quinta-feira, janeiro 17, 2008

Video da elaboração dos Painéis do Forcas Bar-Primeira Parte

Paineis de azulejos do Forcas Bar-Hanging Man Bar Panels of Tiles-Part 1 from Luis Guerreiro on Vimeo.


Este Video contem imagens raras da Cadeia Velha de Alhos Vedros, ainda existente em 1992 e que foi derrubada recentemente para a construção de apartamentos. A perca deste património ainda não foi e talvez nunca seja contabilizada, pois os possíveis e prováveis elementos arqueológicos do seu subsolo têm agora um edifício por cima. Perdeu-se um grande elemento para o conhecimento da nossa história local, quando Alhos Vedros era a sede de Concelho de toda uma região que abrangia os actuais Concelhos da Moita e Barreiro...perdeu-se é como quem diz, a estarem lá esses elementos arqueológicos, lá continuarão, e o tempo tudo se encarrega de pôr no seu lugar, o que hoje é novo brevemente se tornará em ruínas e num século futuro, outras gerações mais iluminadas do que as actuais, reporão a história no seu lugar.

A Realização dos painéis de azulejos do Forcas Bar teve como colaboradores, Diogénio dos Santos que me forneceu informações gerais de Alhos Vedros e sobre a Cadeia Velha, onde estiveram muito provávelmente situados os primeiros Paços do Concelho.
O Padre Carlos com o seu livro, na altura único, sobre a história de Alhos Vedros elucidou-me sobre muitos aspectos e também me forneceu informações preciosas na reconstituição histórica sobre os temas a tratar e Lídio Coelho tudo filmou na altura, com uma visão muito sensível e pessoal e sobre a temática em questão.

A todos o meu Bem Haja.

L+G

Video da elaboração dos Painéis do Forcas Bar-Segunda Parte

Paineis de azulejos do Forcas Bar-Hanging Man Bar Panels of Tiles-Part 2 from Luis Guerreiro on Vimeo.


O esboço, o desenho prévio, o recorte, a vidragem e a pintura dos painéis do Forcas Bar.

Os Postais do Forcas Bar








Em 1992, foram feitos postais com os painéis do Forcas Bar, em edição de autor.
A A.A.G. ainda tem alguns, desta edição histórica, só para coleccionadores e amigos.

Uma nova edição será publicada durante este ano de 2007, para o público em geral.

Os Painéis do Forcas Bar


Os Painéis do Forcas Bar

1-A chegada do Rei D.João I a Alhos Vedros.


2-O julgamento dum condenado nos Paços do Concelho de Alhos Vedros


3-O enforcamento dum condenado no campo da forca de Alhos Vedros.
4-Painel Tríptico com três cenas do quotidiano rural Alhos Vedrense em 1415.

Revista Foral 2014 #1-O Artigo sobre os Painéis do Forcas Bar


Recriação Histórica em Painéis
Os Painéis do Forcas Bar
A Cristina e o Jorge, proprietários do espaço que seria designado como “Forcas Bar”, contactaram-me em 1992 para um projecto que desde logo me emocionou, encomendaram-me quatro painéis de reconstituição histórica sobre Alhos Vedros no séc. XV, painéis esses a serem colocados no “Forcas Bar” que, devido à sua localização no antigo campo da forca, inspirou os seus proprietários a regressar ao passado.

A partir do facto real do Rei D. João I se ter refugiado em Alhos Vedros para fugir à peste que grassava em Lisboa, criei uma ficção histórica, que me proporcionou uma
oportunidade de realizar a reconstituição história mais importante que fiz até hoje.

No trabalho de pesquisa foi necessário falar com pessoas que conheceram a Vila de Alhos Vedros noutros tempos e que sabiam estórias antigas sobre os locais a retratar, dos quais destaco o Cineasta amador Alhos Vedrense já falecido, o Sr Diogénio, que me forneceu valiosas informações neste projecto, e também o Padre Carlos, pároco de Alhos Vedros, que, através do seu livro “Contributos para a História de Alhos Vedros” (que já tem três edições) , contribuiu e muito para que a execução dos trabalhos em Azulejaria tivessem maior credibilidade, porque esse livro contém informações baseadas em documentos, o que tornou mais científica a pesquisa histórica que foi necessária para a execução destes trabalhos.

Os quatro painéis de Azulejos do “Forcas Bar” são:

1-A chegada do Rei D.João I a Alhos Vedros.

