alhos Vedros nostálgico e, esperemos, não muito desfazado da realidade, no ano da graça de 1415.

Espero que com este texto e as imagens dos painéis do “Forcas Bar” possa ter contribuído para esse projecto que é esta revista “Foral 2014”, prestigiante e oportuna iniciativa, nascida da “ALIUSVETUS” – Associação Cultural História e Património, fundada recentemente em Alhos Vedros e que vem enobrecer a nossa querida Vila.

Luís Cruz Guerreiro
As fotos e digitalizações dos painéis e desenhos foram feitas por, Carlos Gonçalves.

Revista Foral 2014

A A.A.G. foi convidada a participar no primeiro número da Revista Foral 2014, que atempadamente pretende assegurar as comemorações dos 500 anos de Foral Manuelino, que acontecerá no ano da graça de 2014.


Esta revista é sem dúvida uma boa iniciativa e além de ser toda colorida, está bem planificada em termos gráficos, inclusive o logotipo, que é bastante atraente e conseguiu apanhar o espírito Histórico desta iniciativa.

Foi pois com enorme prazer que dei a minha colaboração à Revista Foral 2014, e continuarei dando se tal me for solicitado, como já o foi para o segundo número a sair em meados de Abril, em que apresentarei outro trabalho de reconstituição histórica por mim efectuado em azulejos - "O Painel comemorativo dos 500 anos da fundação da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros", encomenda da Junta de Freguesia de Alhos Vedros para comemoração dos 500 anos dessa secular Instituição.

Neste primeiro número, apresentei a reconstituição histórica dos "Painéis do Forcas Bar", que retratam a chegada do Rei D. João I à Vila de Alhos Vedros no ano de 1415. Este facto histórico originou da parte de Cristina e Jorge, os propietários do "Forcas Bar", uma encomenda de painéis de azulejos que ficcionam esse acontecimento e retratam Alhos Vedros nessa época.

Infelizmente, o "Forcas Bar" está fechado actualmente e esses painéis não podem ser vistos pelo público em geral, o que é pena, mas tentarei aqui no meu Blogue dar uma visão o mais completa possível sobre estes painéis feitos em 1992, que até hoje estão considerados por mim o maior trabalho de reconstituição histórica já feito pela A.A.G.

sábado, dezembro 22, 2007

Boas Festas !

O Pai Natal sempre existe e eu encontrei-o !
Um 2008 cheio de Felicidades para todos os amigos e clientes da Azulejaria Artística Guerreiro.

domingo, dezembro 16, 2007

O RIO e a A.A.G.







Desde 1998 que O RIO entrou na minha vida, através de Brito Apolónia e Lourivaldo Guerreiro, que tiveram a delicadeza de me entrevistar para a edição #7 de 1 a 15 de Março de 1998.













Depois foi a primeira colecção de cromos, "Imagens do Concelho da Moita", que a partir do #10 de 15 de Abril de 1998 e durante um ano foi sendo publicada no RIO.























Nessa mesma edição a capa do RIO foi ilustrada pelo meu painel de azulejos dedicado aos 20 anos do 25 de Abril de 1974.
(O RIO então não tinha cores mas eu aqui optei por colocar a versão colorida do painel, que saiu a preto e branco na edição #10)

Desde essa altura O RIO sempre publicou notícias da Azulejaria Artística Guerreiro e também de eventos relacionados com a A.A.G. como o fez com a abertura dos Arquivos Guerreiro em 1 de Janeiro de 2001 onde Delei aparece também pela primeira vez e se torna também um amigo do RIO e de Brito Apolónia.

A contribuição que O RIO deu à A.A.G. é imensa e tem sido constante, a amizade entre eu e o Brito, fortaleceu-se durante estes 10 anos de publicação do jornal O RIO.


Delei tornou-se um cidadão Alhos Vedrense graças ao RIO e quase todos os anos tem vindo do Brasil para aqui, onde tem pintado azulejos e feito diversas exposições nos Arquivos Guerreiro, todas elas foram noticiadas no RIO e nunca houve uma troca monetária entre a A.A.G. e o RIO, nas colecções de cromos a troca de publicidade foi paga em azulejos pintados e as notícias da A.A.G e de Delei foram feitas pelo Brito por sua livre iniciativa e também pelo gosto e apreço que esse Senhor tem à Arte e à Arte que sai da Azulejaria Artística Guerreiro.