A praia e a orla costeira avançava desde o Cais de Alhos Vedros até Santo António (isto é uma mera especulação), por um esteiro que também passava defronte à Igreja Matriz de Alhos Vedros e e isso levou-me a crer que será essa uma das razões porque a Igreja está de costas viradas para a Vila, a outra, pelo que soube recentemente, será porque está voltada para Oriente como o seriam todas as Igrejas antigas ou Mesquitas, que foram depois transformadas em Igrejas Cristãs (Católicas), como leva a pensar que se tenha passado com a Igreja Matriz de Alhos Vedros, principalmente devido às cúpulas encontradas aquando do seu restauro de 1948, e que se encontravam cobertas por um telhado que as escondia.
Em conversa que tive na altura com o Padre Carlos, também ele amador da história de Alhos Vedros, contei-lhe sobre a vegetação tipicamente marinha que tinha encontrado no campo da Forca e também em frente da Igreja, quando o “Parque das Salinas” ainda não tinha sido construído, e também no espaço em frente da Igreja onde ficava uma antiga salina desactivada, que enchia e vasava ao sabor das marés. Pareceu ao Padre Carlos que o rio realmente deveria em épocas distantes como aquele ano de 1415 a que se reportam os painéis do “Forcas Bar”, avançar terra adentro e especulei se poderia esse esteiro ir até Stº António, mas o Padre Carlos não soube responder.
Este painel que retrata a chegada do Rei a Alhos Vedros, foi por mim localizado na praia junto à Igreja Matriz e não no cais, para dar assim uma relevância à própria Igreja.
As Caravelas são do tipo das Caravelas que descobriram a Madeira, ou seja, o tipo de Caravelas de Vela Latina que seriam muito parecidas com os Varinos de grandes dimensões, que antes navegavam no rio tejo e dos quais a Pombinha é hoje o último exemplar que o Concelho da Moita ainda possui.
Todo o ambiente é ficcionado, com personagens num ambiente festivo de recepção ao Rei e Comitiva.

2-O julgamento dum condenado nos Paços do Concelho de Alhos Vedros.

Este painel retrata um julgamento nos antigos Paços do Concelho de Alhos Vedros, vulgo Cadeia Velha.
Presumo terem sido os primeiros Paços do Concelho, devido à sua construção ser de dois pisos e presumo que também teria masmorras na cave, pelo que vi quando as ruínas da Cadeia Velha ainda estavam de pé e como poderão ver no meu Blogue; http://azulejariaartisticaguerreiro.blogspot.com/ em video que Lídio Coelho, meu grande amigo e colega de Teatro Amador na Velhinha, filmou na altura em que fiz os painéis do Forças Bar, 1992.
No Primeiro andar, que já tinha derrocado, mas que o Sr. Diógenio, meu colaborador para este trabalho, me disse existir e que me explicou detalhadamente como seria a sua construção, porque a tinha visto ainda de pé, fiz o desenho do que seria a Cadeia Velha reconstruindo a sua versão original.
A ficção criada a partir da reconstituição histórica dos Paços do Concelho foi a de o Rei D. João I fazer neste caso um julgamento público “especial” para mostrar à população de Alhos Vedros o exercício do seu Poder Régio.

3-O enforcamento dum condenado no campo da forca de Alhos Vedros.

O chamado campo da forca, agora designado “Bairro Gouveia” foi a maneira como sempre ouvi chamar a esse local, por isso imaginei que fosse aí que se enforcavam os condenados.
A ficção criada foi que uma execução tivesse sido efectuada quando o Rei D. João I esteve presente com a sua comitiva nesse ano de 1415.
Um palanque foi por isso montado para a Realeza observar este triste espectáculo.
O Rio Tejo serve de fundo, enquanto o desgraçado sobe ao patíbulo e a sua família chora desconsoladamente na areia do campo da forca. À direita um cavaleiro lê a sentença, enquando vários Alhos Vedrenses de então observam esta possível cena...

Note-se que nada desta reconstituição histórica tem base científica e histórica, tentei apenas tornar plausíveis estes acontecimentos.

4-Painel Tríptico com três cenas do quotidiano rural Alhos Vedrense em 1415.

A partir de fotos cedidas pelo “Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia” e de foto cedida pelo Sr. Diogénio sobre as Salinas reconstitui a ruralidade Alhos Vedrense de então. Trajei pois as personagens com vestes do séc.XV e coloquei-as nas Salinas, junto ao Poço “Mourisco” e perto do Pelourinho, numa composição romântica dum Alhos Vedros nostálgico e, esperemos, não muito desfazado da realidade, no ano da graça de 1415.

Espero que com este texto e as imagens dos painéis do “Forcas Bar” possa ter contribuído para esse projecto que é esta revista “Foral 2014”, prestigiante e oportuna iniciativa, nascida da “ALIUSVETUS” – Associação Cultural História e Património, fundada recentemente em Alhos Vedros e que vem enobrecer a nossa querida Vila.

Luís Cruz Guerreiro
As fotos e digitalizações dos painéis e desenhos foram feitas por, Carlos Gonçalves.

Revista Foral 2014

A A.A.G. foi convidada a participar no primeiro número da Revista Foral 2014, que atempadamente pretende assegurar as comemorações dos 500 anos de Foral Manuelino, que acontecerá no ano da graça de 2014.