A minha estima pelo Brito e o meu amor pelo jornal O RIO, são por isso as mais elevadas e tudo fiz para que ele continuasse, quando ameaçou fechar pela primeira vez, inclusive angariar publicidade.


Felicito pois o Brito Apolónia e O RIO por estes dez anos de luta pelo jornalismo livre e independente dos poderes.
Recuso-me por isso a acreditar que O RIO venha de novo a encerrar e desde já me encontro disponível para tudo fazer de novo que impeça esse trágico acontecimento que seria o encerramento do ÚNICO meio de informação com sede no Concelho da Moita.
Eu e Delei estamos preparando um evento Artístico que brevemente noticiaremos, de apoio e solidariedade para com O RIO e para com Brito Apolónia.
Um grande Bem Haja a esse Homem e cá estaremos sempre solidários para com O RIO !
Disponha...
Luís Cruz Guerreiro e António Delei Amorim

quarta-feira, novembro 14, 2007

Página 161, 5ªLinha, frase completa...


O "Click Variações", lançou-me este desafio para uma nova corrente...

A ideia é pegar num livro, abri-lo na página 161 e, a partir da 5ª linha, transcrever-se a primeira frase completa.

Ora cá está o livro que eu peguei: "A Guerra dos Gibis", de Gonçalo Junior, que retrata a época de OURO das Histórias em Quadrinhos no Brasil.

Um livro que eu já vou na terceira leitura e que recomendo vivamente a todos os apreciadores da 9ª Arte !

"Por duas horas, o incêndio mobilizou bombeiros de três quartéis da cidade-central, Benfica e de Vila Isabel. O prejuízo estimado chegou a 3 000 000 de cruzeiros,
o triplo do valor segurado pelo editor."

...acerca do incêndio na EBAL, editora Brasil-América Lda. de 1952 a maior editora de quadrinhos da América do Sul de Adolf Aizen

E mesmo assim sobreviveu esta grande editora de Histórias em Quadrinhos Brasileira !

Agora chegou a vez de convidar alguns amigos das Artes a atreverem-se a continuar esta corrente, e os nomeados são:


http://kuentro.weblog.com.pt/


http://club.telepolis.com/raulocaceres/


http://revistazepereira.com.br/


http://www.delei.org/


http://www.correpe.blogspot.com/


Boa Sorte !

L+G

sexta-feira, novembro 09, 2007

Revitalização das Artes e Artesanato


Publicado no Jornal “O RIO” #199 de 18 a 31 de Julho de 2006

Mais do que uma mera mostra de Artes e Artesanato o que proponho seria um polo dinamizador económico através desses meios artísticos locais, que funcionariam em conjunto com os nacionais, que já existem como é o caso das Rotas da Cerâmica, e do PPART, Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais.

Dos espaços aventados por Vivina Nunes, para o projecto, Alhos Vedros Cultural, os mais capazes de integrar este meu projecto seriam o Moinho de Maré de Alhos Vedros que seria óptimo se desse para criar um espaço museológico, onde se mostrasse o artesanato tradicional, como os objectos que serviram nas actividades da salicultura da moagem da construção naval e da olaria, que em particular tinha um carácter funcional na empresa dos descobrimentos , só para citar um exemplo, os moldes que serviam para fazer o biscoito e o pão de açúcar, que eram alimento base das Naus e Caravelas nos séc. XV e XVI, eram fabricados na Mata da Machada, que era então parte integrante do Concelho de Alhos Vedros.

Seria muito importante a existência do Moinho de Maré de Alhos Vedros como um núcleo com uma exposição permanente de objectos ligados ao artesanato tradicional que pudesse funcionar como atracção para actividades com as escolas e ao mesmo tempo que pudesse ser regularmente dinamizado por exemplo com a moagem e também proporia à CMM a compra duma salina e a sua exploração didáctica, que poderia ser rentabilizada com a venda de sal marinho, que já tem um valor elevado no mercado, o Museu do Moinho de Maré, poderia efectuar a sua venda permanentemente.