Esta revista é sem dúvida uma boa iniciativa e além de ser toda colorida, está bem planificada em termos gráficos, inclusive o logotipo, que é bastante atraente e conseguiu apanhar o espírito Histórico desta iniciativa.

Foi pois com enorme prazer que dei a minha colaboração à Revista Foral 2014, e continuarei dando se tal me for solicitado, como já o foi para o segundo número a sair em meados de Abril, em que apresentarei outro trabalho de reconstituição histórica por mim efectuado em azulejos - "O Painel comemorativo dos 500 anos da fundação da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros", encomenda da Junta de Freguesia de Alhos Vedros para comemoração dos 500 anos dessa secular Instituição.

Neste primeiro número, apresentei a reconstituição histórica dos "Painéis do Forcas Bar", que retratam a chegada do Rei D. João I à Vila de Alhos Vedros no ano de 1415. Este facto histórico originou da parte de Cristina e Jorge, os propietários do "Forcas Bar", uma encomenda de painéis de azulejos que ficcionam esse acontecimento e retratam Alhos Vedros nessa época.

Infelizmente, o "Forcas Bar" está fechado actualmente e esses painéis não podem ser vistos pelo público em geral, o que é pena, mas tentarei aqui no meu Blogue dar uma visão o mais completa possível sobre estes painéis feitos em 1992, que até hoje estão considerados por mim o maior trabalho de reconstituição histórica já feito pela A.A.G.

sábado, dezembro 22, 2007

Boas Festas !

O Pai Natal sempre existe e eu encontrei-o !
Um 2008 cheio de Felicidades para todos os amigos e clientes da Azulejaria Artística Guerreiro.

domingo, dezembro 16, 2007

O RIO e a A.A.G.







Desde 1998 que O RIO entrou na minha vida, através de Brito Apolónia e Lourivaldo Guerreiro, que tiveram a delicadeza de me entrevistar para a edição #7 de 1 a 15 de Março de 1998.













Depois foi a primeira colecção de cromos, "Imagens do Concelho da Moita", que a partir do #10 de 15 de Abril de 1998 e durante um ano foi sendo publicada no RIO.























Nessa mesma edição a capa do RIO foi ilustrada pelo meu painel de azulejos dedicado aos 20 anos do 25 de Abril de 1974.
(O RIO então não tinha cores mas eu aqui optei por colocar a versão colorida do painel, que saiu a preto e branco na edição #10)

Desde essa altura O RIO sempre publicou notícias da Azulejaria Artística Guerreiro e também de eventos relacionados com a A.A.G. como o fez com a abertura dos Arquivos Guerreiro em 1 de Janeiro de 2001 onde Delei aparece também pela primeira vez e se torna também um amigo do RIO e de Brito Apolónia.

A contribuição que O RIO deu à A.A.G. é imensa e tem sido constante, a amizade entre eu e o Brito, fortaleceu-se durante estes 10 anos de publicação do jornal O RIO.


Delei tornou-se um cidadão Alhos Vedrense graças ao RIO e quase todos os anos tem vindo do Brasil para aqui, onde tem pintado azulejos e feito diversas exposições nos Arquivos Guerreiro, todas elas foram noticiadas no RIO e nunca houve uma troca monetária entre a A.A.G. e o RIO, nas colecções de cromos a troca de publicidade foi paga em azulejos pintados e as notícias da A.A.G e de Delei foram feitas pelo Brito por sua livre iniciativa e também pelo gosto e apreço que esse Senhor tem à Arte e à Arte que sai da Azulejaria Artística Guerreiro.


A minha estima pelo Brito e o meu amor pelo jornal O RIO, são por isso as mais elevadas e tudo fiz para que ele continuasse, quando ameaçou fechar pela primeira vez, inclusive angariar publicidade.


Felicito pois o Brito Apolónia e O RIO por estes dez anos de luta pelo jornalismo livre e independente dos poderes.
Recuso-me por isso a acreditar que O RIO venha de novo a encerrar e desde já me encontro disponível para tudo fazer de novo que impeça esse trágico acontecimento que seria o encerramento do ÚNICO meio de informação com sede no Concelho da Moita.
Eu e Delei estamos preparando um evento Artístico que brevemente noticiaremos, de apoio e solidariedade para com O RIO e para com Brito Apolónia.
Um grande Bem Haja a esse Homem e cá estaremos sempre solidários para com O RIO !
Disponha...
Luís Cruz Guerreiro e António Delei Amorim

quarta-feira, novembro 14, 2007

Página 161, 5ªLinha, frase completa...


O "Click Variações", lançou-me este desafio para uma nova corrente...

A ideia é pegar num livro, abri-lo na página 161 e, a partir da 5ª linha, transcrever-se a primeira frase completa.

Ora cá está o livro que eu peguei: "A Guerra dos Gibis", de Gonçalo Junior, que retrata a época de OURO das Histórias em Quadrinhos no Brasil.

Um livro que eu já vou na terceira leitura e que recomendo vivamente a todos os apreciadores da 9ª Arte !

"Por duas horas, o incêndio mobilizou bombeiros de três quartéis da cidade-central, Benfica e de Vila Isabel. O prejuízo estimado chegou a 3 000 000 de cruzeiros,
o triplo do valor segurado pelo editor."

...acerca do incêndio na EBAL, editora Brasil-América Lda. de 1952 a maior editora de quadrinhos da América do Sul de Adolf Aizen

E mesmo assim sobreviveu esta grande editora de Histórias em Quadrinhos Brasileira !

Agora chegou a vez de convidar alguns amigos das Artes a atreverem-se a continuar esta corrente, e os nomeados são:


http://kuentro.weblog.com.pt/


http://club.telepolis.com/raulocaceres/


http://revistazepereira.com.br/


http://www.delei.org/


http://www.correpe.blogspot.com/


Boa Sorte !

L+G

sexta-feira, novembro 09, 2007

Revitalização das Artes e Artesanato


Publicado no Jornal “O RIO” #199 de 18 a 31 de Julho de 2006

Mais do que uma mera mostra de Artes e Artesanato o que proponho seria um polo dinamizador económico através desses meios artísticos locais, que funcionariam em conjunto com os nacionais, que já existem como é o caso das Rotas da Cerâmica, e do PPART, Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais.

Dos espaços aventados por Vivina Nunes, para o projecto, Alhos Vedros Cultural, os mais capazes de integrar este meu projecto seriam o Moinho de Maré de Alhos Vedros que seria óptimo se desse para criar um espaço museológico, onde se mostrasse o artesanato tradicional, como os objectos que serviram nas actividades da salicultura da moagem da construção naval e da olaria, que em particular tinha um carácter funcional na empresa dos descobrimentos , só para citar um exemplo, os moldes que serviam para fazer o biscoito e o pão de açúcar, que eram alimento base das Naus e Caravelas nos séc. XV e XVI, eram fabricados na Mata da Machada, que era então parte integrante do Concelho de Alhos Vedros.

Seria muito importante a existência do Moinho de Maré de Alhos Vedros como um núcleo com uma exposição permanente de objectos ligados ao artesanato tradicional que pudesse funcionar como atracção para actividades com as escolas e ao mesmo tempo que pudesse ser regularmente dinamizado por exemplo com a moagem e também proporia à CMM a compra duma salina e a sua exploração didáctica, que poderia ser rentabilizada com a venda de sal marinho, que já tem um valor elevado no mercado, o Museu do Moinho de Maré, poderia efectuar a sua venda permanentemente.

O espaço do ainda Mercado de Alhos Vedros poderia ser aproveitado para a realização de "oficinas criativas" através do intercâmbio com artesãos de zonas com tradições similares, sendo de destacar o caso de concelhos do Alentejo onde se mantêm vivos diversos núcleos artesanais, como S. Pedro do Corval que é considerada a capital ibérica do barro e que está também nas Rotas da Cerâmica, basta endereçar um convite aos Artesãos dessa localidade, que pertence ao Concelho de Reguengos de Monsaraz, instalar um Forno Cerâmico, no espaço e realizar um grande Ateliê de Olaria, mas este é apenas um exemplo, a Cestaria ou a construção naval tradicional em madeira, através de fabricantes de miniaturas e mesmo com a participação de Artífices que ainda laboram no Concelho da Moita, no Gaio e em Sarilhos Pequenos e noutros concelhos ribeirinhos de Portugal Continental e Insular, poderiam também ser exemplos para outros Ateliês, que se integrariam na Feira de Artes e Ofícios.

As exposições temporárias de artesãos do concelho ou de fora dele, poderiam ter um carácter permanente, neste espaço de Ateliês que eu proponho para o Mercado de Alhos Vedros.

O Pavilhão de Exposições da Moita através da criação de uma iniciativa anual ligada a uma Feira do Artesanato, em moldes novos, poderia receber Artesãos e Artistas Nacionais qualificados e os parâmetros para a escolha desses Artistas e Artesãos deveriam ser na minha opinião, condicionados por factores económicos reais, ou seja dever-se-ia dar prioridade a quem faz do Artesanato a sua primeira forma de trabalho e só depois aceitar quem faz do Artesanato um segundo emprego ou um passatempo.