O espaço do ainda Mercado de Alhos Vedros poderia ser aproveitado para a realização de "oficinas criativas" através do intercâmbio com artesãos de zonas com tradições similares, sendo de destacar o caso de concelhos do Alentejo onde se mantêm vivos diversos núcleos artesanais, como S. Pedro do Corval que é considerada a capital ibérica do barro e que está também nas Rotas da Cerâmica, basta endereçar um convite aos Artesãos dessa localidade, que pertence ao Concelho de Reguengos de Monsaraz, instalar um Forno Cerâmico, no espaço e realizar um grande Ateliê de Olaria, mas este é apenas um exemplo, a Cestaria ou a construção naval tradicional em madeira, através de fabricantes de miniaturas e mesmo com a participação de Artífices que ainda laboram no Concelho da Moita, no Gaio e em Sarilhos Pequenos e noutros concelhos ribeirinhos de Portugal Continental e Insular, poderiam também ser exemplos para outros Ateliês, que se integrariam na Feira de Artes e Ofícios.

As exposições temporárias de artesãos do concelho ou de fora dele, poderiam ter um carácter permanente, neste espaço de Ateliês que eu proponho para o Mercado de Alhos Vedros.

O Pavilhão de Exposições da Moita através da criação de uma iniciativa anual ligada a uma Feira do Artesanato, em moldes novos, poderia receber Artesãos e Artistas Nacionais qualificados e os parâmetros para a escolha desses Artistas e Artesãos deveriam ser na minha opinião, condicionados por factores económicos reais, ou seja dever-se-ia dar prioridade a quem faz do Artesanato a sua primeira forma de trabalho e só depois aceitar quem faz do Artesanato um segundo emprego ou um passatempo.

Um Artesão ou Artista, poderia ser homenageado anualmente sendo o seu trabalho exposto no Fórum Cultural da Baixa da Banheira, espaço que funcionaria em ligação com a Feira de Artes e Ofícios e durante o mesmo tempo em que ela decorresse no Pavilhão Municipal da Moita.
O espaço do Fórum Cultural da Baixa da Banheira, poderia também receber ciclos de conferências com pessoas de outras zonas que pudessem promover um intercâmbio de ideias e experiências com os artesãos locais e se fizesse o ponto da situação da acção nesta matéria em outras autarquias.
Como as Artes de Palco fazem também parte da Cultura o Fórum da Baixa da Banheira, poderia acolher performances e actuações de Artistas Locais nas áreas do Teatro, Dança e Música de carácter mais experimental e mais eruditas, a ideia de um encontro de poetas Populares e Eruditos, de que foi mentor o Professor, Evaristo Afonso, com a colaboração de Manuel Luís Beja.

A actuação de grupos folclóricos ou de Cante Alentejano, guardar-se-ia para o espaço de Tasquinhas junto ao Pavilhão de Exposições da Moita, isto não é menosprezar esses grupos mas sim adequá-los aos eventos.
Todo o espaço de Tasquinhas e actuações de grupos das colectividades, estou-me a lembrar do Rancho da Barra Cheia ou do Grupo Coral Alentejano da União Desportiva e Cultural Banheirense, deveriam ser entregues à organização das Colectividades do Concelho da Moita de que somos pródigos e ter um carácter autónomo, mas integrado na Feira de Artes e Ofícios.


Por último proponho a elaboração de um roteiro do artesanato local (há uma publicação com mais de 10-15 anos já desactualizada) e dos pontos de interesse locais para realização de visitas.

Luís Cruz Guerreiro

terça-feira, outubro 30, 2007

Delei Conquista o México !








A carreira artística do meu amigo Delei, vai de vento em popa no México, onde está tirando o Doutoramento em Artes e virou tradutor de Português / Espanhol...
As exposições; Hecho en México, Arte en papel, foi inaugurada no dia 28 de setembro de 2007, no Centro de Estudos Brasileiros da Cidade do México e a Exposição "Bicho-Lixo", foram um sucesso e agora prepara-se para participar numa instalação em que ele e outros artistas vão colocar 3000 crânios em gesso na Cidade do México, é muita cabeça amigo Delei !
L+G