Um Artesão ou Artista, poderia ser homenageado anualmente sendo o seu trabalho exposto no Fórum Cultural da Baixa da Banheira, espaço que funcionaria em ligação com a Feira de Artes e Ofícios e durante o mesmo tempo em que ela decorresse no Pavilhão Municipal da Moita.
O espaço do Fórum Cultural da Baixa da Banheira, poderia também receber ciclos de conferências com pessoas de outras zonas que pudessem promover um intercâmbio de ideias e experiências com os artesãos locais e se fizesse o ponto da situação da acção nesta matéria em outras autarquias.
Como as Artes de Palco fazem também parte da Cultura o Fórum da Baixa da Banheira, poderia acolher performances e actuações de Artistas Locais nas áreas do Teatro, Dança e Música de carácter mais experimental e mais eruditas, a ideia de um encontro de poetas Populares e Eruditos, de que foi mentor o Professor, Evaristo Afonso, com a colaboração de Manuel Luís Beja.

A actuação de grupos folclóricos ou de Cante Alentejano, guardar-se-ia para o espaço de Tasquinhas junto ao Pavilhão de Exposições da Moita, isto não é menosprezar esses grupos mas sim adequá-los aos eventos.
Todo o espaço de Tasquinhas e actuações de grupos das colectividades, estou-me a lembrar do Rancho da Barra Cheia ou do Grupo Coral Alentejano da União Desportiva e Cultural Banheirense, deveriam ser entregues à organização das Colectividades do Concelho da Moita de que somos pródigos e ter um carácter autónomo, mas integrado na Feira de Artes e Ofícios.


Por último proponho a elaboração de um roteiro do artesanato local (há uma publicação com mais de 10-15 anos já desactualizada) e dos pontos de interesse locais para realização de visitas.

Luís Cruz Guerreiro

terça-feira, outubro 30, 2007

Delei Conquista o México !








A carreira artística do meu amigo Delei, vai de vento em popa no México, onde está tirando o Doutoramento em Artes e virou tradutor de Português / Espanhol...
As exposições; Hecho en México, Arte en papel, foi inaugurada no dia 28 de setembro de 2007, no Centro de Estudos Brasileiros da Cidade do México e a Exposição "Bicho-Lixo", foram um sucesso e agora prepara-se para participar numa instalação em que ele e outros artistas vão colocar 3000 crânios em gesso na Cidade do México, é muita cabeça amigo Delei !
L+G

domingo, setembro 30, 2007

Friso "Azulejaria"



O Friso da AAG, agora colocado no exterior da Oficina, conta a história de Luís Cruz Guerreiro, desde 1976 até agora, num Friso em que utilizou diversas técnicas cerâmicas de pintura em Azulejos. Começa com o lápis cerâmico, vidrado com vidro transparente e com colagem das letras a Alta Temperatura, vidradas com vidrado branco. A narrativa é a da BD/HQ.
*
The Frame of AAG (Artistic Tiles), now placed on the outside of the Workshop, tells the history of Luís Cruz Guerreiro since 1976 untill now, in a Frame that uses several ceramic techniques of artistic Tiles paintig. It begins with the Ceramic Crayon, after glazed with Transparent Glaze and the Letters are glued at Hihg Temperature Burn, glazed with White Glaze. The narrative is in Comics Style.

Pormenores:

1976 foi a grande época de troca de revistas em quadrinhos. A compra semanal do "Mundo de Aventuras" era religiosamente cumprida, às quintas de manhã lá estava eu na papelaria de Alhos Vedros para comprar o "MA", nessa altura também comprava o "Jornal do Cuto" e "O Grilo".

Em 1984 resolvi fazer as minhas próprias histórias em quadrinhos, organizei um horário e trabalhava diariamente, sabendo perfeitamente que no mercado editorial Português de B.D. era quase impossível viver da B.D., exceptuando dois ou três casos... foi uma forma de sobrevivência mental, devido a estar desempregado e deprimido.
O engraçado é que o Zepe, desenhador e argumentista de B.D. que estava nessa altura em França, achou que o meu desenho teria possibilidades para ser publicado na revista "Metal Hurland Aventure" e fez-me um argumento em francês, que até hoje não percebi bem, e que ficou inacabado, pois coincidentemente nessa altura tive a possibilidade de entrar num curso de pintura cerâmica nas Caldas da Rainha no Cencal.

Essa autogestão de trabalhar sempre, haja ou não encomendas, perdura até hoje na Azulejaria Artística Guerreiro. A maior luta é acreditar sempre no nosso projecto, mesmo que tenhamos de lutar contra todas as adversidades, nunca poderemos deixar de acreditar em nós próprios.
"Nadando contra a corrente, só para exercitar...(Rita Lee)"

1985/1989, Caldas da Rainha, primeiro foi o Curso de Pintura Cerâmica no CENCAL, acabadinho de nascer, tudo novo a estrear. Depois foi o estágio de profissionalização nas Faianças Belo.

O trabalho numa fábrica de cerâmica, herdeira da tradição de Bordallo Pinheiro, mas cuja vertente era a comercialização das ideias revolucionárias em faianças, ou seja, pratos e travessas inspirados na genialidade desse Mestre da B.D. e da Cerâmica, foi para mim uma experiência inolvidável, devido principalmente a estar na secção de pintura cerâmica em série que era exclusivamente feminina, eu era o único homem que alguma vez tinha estado nessa secção desde sempre, disse-me o Chefe de Produção e delegado da CGTP.

O nível de automatismo em pintura das minhas colegas, algumas com mais de 20 anos de experiência, deixava-me abismado, enquanto por exemplo pintavam por dia 60 "Travessas de Espargos", eu pintava 10... uma coisa que nunca consegui dominar era o chamado "Pincel de Pelo de Cabra", que terminava em círculo e dava efeitos extraordinários, só essa técnica disse-me uma colega, demorava cinco anos a aprender.
Outra coisa curiosa é que nenhuma dessas colegas sabia desenhar o que quer que fosse, por isso quando havia algum painel em azulejos por encomenda na Fábrica o Chefe pedia-me para o fazer, o que era para mim uma alegria.
Uma vez o Chefe disse-me para fazer um painel que ele me disse ser "Sol e Mar", fiquei felicíssimo por ter a oportunidade de expressar a minha capacidade de criação e pedi para vasculhar nos Arquivos da Fábrica que já era centenária, em postais, desenhos e gravuras...mais de quatro horas depois fui apresentar todo contente o espólio que tinha descoberto e que daria um painel que se tornaria um marco naquela Fábrica. O Chefe olhou para mim com pena e disse-me que o painel era toponímico, e o "Sol e Mar" seria o texto a inserir dentro dum friso, fiquei sem respiração enquanto as colegas riam perdidamente das minhas veleidades artísticas.

Enfim, a Fábrica fechou pouco tempo depois por má gestão, não sem antes um dos patrões ter tido vários ataques de "epilepsia", que sucediam sempre na altura do final do mês e na secção de empacotamento, que era tipo um palheiro, cheio de palha onde se empacotavam as faianças.
Estranhei o caso, pois como tinha tido um curso de primeiros-socorros achei curioso que o Patrão sempre caísse confortavelmente no meio das palhas e começasse a estrebuchar. Na primeira vez que vi tal coisa nada disse, mas à segunda pedi ao Chefe para o ajudar pois a língua poderia obstruir-lhe a respiração e lá ficávamos nós sem o Patrão... levantei-lhe o pescoço e coloquei-o para trás para evitar a obstrução, enquanto ele olhava de soslaio para mim estrebuchando.
Vi que aquilo não era epilepsia coisa nenhuma, mas sim o pseudo-ataque de histeria, tirei-lhe a mão do pescoço e o ataque acabou ali mesmo.
Os colegas agradeceram-me e o Patrão também, quanto umas horas depois recuperou.

A Fábrica não pagava a tempo aos operários e eu fui falar com o Chefe que, como estava a viver num quarto e tinha os almoços e jantares pagos ao mês numa taberna perto da linha fêrrea, não podia estar um mês sem receber. Nessa altura, em 1987, ganhava o ordenado mínimo( 28 000$00) que dava para pagar 16 000$00 de refeições e 8 000$00 de quarto, sobrava-me 2 000$00 para o tabaco, que nessa altura fumava e optei por comprar tabaco de enrolar, que rendia mais e dava até ao fim do mês. Pois o Chefe disse-me que compreendia a minha situação, mas nada podia fazer, eu disse-lhe que deveríamos entrar em greve até nos pagarem os ordenados!
Que não, a Fábrica estava numa situação difícil e todos tínhamos de ajudar e de fazer sacrifícios. Disse-lhe que não podia, o mês estava a acabar e precisava do dinheiro para pagar o quarto e as refeições, isto no horário de trabalho, o Chefe liberou-me e disse que era por minha conta, o Sindicato nada tinha a ver com o meu caso.
Pedi-lhe a morada do Patrão e fui para a porta dele, decidido a só de lá sair quando me pagasse o ordenado em atraso. O apartamento do patrão era num bairro antigo, mas chique, das Caldas e toquei à campainha, pouco depois apareceu-me uma empregada do Patrão que me disse que o Patrão estava doente e que não me iria receber nesse dia, para voltar noutro dia...disse-lhe que precisava do dinheiro para o quarto e para as refeições e ali ficaria sentado à sua porta até que ele me passasse o cheque.
Não sei se foram três ou quatro horas que lá fiquei esperando, de vez em quando via abrir-se o orífício ocular do apartamento para fiscalizarem se o maluco já se tinha ido embora...Não fui, sou teimoso e também já tinha um part-time no "Atelier Argila", que se dedicava apenas à pintura de painéis de azulejos, que tinha sido inaugurado em 1986 e cujo Patrão, Amílcar Marques, me tinha dado a chave para trabalhar em regime livre, recebendo pelas horas de trabalho, uma espécie de autogestão, em que havia um Chefe, mas num ambiente muito liberal e com o horário que mais nos agradasse.
Eramos quatro artífices, três pintores e um vidrador e todos eram mais novos que eu, que na altura tinha 25 anos.
Um ambiente muito bom, e totalmente livre, em comparação com o horário da Fábrica, que era das 8h às 18h e aos fins de semana quando havia grandes encomendas.
Enfim, resumindo, o Patrão lá apareceu em roupão, disse-me que estava despedido, mas deu-me o chequezinho com os 28 contos de réis!
Falei com o Amílcar e disse-lhe que queria trabalhar a tempo inteiro no Atelier Argila, ele disse-me que me daria o ordenado mínimo, 28 000$00, com horário à minha escolha.
Aceitei imediatamente e procurei um quarto com serventia de cozinha, para poder poupar algum dinheiro, mas isso são outras histórias...
Apenas concluo, dizendo que, de 1986 a 1989, passei por seis quartos nas Caldas da Rainha e que cada um era mais complicado do que o outro, o pior foi um quarto nas traseiras duma taberna, cujas dimensões eram de 3 metros por 2 metros e meio e que em pleno Julho a humidade pingava em gotas pelo tecto, porque estava colocado numa barreira, e a pequena portinhola (único contacto com a luz exterior) da porta tinha 30 cm. À noite jogavam à malha GRANDE, contra a porta até à meia-noite e de manhã, não havia água quente na casa de banho antes das 8h, requeria por isso uma certa preparação mental para o duche frio...
Tudo para aprender a Arte da Azulejaria!

1989, é a abertura oficial da Azulejaria Artística Guerreiro, (esta parte do painel é dedicado aos meus pais; O Srº Chico e a Dona Júlia, Serpenses migrantes, trabalhadores da Indústria Corticeira, agora reformados) devido a um conjunto de factores coincidentes:

-Os vizinhos já muito velhinhos que viviam na casa do lado, o nº6 esquerdo, morreram...(as casas da Rua Duarte Pacheco em Alhos Vedros, foram construídas com 2 quartos, uma cozinha e uma sala, com um corredor que levava ao quintal, que tinha o tamanho das casas, que por sua vez davam para um corredor interno, onde existia um poço, agora fechado, o WC, era no fundo do quintal um cubículo de metro e meio por dois metros, com uma fossa no chão.
Os muros tinham um metro de altura e nos quintais cultivava-se hortículas e havia as árvores de fruto, limoeiros, laranjeiras e também loureiros. Isto na década de 30, 40 e 50 do séc. 20.
Na década de 60 desse século, devido ao crescente número de migrantes que vinham trabalhar para a CUF, as casas foram divididas ao meio, tendo uma entrada comum e duas entradas laterais, lado esquerdo e lado direito, por isso o nº 6, que os meus pais alugaram em princípios de 1970, era o lado esquerdo, ou seja o nº6, esquerdo, que era composto de um quarto e uma cozinha, era lá que nós os três viviamos, três quer dizer, quatro com o cão, O Benfica, outra coisa que eu também nunca percebi, pois o meu pai era do Sporting...
Os meus pais construíram no espaço do quintal um anexo que foi tornado cozinha e ainda uma casa de banho pequena, todo este espaço habitacional, tinha portanto em 1971/1972 as dimensões de 3 mt X 12 mt e assim vivemos alegremente até eu migrar para as Caldas da Rainha em 1985, quando os velhotes do lado morreram, os meus pais, devido a muita pressão da minha parte, lá conseguiram alugar o lado direito do nº 6, retomando a casa a sua antiga configuração, foi lá nesse espaço que foi fundada a Azulejaria Artística Guerreiro!

Dezenas de painéis, foram produzidos na AAG, nas vertentes Clássica e Linha Livre, de 1989 a 1992...

Feiras, Exposições e Mostras de Artesanato, foram o que mais fiz desde 1988, mas em 1992 aconteceu uma coisa muito importante na minha vida e ela chama-se Tininha, a companheira que vive comigo até hoje. A Brasileira mais Portuguesa de todo o Mundo Lusófono e uma grande amiga. Porque o Amor não é nada sem a Amizade e a Amizade requer também Amor, para que continue.

Em 2000 aluguei a casa contígua, que se encontrava desocupada há sete anos e precisava desesperadamente de arranjos, pois estava em risco de derrocada. Com o resto das economias minhas e dos meus pais, lá fizemos um arranjo em 2000, que assegurou a sua estabilidade física, preservei ainda as árvores do seu jardim, um loureiro, duas laranjeiras e uma videira, que dá uma óptima sombra durante o Verão, plantei um marmeleiro, uma nespereira e uma magnólia que teima em não crescer. O meu pai, planta uns tomateiros, cebolas, pimentos, salsa, coentros e malaguetas, lá nesse espaçozinho de 3mt x 4mt, onde agora coloquei este painel exterior.

Ele até há pouco tempo, plantava numa horta urbana, mesmo em frente da Discoteca Kleópatra, que foi agora urbanizada e assim sempre mantém o contacto com a terra.

Em 2000, abri os Arquivos Guerreiro, uma forma pomposa de chamar a uma mini-Galeria onde fiz uma série de Exposições com Artistas do Concelho da Moita.

Foi Delei e Nanda que inauguraram os Arquivos Guerreiro e Delei fez mais três Exposições nos "AG", o Sr. Brito deu a todas as exposições uma divulgação excelente, no jornal "O RIO" e tornou-se além de meu amigo, amigo de Delei Amorim o grande Artista Brasileiro que agora está no México a tirar um Doutoramente em Arte e que já fez também muitos trabalhos em Azulejaria Artística, na "AAG".

1998 foi o ano em que "O ESCUDO", boletim oficial da "AAG", entrou no ciberespaço, por meio de uma mão amiga que lhe deu a linguagem binária adequada ao esboço gráfico que eu pretendi.
Escudo, por ser o escudo do Guerreiro e também porque queria preservar o nome da antiga moeda nacional, que em 2000 passou a ser o Euro.

O carácter bilingue (Português e Inglês) tem mais a ver com a possibilidade de dar à língua mais falada do Mundo, o Inglês, a hipótese de entendimento da língua mais expressiva do mundo, o Português. Em 2001 fiz já eu, toda a página e publiquei-a em HTML, no SAPO, onde está até hoje hospedada, junto com as suas duas irmãs, "ALBUNS" e "Arquivos Guerreiro", acrescentei-lhe um Blogue, "Notícias AAG News", para mostrar conteúdo multimédia, nomeadamente filmes que estão hospedados no YouTube e também para haver uma interacção com os leitores.

O ESCUDO é ainda a página mãe e boletim informativo da AAG, apesar dos seus suplementos temáticos e isto acontece desde 1998.

Em 2001 aconteceu a minha primeira exposição em Brasília, no foyeur do Teatro Nacional e em 2006 a segunda exposição no Museu de Arte de Brasília, inventei por isso um novo Super-Herói:

O Homem Azulejo, que por onde passa deixa um rasto de Ladrilhos!
Também é conhecido pelo Paineleiro Português e nunca um i foi tão importante para o entendimento duma palavra.
Paineleiro; pintor de painéis de Azulejos, paneleiro, é uma coisa completamente diferente...

...o Fado do Paineleiro, brevemente a ser gravado, marca os 20 anos de dedicação à Arte da Azulejaria Artística, ou seja 20 anos a "apaineleirar" Portugal e o Mundo.

Este Fado é a minha demonstração de "Orgulho Paineleiro", ou "Panel Pryde", em Inglês.
O video estará disponível no YouTube, logo que possível!


Rotas da Cerâmica, projecto que passa também pela possibilidade de Artistas de outras nacionalidades passarem pela AAG, para especialização na área cerâmica, neste caso a Azulejaria Artística e pela minha especialização noutras cerâmicas de outros Países, noutras vertentes cerâmicas. Delei já fez dois estágios na AAG em que aprendeu a técnica ancestral da Azulejaria tradicional Portuguesa e adicionou-lhe o seu génio criativo, estou receptivo a que por permuta de conhecimentos, esta experiência se repita com outros ceramistas, especialmente do Mundo Lusófono.
O PPART – Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais é uma iniciativa governamental aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 136/97, de 14 de Agosto, cuja finalidade é valorizar, expandir e renovar as artes e ofícios em Portugal.
Luís Cruz Guerreiro, é artesão reconhecido por este instituto, nº 110694, na área 02.06 - Pintura Cerâmica.
A Azulejaria Artística Guerreiro é uma Unidade Produtiva Artesanal, reconhecida por este instituto, carta nº 120611.

Friso "Artística"



Esta é a segunda parte do friso exterior, a palavra ARTÍSTICA, foi aqui aproveitada para mostrar a vertente Clássica da AAG, que mostra toda a possibilidade de utilização de frisos de centenas de tipos diferentes na decoração interior e exterior dos edifícios dos séculos XVII e XVIII e que com algumas modificações continuam até hoje a ser uma das mais importantes componentes estéticas desta forma de Arte típicamente portuguesa, a Azulejaria Artística.
Alguns exemplos de temas em frisos, foram por isso aqui utilizados, neste friso exterior da AAG, para dar uma ideia das possibilidades do revestimento azulejar decorativo.














Friso "Guerreiro"


Esta parte do friso exterior da AAG, representa a "Linha Livre", que incluí também a cerâmica experimental e colagens com vidro a alta temperatura, este é apenas um exemplo desta vertente que pode ser vista mais detalhadamente aqui.